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Arquivos diários: 11 de Maio de 2011

o mar e a solidão

Solidão

Estás todo em ti, mar, e, todavia,
como sem ti estás, que solitário,
que distante, sempre, de ti mesmo!

Aberto em mil feridas, cada instante,
qual minha fronte,
tuas ondas, como os meus pensamentos,
vão e vêm, vão e vêm,
beijando-se, afastando-se,
num eterno conhecer-se,
mar, e desconhecer-se.

És tu e não o sabes,
pulsa-te o coração e não o sente…
Que plenitude de solidão, mar solitário! Estás todo em ti, mar, e, todavia,
como sem ti estás, que solitário,
que distante, sempre, de ti mesmo!

Aberto em mil feridas, cada instante,
qual minha fronte,
tuas ondas, como os meus pensamentos,
vão e vêm, vão e vêm,
beijando-se, afastando-se,
num eterno conhecer-se,
mar, e desconhecer-se.

És tu e não o sabes,
pulsa-te o coração e não o sente…
Que plenitude de solidão, mar solitário! 

Juan Ramón Jiménez, in “Diario de Un Poeta Reciencasado” 
Tradução de José Bento



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Publicado por em 11 de Maio de 2011 em mar, poesia, solidão

 

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um olhar sobre o mundo – cartoon

SEM COMENTÁRIOS…


 
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Publicado por em 11 de Maio de 2011 em mundo

 

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amor VIII

Is love dead?

Or am i dead for loving?


 
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Publicado por em 11 de Maio de 2011 em amor, morte

 

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eu III

Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

Álvaro de Campos, in “Poemas”
Heterónimo de Fernando Pessoa


 
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Publicado por em 11 de Maio de 2011 em eu, fernando pessoa, poesia, sonho

 

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