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Arquivos diários: 13 de Junho de 2011

refém de mim mesmo

Sinto que comecei a reconstruir a minha concha. E, nesta concha, refém de mim mesmo, me protejo do exterior. Me isolo do mundo, na solidão do meu mundo. Vou expulsando aos poucos os que ainda vão tendo acesso. Renasço outro, frio e amargo, no meu próprio universo. Universo solitário, sem ninguém, aonde vivo sem contacto. Apesar da solidão da minha concha, sofro pela tua ausência. Morro a cada palavra que não digo, a cada gesto que não faço, a cada beijo ou abraço que não dou. Mundo triste e escuro nesta concha em que não me desiludo, não desiludo ninguém, mas não sinto tudo de bom que a vida pode oferecer. Não sinto o cheiro, a cor ou o calor do exterior, mas também não sinto a frieza ou o escuro que há lá fora. Triste, esta existência a que me forço, a que me obrigo. Eu sou… refém de mim mesmo…

O meu dilema é que te quero na minha concha, no meu mundo, no meu universo…

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Publicado por em 13 de Junho de 2011 em eu, sofrimento, solidão

 

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amor XVIII

Para quem ama realmente, há um desejo de eternidade, de imortalidade. Quantas vezes desejei que os momentos de amor que passei durassem para todo o sempre. O amor anula o tempo e o espaço, o tempo é aquele momento e o espaço é o nosso amor. Para duas almas apaixonadas, a eternidade não chega e o universo é pequeno demais. Qualquer segundo longe da alma amada já provoca saudade, e qualquer distância é enorme. Amor é um desejo imortal de presença ao lado da nossa alma gémea…

 
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Publicado por em 13 de Junho de 2011 em alma, amor, tempo

 

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amor XVII

Unable are the Loved to die
For Love is Immortality,
Nay, it is Deity —

Unable they that love — to die
For Love reforms Vitality
Into Divinity.

Emily Dickinson

 
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Publicado por em 13 de Junho de 2011 em amor

 

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amor XVI

“O amor é uma amostra mortal da imortalidade.”

Fernando Pessoa

 
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Publicado por em 13 de Junho de 2011 em amor, fernando pessoa

 

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sonho V

doodle no google de tributo a Fernando Pessoa

O Sonho é a Pior das Cocaínas

O sonho é a pior das cocaínas, porque é a mais natural de todas. Assim se insinua nos hábitos com a facilidade que uma das outras não tem, se prova sem se querer, como um veneno dado. Não dói, não descora, não abate – mas a alma que dele usa fica incurável, porque não há maneira de se separar do seu veneno, que é ela mesma.

Fernando Pessoa, in ‘Livro do Desassossego’

 
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Publicado por em 13 de Junho de 2011 em alma, fernando pessoa, sonho

 

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