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Arquivos mensais: Agosto 2011

solidão XI

A solidão de estarmos sozinhos quando alguém nos ama é bem mais dolorosamente solitária…

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Publicado por em 31 de Agosto de 2011 em amor, solidão

 

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amor XLV

ELA procurava o príncipe e ELE procurava a próxima… ELA olhava para ele e ELE olhava para todas… ELA queria ELE e ELE queria UMA… ELA fazia planos e ELE destruía… ELA descobriu que ele era único e ELE achou que ela era só mais uma… ELA sonhava acordada e ELE tinha insónias… ELA desistiu e ELE se arrependeu… E então, ELA descobriu que era ELE que era só mais um… e ele…ELE descobriu que ela era ÚNICA.

Vi este texto hoje num post do facebook, gostei. Faz-me pensar, por vezes temos a ideia de que o outro estará ali ao lado para sempre e não lhe damos a atenção que merece, um dia percebemos que fizemos o maior erro das nossas vidas… É mais uma lição de vida.

 
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Publicado por em 31 de Agosto de 2011 em alma, amor

 

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alma XLI

O Retiro da Alma
Há quem procure lugares de retiro no campo, na praia, na montanha; e acontece-te também desejar estas coisas em grau subido. Mas tudo isto revela uma grande simplicidade de espírito, porque podemos, sempre que assim o quisermos, encontrar retiro em nós mesmos. Em parte alguma se encontra lugar mais tranquilo, mais isento de arruídos, que na alma, sobretudo quando se tem dentro dela aqueles bens sobre que basta inclinar-se para que logo se recobre toda a liberdade de espírito, e por liberdade de espírito, outra coisa não quero dizer que o estado de uma alma bem ordenada. Assegura-te constantemente um tal retiro e renova-te nele. Nele encontrarás essas máximas concisas e essenciais; uma vez encontradas dissolverão o tédio e logo te hão-de restituir curado de irritações ao ambiente a que regressas.
 
Marco Aurélio, in “Pensamentos”
Já foi assim, mas já não é para mim. Não consigo retirar-me para a minha alma para encontrar sossego. Há de tudo neste retiro da minha alma menos paz, tranquilidade e sossego. Neste retiro que já é caótico e negro, abundante de fantasmas e mágoas, aonde a dor é intensa dos cortes por cicatrizar. Paz neste retiro não encontro, oiço gritos de consciências, berros de assuntos inacabados. Neste retiro grito e berro para mim mesmo, não me perdoo, não esqueço, massacro-me, odeio-me, mato-me as poucos…
 
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Publicado por em 30 de Agosto de 2011 em alma, paz, solidão

 

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destino IV

Aos que a Felicidade é Sol, Virá a Noite

Quero ignorado, e calmo 
Por ignorado, e próprio 
Por calmo, encher meus dias 
De não querer mais deles. 

Aos que a riqueza toca 
O ouro irrita a pele. 
Aos que a fama bafeja 
Embacia-se a vida. 

Aos que a felicidade 
É sol, virá a noite. 
Mas ao que nada ‘spera 
Tudo que vem é grato. 

Ricardo Reis, in “Odes” 
Heterónimo de Fernando Pessoa

Nesse caminho rumo ao futuro raramente vamos ao encontro dos nossos desejos. Há sempre um desvio entre o que queremos e o que alcançamos, entre o que sonhamos para nós e a nossa realidade. É incrível como a vida insiste a dar a uns o que outros merecem e vice versa… Por isso acho que poucos de nós estamos bem, há sempre algo que nos falta, a uns mais que a outros, mas, exceptuando os conformados, falta-nos sempre algo. Algo que talvez outro alguém tenha e nem queira, mesmo sendo ateu, deus dá dentes a quem não tem nozes. Enfim, ou luto ou aceito, e eu não sou de me ficar nem de aceitar o que a vida insiste em me oferecer…

 
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Publicado por em 29 de Agosto de 2011 em desejo, destino, fernando pessoa, vida

 

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ausência II

Confissão
Vivo um drama interior. 
Já nele pouco a pouco me consumo. 
E de tanto te buscar, 
Mas sem nunca te encontrar, 
Sou como um barco sem leme, 
Que perdesse o rumo, 
No alto mar. 

Da minha vida, assim, 
O que vai ser nem sei! 
Dias alegres houvesse… 
E os dias são para mim 
Rosas mortas de um jardim 
Que um vendaval desfizesse. 

Tenho horas bem amargas. 
Eu o confesso, 
Eu o digo. 
E se tudo passa e esqueço, 
Esquecer o teu perfil 
É coisa que eu não consigo. 

Sofro por ti. O frio do que morre 
Amortalha a minha alma em saudade. 
Atrás de uma ilusão a minha vida corre, 
Como se fora atrás de uma verdade. 

A Deus peço, por fim, o meu sossego antigo. 
Não me persiga mais o teu busto delgado. 
Passo os dias e as noites a sonhar contigo, 
Na cruz da tua ausência estou crucificado. 

A tua falta sinto. Não o oculto. 
Ocultá-lo seria uma mentira. 
Vejo por toda a parte a sombra do teu vulto, 
Teu nome é para mim um mundo que me inspira. 

E em hora derradeira, 
Um dia, quando 
A Morte vier, 
E aos meus olhos chegar, 
Eu não terei sequer, à minha beira, 
Uns dedos finos de mulher 
Que mos possam fechar. 

Alfredo Brochado, in “Bosque Sagrado”

E os dias são para mim Rosas mortas de um jardim

 
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Publicado por em 29 de Agosto de 2011 em Alfredo Brochado, amor, ausência, poesia, saudade

 

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fora da box, terceiro episódio

espero que gostem, um bocado pequeno mas vê-se bem, agora mais um mês à espera do próximo…

 
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Publicado por em 29 de Agosto de 2011 em humor, lol, televisão

 

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sensibilidade…

O Mundo é de Quem não Sente

O mundo é de quem não sente. A condição essencial para se ser um homem prático é a ausência de sensibilidade. A qualidade principal na prática da vida é aquela qualidade que conduz à acção, isto é, a vontade. Ora há duas coisas que estorvam a acção – a sensibilidade e o pensamento analítico, que não é, afinal, mais que o pensamento com sensibilidade. Toda a acção é, por sua natureza, a projecção da personalidade sobre o mundo externo, e como o mundo externo é em grande e principal parte composto por entes humanos, segue que essa projecção da personalidade é essencialmente o atravessarmo-nos no caminho alhieo, o estorvar, ferir e esmagar os outros, conforme o nosso modo de agir. Para agir é, pois, preciso que nos não figuremos com facilidade as personalidades alheias, as suas dores e alegrias. Quem simpatiza pára. O homem de acção considera o mundo externo como composto exclusivamente de matéria inerte – ou inerte em si mesma, como uma pedra sobre que passa ou que afasta do caminho; ou inerte como um ente humano que, porque não lhe pôde resistir, tanto faz que fosse homem como pedra, pois, como à pedra, ou se afastou ou se passou por cima.

Fernando Pessoa, in ‘O Livro do Desassossego’

Por vezes desejo ser assim, sem sentimentos, sem pensar em mais ninguém, apenas continuar o caminho sem me importar com nada nem ninguém. Como já o referi antes, neste momento seria bem mais fácil se eu fosse uma besta insensível… Mas não o consigo… Pessoas não são pedras, mesmo aquelas que nos tratam como se fôssemos, não consigo deixar de me importar, deixar de sentir, sou assim, morrerei assim :(.

 
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Publicado por em 28 de Agosto de 2011 em fernando pessoa, Homem, mundo, sociedade

 

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