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Arquivos diários: 2 de Março de 2011

É o amor mais forte que o destino?

Pode o amor ser mais forte que o destino?

 

 

Claro que sim…

 

 

Se fizermos por isso, se lutarmos por isso, se nos esforçarmos por isso…

 
4 Comentários

Publicado por em 2 de Março de 2011 em amor, destino

 

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Felicidade

Cada vez mais acho que não me conheço, tenho tido algumas epifanias sobre eu mesmo ultimamente, Já me começo a conhecer melhor, bem melhor. Algumas auto-descobertas foram na psicoterapia que tenho nas conversas com a minha psicóloga. Hoje não, hoje tive uma epifania enquanto via um episódio do Dr. House… Revi-me neste episódio e percebi algumas coisas sobre mim. Eu não mostro a quase ninguém como sou realmente, mostro-me sempre uma coisa má e a maior parte das pessoas afasta-se, isso eu já sabia. O que eu percebi foi que dou demasiado valor quando falho e esqueço ou não dou importância nenhuma às coisas boas que tenho ou que consigo, apenas me foco e me massacro com as coisas más que me acontecem. Numa tentativa de fuga ou de evitar mais coisas más apenas afasto-me e afasto as pessoas. A verdade é que tenho muita coisa boa em mim que não dou e, se não dou, também não recebo o que provoca um desequilibro emocional em mim, uma carência. É um paradoxo estarmos carentes e afastar-mos os outros, é um paradoxo sentir na pele solidão e afastar-me de todos refugiando-me num mundo meu em que ninguém me magoa nem magoo ninguém. É-me difícil lidar com mais perdas, com mais sonhos desfeitos e desilusões mas tenho de o fazer, um dia hei-de conseguir ser feliz… Sonho… Espero…

 
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Publicado por em 2 de Março de 2011 em depressão, eu, felicidade, paradoxo, solidão, sonho, vida

 

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Sonho

 

 

Pedra filosofal – António Gedeão (cantado por Manuel Freire)

Eles não sabem que o sonho
é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer,
como esta pedra cinzenta
em que me sento e descanso,
como este ribeiro manso,
em serenos sobressaltos
como estes pinheiros altos
que em verde e ouro se agitam
como estas aves que gritam
em bebedeiras de azul.

Eles não sabem que o sonho
é vinho, é espuma. é fermento,
bichinho alacre e sedento.
de focinho pontiagudo,
que fossa através de tudo
num perpétuo movimento.

Eles não sabem que o sonho
é tela, é cor, é pincel,
base, fuste, capitel.
arco em ogiva, vitral,
pináculo de catedral,
contraponto, sinfonia,
máscara grega, magia,
que é retorta de alquimista,
mapa do mundo distante,
rosa dos ventos, Infante,
caravela quinhentista,
que é Cabo da Boa Esperança.
ouro, canela, marfim,
florete de espadachim,
bastidor, passo de dança,
Colombina e Arlequim,
passarola voadora,
para-raios, locomotiva,
barco de proa festiva,
alto-forno, geradora,
cisão do átomo, radar,
ultra som televisão
desembarque em foguetão
na superfície lunar.

Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida.
Que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre a mãos de uma criança.

 

Os sonhos dão-nos metas e objectivos, fazendo-nos persegui-los para os atinjir. Faz com que não fiquemos estagnados na existência e fazendo-nos viver. Mas como em quase tudo há um reverso da medalha, quando tudo o que sonhamos e tentamos simplesmente falhamos. Há um limite para tudo e em certo desistimos de sonhar e de viver, Mas parar de sonhar é parar de viver, é existir até morrer e eu não quero mais isso, quero viver. Continuo a sonhar e a tentar e, espero, para sempre…

 

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