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refém de mim mesmo

13 Jun

Sinto que comecei a reconstruir a minha concha. E, nesta concha, refém de mim mesmo, me protejo do exterior. Me isolo do mundo, na solidão do meu mundo. Vou expulsando aos poucos os que ainda vão tendo acesso. Renasço outro, frio e amargo, no meu próprio universo. Universo solitário, sem ninguém, aonde vivo sem contacto. Apesar da solidão da minha concha, sofro pela tua ausência. Morro a cada palavra que não digo, a cada gesto que não faço, a cada beijo ou abraço que não dou. Mundo triste e escuro nesta concha em que não me desiludo, não desiludo ninguém, mas não sinto tudo de bom que a vida pode oferecer. Não sinto o cheiro, a cor ou o calor do exterior, mas também não sinto a frieza ou o escuro que há lá fora. Triste, esta existência a que me forço, a que me obrigo. Eu sou… refém de mim mesmo…

O meu dilema é que te quero na minha concha, no meu mundo, no meu universo…

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Publicado por em 13 de Junho de 2011 em eu, sofrimento, solidão

 

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