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Arquivos diários: 7 de Março de 2011

preso em mim

Sinto-me prisioneiro de mim mesmo, quero libertar-me de todos os maus pensamentos e dos maus sentimentos e de tudo o que me tortura e que me assombra mas não consigo. E esta alma pesada e negra que eu carrego arrasta para a desgraça o meu corpo, destruindo-o aos poucos, matando-o lentamente e dolorosamente. Eu tento sair deste estado que e corroí a parte metafísica do corpo. Quero viver sem estas tormentas invadirem o meu pensamento tornando o meu corpo uma extensão física e doente duma alma já quase morta de tantas cicatrizes e de tantas feridas a sangrar. Cada vez que dou um passo fora desta existência assombrada e triste algo acontece que me empurra de volta e me mata mais um bocado e me fere a alma já de si sofrida. Tento não morrer afogado nas minhas próprias lágrimas que teimam em cair sem fim. O que me prende a esta alma é simplesmente esta consciência que me culpa mesmo do que sei que não fiz, que me culpa do que sei que não contribui para que assim fosse. Também sei que esta auto culpabilização é um sintoma da depressão da qual não consigo sair. Depois numa tentativa fugaz de libertação saio, vou passear e tentar viver mas, a solidão logo bate e a melancolia vem, passa a nostalgia e fico logo mal, triste por não estar como quero, por sofrer, por lamentar, por apenas viver em vez de existir e todos os fantasmas voltam para me assombrar. Fantasmas que quase me levam à loucura, quase que me conduzem à demência, à tristeza de uma existência infeliz, que quase parece só aguardar uma morte do corpo à muito anunciada e profetizada pela doença da alma, essa já, quase morta, ferida quase mortalmente sem a cura que à tanto aguarda e anseia, a felicidade e a vontade de viver. Sempre me digo que amanhã é um novo dia, mas o dia seguinte é sempre tão mau ou pior que o dia que o precede. Sei que há uma cura para este estado da minha alma, ser amado, e não os antidepressivos que tomo. Os medicamentos não nos fazem sentir amados, não nos dizem que nos amam, não substituem o calor de outro alguém que nos ama, Preciso de forças para viver, reviver…

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Publicado por em 7 de Março de 2011 em alma, depressão, eu, liberdade, morte, solidão, vida

 

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amor é a morte dos corações?

http://www.youtube.com/watch?v=PMD1k16baVE

Love’s the funeral of hearts
And an ode for cruelty
Where angels cry blood
On flowers of evil in bloom
The funeral of hearts
And a plea for mercy
When love is a gun
Separating me from you

She was the sun shining upon
The tomb of your hopes and dreams so frail
He was the moon painting you
With it’s glow so vulnerable and pale

Love’s the funeral of hearts
And an ode for cruelty
When angels cry blood
On flowers of evil in bloom
The funeral of hearts
And a plea for mercy
When love is a gun
Separating me from you

She was the wind carrying in
All the troubles and fears
You’ve for years tried to forget
He was the fire
Restless and wild and you were
Like a moth to that flame

The funeral of hearts

The heretic seal beyond divine
Pray to God who’s deaf and blind
The last rites for souls on fire
Three little words and a question, ‘Why?’

Love’s the funeral of hearts
And an ode for cruelty
When angels cry blood
On flowers of evil in bloom
The funeral of hearts
And a plea for mercy
Where Love is a gun
Separating me from you

The funeral of hearts
And an ode for cruelty
When angels cry blood
On flowers of evil in bloom

 

O amor, ai o amor. Mecanicamente o amor não passa de reacções químicas no nosso organismo, endorfinas, adrenalinas, dopaminas e afins. Por isso é que se diz que houve química entre as pessoas. Mas pensar no amor apenas num ponto de vista químico é reduzi-lo a algo que de simples não tem nada. O amor faz-nos bem, produz em nós sensações indescritíveis, quando correspondido. E quando não é? E quando tudo se transforma num pesadelo? Uma das coisas que aprendi na psicoterapia é que o amor pode destruir-nos, o que quase aconteceu comigo. Foi a razão de ter começado a ter consultas regulares de psiquiatria e psicologia, além de estar a tomar antidepressivos. O amor pode nos trazer o paraíso assim como pode nos trazer o inferno. Por vezes não se sabe o que se fazer com tanto sentimento, com tanta vontade, com tanto desejo, com tanta carência dentro de nós e que não é canalizado para o objecto das nossas necessidades.Cria-se um vazio cheio de frustrações que não nos leva a lado nenhum, perde-se o norte, entra-se numa espiral de auto destruição e não se sabe o que fazer a partir dali. Ficamos à deriva num mar de dúvidas e pensamentos que nos massacra constantemente. Queremos viver e não conseguimos. apenas existimos mortos de alma na vida que passa e passa e nada mais faz sentido, parece que as únicas opções possíveis são o abraço quente da pessoa amada ou o abraço gélido da morte que tarda a chegar. Vive-se numa tormenta mental que também nos lesa fisicamente. Apesar da solidão que se sente ainda nos isolamos mais, o pensamento é sempre aquele fantasma que nos tortura sempre. Acordamos e dormimos a pensar na pessoa amada. Mas não é por estas coisas más que deixamos de amar, após o caminho lento e penoso de cura e tratamento o amor volta e, por vezes, este processo recomeça e sofre-se tudo outra vez. E o desejo de não amar mais ninguém torna-se mais forte e por vezes o amor e o coração morre. É a morte do coração… O funeral do amor…

 
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Publicado por em 7 de Março de 2011 em amor, him, morte, the funeral of hearts

 

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