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amor XXXIII

23 Jul

Sofro de não te Ver

Sofro 
de não te ver, 
de perder 
os teus gestos 
leves, lestos, 
a tua fala 
que o sorriso embala, 
a tua alma 
límpida, tão calma… 

Sofro 
de te perder, 
durante dias que parecem meses, 
durante meses que parecem anos… 

Quem vem regar o meu jardim de enganos, 
tratar das árvores de tenrinhos ramos? 

Saúl Dias, in “Sangue (Inéditos)”

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