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Arquivos diários: 26 de Junho de 2011

amor XXI

O Dom Milagroso de um Grande Amor

Na vida de toda a gente há braçados floridos dessas tolices sem importância. Só a raros eleitos é dado o milagroso dom de um grande amor. Eu teria muita pena que o destino não me trouxesse esse grande amor que foi o meu grande sonho pela vida fora. Devo agradecer ao destino o favor de ter ouvido a minha voz. Pôr finalmente, no meu caminho, a linda alma nova, ardente e carinhosa que é todo o meu ampa­ro, toda a minha riqueza, toda a minha felicidade neste mundo. A morte pode vir quando quiser: trago as mãos cheias de rosas e o coração em festa: posso partir contente.

Florbela Espanca, in “Correspondência (1930)”

Gostava de poder dizer o mesmo, de poder dizer que se morresse agora, que morreria feliz… Já fui um dos raros eleitos…

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Publicado por em 26 de Junho de 2011 em alma, amor, felicidade, florbela espanca, morte, vida

 

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dor III

O que Me Dói não É

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O que me dói não é 
O que há no coração 
Mas essas coisas lindas 
Que nunca existirão… 

São as formas sem forma 
Que passam sem que a dor 
As possa conhecer 
Ou as sonhar o amor. 

São como se a tristeza 
Fosse árvore e, uma a uma, 
Caíssem suas folhas 
Entre o vestígio e a bruma. 

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Fernando Pessoa, in “Cancioneiro”



 
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Publicado por em 26 de Junho de 2011 em alma, amor, dor, fernando pessoa, poesia

 

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ilusão de óptica

Deixo aqui alguns exemplos da arte de Octavio Ocampo, é simplesmente fenomenal. É genial o uso de elementos para criar outros elementos.

http://octavioocampo.com.mx/

http://en.wikipedia.org/wiki/Octavio_Ocampo

http://www.visionsfineart.com/ocampo/aa_index.html

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Publicado por em 26 de Junho de 2011 em arte, ilusão, Octavio Ocampo, pintura

 

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tempo IV

Dois horizontes fecham nossa vida: 

          Um horizonte, — a saudade 
          Do que não há de voltar; 
          Outro horizonte, — a esperança 
          Dos tempos que hão de chegar; 
          No presente, — sempre escuro,— 
          Vive a alma ambiciosa 
          Na ilusão voluptuosa 
          Do passado e do futuro. (…)

          Ou ambição de grandeza 
          Que no espírito calou, 
          Desejo de amor sincero 
          Que o coração não gozou; 
          Ou um viver calmo e puro 
          À alma convalescente, 
          Tal é na hora presente 
          O horizonte do futuro. (…)

Joaquim Maria Machado de Assis

 
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Publicado por em 26 de Junho de 2011 em Machado de Assis, poesia, saudade, vida

 

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eu XIV

Ontem convidaram-me para um jantar de aniversário que era hoje. Ainda me forcei a ir, mas vim embora bem antes da noite acabar. Ainda não consigo socializar, ainda sinto mais a solidão no meio das pessoas do que quando estou sozinho… Até quando sentirei isto? Quando voltarei a ser uma pessoa “normal”? Não sei…

 
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Publicado por em 26 de Junho de 2011 em solidão

 

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