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Arquivos mensais: Julho 2011

eu XXII

“As noites em branco
O negro do dia
Desejo ardente
A cama fria”

Império dos sentados – Longe de ti

Parece a minha vida transformada em música…

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Publicado por em 29 de Julho de 2011 em alma, amor, dor, eu, sofrimento, solidão

 

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mudança

O Efeito do Tempo e a Mutabilidade das Coisas

Deveríamos ter sempre diante dos olhos o efeito do tempo e a mutabilidade das coisas, por conseguinte, em tudo o que acontece no momento presente, imaginar de imediato o contrário, portanto, evocar vivamente a infelicidade na felicidade, a inimizade na amizade, o clima ruim no bom, o ódio no amor, a traição e o arrependimento na confiança e na franqueza e vice-versa. Isso seria uma fonte inesgotável de verdadeira prudência para o mundo, na medida em que permaneceríamos sempre precavidos e não seríamos enganados tão facilmente. Na maioria das vezes, teríamos apenas antecipado a acção do tempo. Talvez para nenhum tipo de conhecimento a experiência seja tão imprescindível quanto na avaliação justa da inconstância e mudança das coisas. Ora, como cada estado, pelo tempo da sua duração, existe necessariamente e, portanto, com pleno direito, cada ano, cada mês, cada dia parecem querer conservar o direito de existir por toda a eternidade. Mas nada conserva esse direito, e só a mudança é permanente. Prudente é quem não é enganado pela estabilidade aparente das coisas e, ainda, antevê a direcção que a mudança tomará. Por outro lado, o que via de regra faz os homens tomarem o estado provisório das coisas ou a direcção do seu curso como permanente é o facto de terem os efeitos diante dos olhos, sem todavia entender as suas causas. Mas são estas que trazem o germe das mudanças futuras, enquanto os efeitos, únicos existentes para os olhos, nada contêm de parecido. Os homens apegam-se aos efeitos e pressupõem que as causas desconhecidas, que foram capazes de produzi-los, também estão na condição de mantê-los. Nesse caso, quando erram, têm a vantagem de fazê-lo sempre em uníssono. Sendo assim, a calamidade que, em decorrência desse erro, acaba por atingi-los, é sempre universal, enquanto a cabeça pensante, caso erre, ainda permanece sozinha. Diga-se de passagem que temos aqui uma confirmação do meu princípio de que o erro nasce sempre de uma conclusão da consequência para o fundamento.

Arthur Schopenhauer, in ‘Aforismos para a Sabedoria de Vida’

Salvador Dali - The Persistence of Memory

Mudança implica a existência de tempo. Talvez nada seja eterno, excepto a mudança. Ainda ontem me disseram que eu estava muito diferente. A verdade é que me sinto diferente, mas sinto a realidade igual, como se estivesse preso numa realidade imutável, aonde só eu mudo. Não há nada melhor do que dor para despoletar uma mudança num ser humano. Tornei-me (ainda mais) calado, mais azedo, mais ausente da realidade, como se estivesse num sonho muito mau à espera de despertar. Olho o mundo que me rodeia e tudo me parece igual, mau, injusto, negro e doloroso e não me encaixo, por mais que mude, a “evolução” parece me afastar ainda mais deste mundo. Eu sei que o mundo muda mas eu não noto, talvez porque me tenha afastado demais ou talvez apenas porque mude muito lentamente. Eu mudei, para pior…

 
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Publicado por em 29 de Julho de 2011 em eu, mudança, mundo, tempo

 

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casa

Dantes a minha casa era a minha fortaleza, era a concha da concha do meu ser. Era aonde me refugiava, aonde encontrava a minha paz. Era inatingível lá dentro. Agora a minha casa é o símbolo do meu fracasso, entre estas paredes vazias revejo a minha alma, vazia, oca e sem sentido. No silêncio desta solidão apetece-me gritar, mas ninguém me ouve e nada muda. Lá fora a lua me transporta para memórias, me leva para o teu lado mas, acordo do sonho, e vejo o pesadelo da realidade… o silêncio da solidão…

 
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Publicado por em 28 de Julho de 2011 em eu, solidão

 

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contractura muscular

Ando mesmo numa maré de azar, agora foi uma contractura muscular na zona lombar, como tenho os músculos atrofiados ainda, qualquer esforço maior acontece-me isto… Em princípio, mais um mês de baixa e vou trabalhar outra vez.

Contractura muscular

CAUSAS

Em condições normais, os músculos nunca se encontram num total estado de relaxamento, pois são submetidos a uma determinada tensão interna, ou tónus muscular, indispensável para que todo o corpo e cada um dos vários segmentos corporais mantenham sempre o equilíbrio.

As contracturas são provocadas pelo aumento persistente do tónus muscular a níveis superiores ao normal, fazendo com que o músculo ou músculos afectados fiquem sob tensão, com dor à pressão e ao toque e dificultem ou impeçam o movimento do segmento corporal onde se encontram ou cujo movimento depende deles.

Existem inúmeras causas que provocam o aparecimento de contracturas, podendo em muitos casos actuar em conjunto. Uma das mais frequentes é a adopção de posições corporais inadequadas, como por exemplo manter a cabeça inclinada para um dos lados ou as costas curvadas para um dos lados: nestes casos, os músculos de um dos lados do pescoço ou das costas costumam contrair-se mais do que o normal de forma quase permanente, ficando rígidos.

