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Arquivos mensais: Junho 2011

Ofir

Hoje estou cansado, fui passear para Apúlia e Ofir, foi uma caminhada de mais de 6 Km. Mas estava a precisar, ontem a minha vontade de morrer era enorme e precisava de me abstrair um pouco da minha triste realidade. Voltando ao passeio, fui de carro até Apúlia e fui a pé pela praia até Ofir. Adoro esta zona, é um misto de praia e campo, sem esquecer o rio Cávado que por ali passa. Acalmou-me muito, pelo menos aquela vontade de não existir passou um bocado. Já estou a planear um passeio e um picnic com a família para aqueles lados. Vai ser interessante, espero que me faça bem à mente. Não quero esquecer de mencionar o almoço, adorei. Foi numa esplanada recatada no meio de um pinhal, estava mesmo bem ali. Pena que já eram horas de voltar, para a fisioterapia, que não foi nada agradável após a caminhada de hoje… Fiquem bem.

foto aérea Ofir

 
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Publicado por em 30 de Junho de 2011 em eu, mar, natureza, ofir

 

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amor XXII

Estou farto de ser um fantasma, estou farto de não fazer o que me apetece, estou farto de ser impedido de agir, estou farto de reprimir os meus desejos, estou farto de pensar sempre nos outros. Todas estas vontades reprimidas e desejos recalcados enchem a minha alma com um vazio oco, sugando toda a minha vida, drenando toda a minha força, esgotando toda a minha vida. Morte, abraça-me no teu colo gélido, acaba com a minha tortura, termina com este meu sofrer que não tem fim. Leva-me para o teu ninho eterno sem sofrimento… Recebe-me calorosamente no calor da tua frieza.

 
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Publicado por em 29 de Junho de 2011 em amor, angústia, morte

 

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loucura III

Queria…

Queria que tudo fosse bem mais simples

Queria que esta loucura me deixasse

Queria que fosse possível curar esta depressão

Queria que esta raiva passasse

Queria que esta solidão acabasse

Queria que este ódio de mim mesmo terminasse

Queria gostar de mim outra vez

Queria curar-me

Queria amar

Queria ser feliz

Queria…

queria que fosse possível curar-me assim...

 
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Publicado por em 29 de Junho de 2011 em angústia, depressão, eu, loucura, tristeza, vida

 

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eu XV

 

Tudo quanto penso,
Tudo quanto sou
É um deserto imenso
Onde nem eu estou.

Fernando Pessoa

 
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Publicado por em 29 de Junho de 2011 em eu, fernando pessoa, poesia

 

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programa do XIX governo

http://www.portugal.gov.pt/pt/GC19/Governo/ProgramaGoverno/Pages/ProgramadoGoverno.aspx

Fica aqui o novo programa deste governo, para quem estiver interessado em ver.

 
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Publicado por em 29 de Junho de 2011 em política, portugal

 

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vida, morte e o Homem…

Ninguém é nada, não passamos de um monte de átomos, não somos mais do que um saco de células com prazo de validade… É a simples visão cientifica da nossa existência. Mesmo que muitos não queiram aceitar, a nossa única função biológica, como espécie, é assegurar a continuação da mesma. É difícil aceitar esta existência vazia de sentido, tendo a capacidade cognitiva de que a espécie humana dispõe, pelo que tivemos de lhe dar um sentido e, para isso, inventamos a religião. É a fuga fácil, a religião enche o vazio da nossa existência, proporciona-lhe um motivo e um objectivo. Acredito haver uma relação directa entre religião e suicídio, penso que uma grande percentagem de ateus entre os suicidas. Isto talvez mostre a falta de um objectivo na vida dos ateus. Para os crentes, quanto mais sofram em vida, melhor será depois de morrer e isso faz com que suportem mais as provocações da existência. Que esperança pode ter um ateu? Nenhuma. A religião preenche o espaço de muitas dúvidas existenciais que possamos ter. Como já o referi antes, não sou contra a religião, aliás somos livres de acreditar no que queremos mas nunca, mesmo nunca, temos o direito de o impingir aos outros. Não vou aqui descrever o que acho da religião, não é o motivo deste post, talvez noutro o faça. Acredito que se eu fosse crente, tudo seria diferente, a minha visão do mundo, do universo, da humanidade e da vida seria bem mais colorida. Seria fácil responder a questões como a nossa vida e a nossa morte, viveria porque Deus assim o quis e morreria porque Deus também o quis… Sendo assim, ateu, não entendo porque existo, porque nasci, porque vivo e porque morrerei… Não sou nada… Sou um conjunto complexo de átomos com capacidade de raciocínio… nada mais que isso… Esta é a minha visão negra da existência humana, da minha existência vazia, oca e sem sentido, sem razões e cheia de dúvidas.

somos apenas um complexo conjunto de átomos...

 
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Publicado por em 28 de Junho de 2011 em Homem, morte, religião, vida

 

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felicidade IV

FELICIDADE REALISTA – Martha Medeiros

A princípio bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos. Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis. Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas. E quanto ao amor? Ah, o amor… não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar a luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito. É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Ter um parceiro constante pode ou não, ser sinônimo de felicidade. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio. Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade. Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar É importante pensar-se ao extremo, buscar lá d entro o que nos mobiliza, instiga e conduz, mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade.

Este é um tema algo melindroso, os objectivos da vida. Precisamos de realizar os objectivos para atingir uma felicidade. Por objectivos quero dizer sonhos, desejos e tudo o que queremos ou precisamos para sermos felizes. Há objectivos que são impossíveis à partida e há objectivos que não dependem apenas de nós. Mas não acho que “baixar a fasquia” seja a solução para sermos felizes, isso seria deslealdade para connosco, para os nossos sonhos e desejos. Ou queremos ou não queremos e, se o queremos, é preciso fazer com que aconteça, ou pelo menos tentar, e não esperar que as coisas simplesmente aconteçam. Mesmo que não atinjamos o objectivo pelo menos temos na nossa consciência a tentativa. Falhar é uma coisa, não tentar que aconteça ou não mudar o necessário para que aconteça é outra. Mas num ponto é verdade, para mim a infelicidade deve-se a objectivos não realizados, se acho que a fasquia estava muito alta, não, não acho. E, agora, não encontro objectivo para mim, apenas existo nesta dimensão que é o tempo e, até isso vai acabar para mim. Como não tenho objectivo, estou perdido na existência, porque não sei o que fazer, como fazer. Sei apenas que o único objectivo duma vida é ser-se feliz, e eu não o sou e não sei como o ser, ou se o serei…

 
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Publicado por em 27 de Junho de 2011 em felicidade, martha medeiros, vida

 

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