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mar IV

23 Jul

Solidão

Estás todo em ti, mar, e, todavia, 
como sem ti estás, que solitário, 
que distante, sempre, de ti mesmo! 

Aberto em mil feridas, cada instante, 
qual minha fronte, 
tuas ondas, como os meus pensamentos, 
vão e vêm, vão e vêm, 
beijando-se, afastando-se, 
num eterno conhecer-se, 
mar, e desconhecer-se. 

És tu e não o sabes, 
pulsa-te o coração e não o sente… 
Que plenitude de solidão, mar solitário! 

Juan Ramón Jiménez, in “Diario de Un Poeta Reciencasado” 
Tradução de José Bento

O mar pode aproximar, se por ele viajarmos rumo ao destino

O mar pode distanciar, se por ele não vamos para fugir

O mar, distância e aproximação

O mar, longe e perto

O mar, lágrimas e sorrisos

O mar, morte e vida

O mar, é o que quisermos que ele seja…

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Publicado por em 23 de Julho de 2011 em amor, Juan Ramón Jiménez, mar, poesia, solidão

 

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