O excesso de esforço e os traumatismos musculares também constituem uma causa muito comum de contracturas, como por exemplo o típico caso dos músculos da região lombar que se encontram próximos da coluna vertebral, já que a realização de um esforço brusco e intenso faz com que estes músculos fiquem rígidos e comprimam as estruturas nervosas vizinhas, como os nervos sensitivos, provocando dores que podem evoluir para uma lombalgia.

Dado que o tónus muscular é controlado pelo sistema nervoso, é possível que, em alguns casos, ocorra o fenómeno inverso, ou seja, a contractura pode ser provocada por vários tipos de problemas neurológicos e até psicológicos, como é o caso das neuroses de conversão, nas quais um membro pode, por exemplo, ficar completamente rígido. É por esta razão que os músculos também podem ser afectados por contracturas nervosas complexas perante a existência de uma dor intensa. Por exemplo, em caso de dor intensa na garganta ou abdómen, os músculos da zona contraem-se de modo a evitar a tracção dos tecidos danificados, protegendo-os de toques externos.

Por fim, as contracturas são, em muitos casos, provocadas pela existência de deformações nos ossos e articulações ou pela presença de extensas cicatrizes, podendo igualmente ser originadas durante ou após a utilização de gesso que imobilize o segmento corporal ou simplesmente depois de um repouso absoluto prolongado.

MANIFESTAÇÕES

As contracturas musculares tanto podem manifestar-se de forma súbita, nomeadamente após um traumatismo ou um movimento brusco, como evidenciar-se gradualmente, quando são adoptadas, por exemplo, posições corporais anómalas ou inadequadas. Embora as contracturas ocorram, na maioria dos casos, nos músculos mais volumosos do pescoço, do tronco e dos membros, também podem surgir em praticamente todos os músculos, até mesmo nos pequenos músculos das pálpebras ou dos dedos dos pés.

Os sintomas mais importantes são a rigidez do músculo afectado e a dificuldade ou impossibilidade de mover o segmento corporal, encarregue de imprimir movimento ao dito músculo, o que consequentemente provoca a sua imobilização numa determinada posição. Um outro sintoma muito comum é a dor local, que normalmente se manifesta ao palpar o músculo ou ao tentar mover o segmento corporal que ficou imobilizado, embora também se possa evidenciar, com alguma frequência, de maneira espontânea. No entanto, caso as contracturas sejam muito significativas, podem alterar a simetria do corpo. Ainda que as contracturas tenham tendência para diminuir de intensidade de forma espontânea ou através do tratamento adequado sem originar grandes complicações, caso sejam demasiado persistentes, podem acabar por produzir deformações nos ossos e nas articulações mais próximas.

TRATAMENTO

As contracturas mais ligeiras cedem espontaneamente ao fim de alguns minutos, horas ou, no máximo, alguns dias. Todavia, caso as contracturas sejam moderadas ou ligeiras, talvez seja conveniente realizar um tratamento de fisioterapia, que deve ser complementado com sessões de massagens e por uma série de exercícios específicos indicados pelo especialista.

Por outro lado, quando a dor e a dificuldade de movimentos são muito intensas ou quando é necessário retomar rapidamente a actividade, como é comum nos desportistas profissionais, costuma-se recorrer à administração de analgésicos por via oral (associados ou não a relaxantes musculares) ou sob a forma de sprays de aplicação local. Esta medicação, que visa aliviar a dor, permite que o segmento corporal afectado recupere a sua mobilidade com maior rapidez.

Embora as contracturas não originem, na maioria dos casos, complicações anatómicas persistentes, se forem graves e constantes, podem alterar a forma e o funcionamento dos ossos e das articulações mais próximas, sendo então necessário recorrer a uma intervenção cirúrgica para reparar os tecidos danificados.

Fonte: http://www.medipedia.pt/home/home.php?module=artigoEnc&id=392

 
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Publicado por em 28 de Julho de 2011 em espondilolistese, eu

 

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amor XXXVI

O amor não devia ser um peso, o amor devia libertar a nossa alma, tornando-nos leves como o amor. Devíamos viajar,levemente, nas asas do amor, leves como o tempo, eternamente. Não devíamos arrastar o amor como um fardo, como um peso…

 
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Publicado por em 28 de Julho de 2011 em alma, amor

 

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lua II

Tenho saudades do teu olhar ao luar…

 
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Publicado por em 28 de Julho de 2011 em alma, amor, eu, lua

 

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amor XXXV

Lembro-me tão bem daquela estrela cadente, lembro-me do desejo que lhe pedi. Pedi que também me amasses, aconteceu, mas tudo correu mal, não foi. Não posso me culpar por não ter tentado, por não ter feito tudo e mais alguma coisa. Culpo-me por outras coisas, mas tentei, fiquei e aguentei. Agora tento não ver as estrelas, tento não ver a lua, escondo-me da noite, fujo ao luar. Fujo de mim mesmo, do meu próprio ser.

ainda és a minha estrela...

 
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Publicado por em 28 de Julho de 2011 em alma, amor, eu

 

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