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amor XXVIII

13 Jul

Cada vez mais estou convencido que há muitas coisas que podem levar à destruição de um ser humano, mas nenhuma delas tão drasticamente como o amor. Tenho estudado e aprendido, tenho testemunhado que questões financeiras, familiares ou profissionais podem destruir-nos mas no amor a destruição atinge outro nível, é quase fatal. Nada nos destrói tanto ou nos provoca emoções ou sentimentos tão fortes como amarmos alguém e não o termos para nós. Pode levar-nos à loucura ou, até, à morte. É verdade que sempre achei que morrer por amor era “romântico”, um romantismo drástico mas, mesmo assim, romantismo. É difícil descrever o que vai na alma de alguém que ama quem não tem, mas posso tentar. É um desequilíbrio tão grande querermos um beijo, um abraço, uma palavra carinhosa ou um simples toque de dar as mãos e só recebermos ausência e silêncio, ou palavras e actos contrários ao que queremos. Ficamos descompensados emocionalmente porque todos os desejos e vontades não os recebemos nós, mas outra pessoa qualquer. Isto é o pior, imaginarmos e sabermos que quem queremos está com outra pessoa, isto é quase a nossa morte quando não conseguimos ou quando não nos queremos libertar desse sentimento de amor, que sabemos que não nos é dado a nós. É um sentimento tão grande de inferioridade, sim, porque nos sentimos inferiores, porque começamos a ver o que temos de errado e a outra pessoa não. Amamos mais alguém do que a nós próprios, somos segundo plano em relação a esse alguém. O ciúme torna-se doentio, toma conta de nós e aqui as pessoas diferem. Algumas cometem crimes ou fazem erros incríveis que acaba com tudo, outros matam-se, outros ficam loucos e, outros ainda, conseguem simplesmente dar a volta, esquecer tudo. Eu sentia-me perdido, sem norte, sem destino, perdido no tempo e no espaço sem saber o que fazer. Sei que cometi erros nesta fase, e não só, sei que fiz coisas erradas e que disse um monte de barbaridades. Admito que a loucura tomou conta de mim, admito que a morte foi durante muito tempo a solução que me parecia a mais certa e viável, admito que não via futuro para mim (ainda não vejo), não o queria nem conseguia imaginar sem a alma gémea. Percorria caminhos que fizemos juntos, na esperança de lá te ver, de sentir a felicidade toda que já me tinha dado. Via-a em todas as pessoas com que me cruzava, imaginava-a sempre, sonhava que a qualquer momento lá estaria. Tudo à minha volta se desmoronou, de tudo e todos me afastei, na vida profissional, familiar e dos amigos. Não havia alegria nem vontade de fazer nada, nada tinha sentido, de nada gostava e de tudo fugia. A carência que se transforma em desespero, as noites e os dias que passam com as lágrimas a escorrer pela face, a vontade incessante de receber um abraço quente teu ou um abraço gélido da morte. Pelo que tenho visto no mundo que me rodeia: O amor pode ser um paraíso e pode ser um inferno, pode ser um elixir e pode ser um veneno. Pode dar-nos vida e pode dar-nos morte. Pode ser tudo e pode ser nada. Pode ser a nossa salvação e pode ser a nossa condenação. Pode ser liberdade e pode ser prisão. Pode ser paz e pode ser guerra. Tudo depende… de dois seres…

pode ser liberdade... pode ser prisão...

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Publicado por em 13 de Julho de 2011 em alma, amor

 

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