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vida XXIII

09 Jul

É estranho eu ter noção que não deveria sentir o que sinto e, mesmo assim, ser inundado por estas emoções constantemente. Como, tendo eu noção que não as deveria sentir, as sinto? Como, se luto incessantemente contra estas emoções? É nisto que baseio a minha loucura, nestas emoções injustificadas. Injustificadas porque sempre achei que se aceitasse tudo, teria  paz e deixaria de sentir todo este turbilhão de emoções e sentimentos, por vezes contraditórios entre si. A verdade é que não, continuo a senti-las vivamente na minha alma. Pensei que as feridas de tornassem cicatrizes, mas ainda sangram, sem eu vislumbrar uma cura. Os fantasmas estão tão presentes e vivos como se tudo acontecesse ontem. Odeio-me por não derrotar estes fantasmas, por não neutralizar estes sentimentos, por não conseguir viver, por não ter um brilho de esperança nos olhos que, por vezes, ainda derramam lágrimas de angústia. Odeio-me por ser incapaz de imaginar um futuro diferente daquele que sonhei (contigo). Odeio-me por não ter força, por estar fraco, por tudo, pela minha vida que não é um sonho mas um pesadelo, que não é um paraíso mas um inferno psicológico constante e sem fim. Por mais que tente, não me liberto, permaneço, apenas estou, aonde não quero e como não quero…

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Publicado por em 9 de Julho de 2011 em alma, amor, loucura, vida

 

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