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Arquivos diários: 27 de Agosto de 2011

amor XLIV

Nem o universo inteiro consegue preencher o vazio que há em mim neste momento, o meu amor é ainda maior…

 
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Publicado por em 27 de Agosto de 2011 em amor, solidão

 

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felicidade IX

Cada vez estou mais convencido que não há tantas pessoas tão felizes como se parece ver. Nós apenas vemos o espectáculo que as pessoas mostram para as câmaras, não vemos os bastidores da vida delas. Nos bastidores, sem a máscara, é que se consegue ver a pessoa como é, como está no seu interior. Como hoje não estou nada bem (o que já se vai arrastando dias e dias) acho que felizes são os que não tem a noção da realidade como ela é. Não sabe porque a realidade que pensa viver não é a verdade em que vive realmente, isto pode acontecer por vários motivos, ou porque não a vê, ou porque não a quer ver ou porque lhe é escondida, de qualquer dos modos, a maior parte dos felizes vivem na ignorância da verdade, vivem numa mentira. Custa-me a crer que se a maioria de nós tivesse a verdadeira noção da realidade em que vivem, não seriam felizes. Ainda assim conheço muita gente feliz, e feliz na verdade da noção da realidade. Também o espero ser, ainda. E se há coisa em que acredito é que o importante é ser feliz e não apenas parecer ser feliz aos olhos dos outros.

 
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Publicado por em 27 de Agosto de 2011 em felicidade, mascara, mundo, sociedade

 

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dependência

Estarmos dependentes emocionalmente de quem amamos é assim tão mau? Se tudo corre bem, claro que sim, a dependência faz-nos recorrer à pessoa amada que alem de alma gémea é sempre nossa amiga, nossa confidente, nossa cúmplice. É sabermos sempre como estamos, se algo corre mal, é estarmos sempre lá para tudo, para o bom e para o mau. Fortalece muito qualquer relação, tanto de amor como de amizade. Acredito que só temos uma relação assim com a nossa alma gémea, com aquela pessoa que amamos verdadeiramente, acima de tudo. Mas também existe o reverso da medalha, quando algo acontece que separa estas almas gémeas (o que nunca aconteceria num mundo perfeito…) os efeitos são devastadores e destruidores emocionalmente. De um momento para outro não temos a estrela que nos guia na vida, tudo fica sem sentido pois o único sentido que tínhamos era viver para amar aquela pessoa. Tudo dentro de nós morre, tudo escurece, tudo fica sem cor, sem cheiro, apenas cinzento, sem vida, imóvel e… sem sentido de ser…

Quero referir que não me estou a referir a dependência patológica, em que se “obriga” a outra pessoa a estar connosco, o que é doentio. Estou a referir aquela dependência que se traduz na necessidade que um tem de estar com o outro, apenas porque se amam, o que é bem diferente.

 
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Publicado por em 27 de Agosto de 2011 em alma, amor

 

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amor XLIII

“Apaixonar-se é criar uma religião que tem um deus falível.”

Jorge Luis Borges

O Nascimento de Vénus, Sandro Botticelli

Sem dúvida, amar alguém é atribuir-lhe o estatuto de deusa em que projectamos todos os nossos ideais, em quem não vemos um defeito ou uma falha. É o nosso paraíso na terra, é o complemento da nossa própria alma, é a nossa vida. Fazemos da sua companhia o altar da nossa alma, a razão do nossa existência… É o amor, em que apenas vemos a perfeição, que nos faz esquecer que nada nem ninguém é perfeito.

 
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Publicado por em 27 de Agosto de 2011 em alma, amor, Jorge Luis Borges

 

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