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Arquivos mensais: Setembro 2011

intervalo

Preciso de fazer uma pausa, durante um tempo, volto qualquer dia. Preciso pensar na minha vida, o que quero, o que não quero. Escrever, se por um lado me faz bem, por outro creio que não deixa as feridas fecharem, não deixa cicatrizar algumas feridas. Responderei a todos os comentários que fizerem entretanto. Até breve, espero eu, e espero voltar com a alma renovada, embora duvide disso…

 
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Publicado por em 22 de Setembro de 2011 em vida

 

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de que vale…

De que vale…

De que vale…
o meu olhar?
Se vivo na cegueira de não te ver…

De que vale…
o meu coração bater?
Se não bate em sincronia com o teu…

De que vale…
o calor do meu corpo?
Se vive na frieza da tua distância…

De que vale…
o meu reino?
Se vivo na ausência da minha rainha…

De que vale…
o mundo ser um jardim?
Se não te posso oferecer uma rosa…

De que vale…
a minha vida?
Se vivo na morte de não te ter…

De que vale…
a minha alma?
Se não está entrelaçada com a tua…

De que vale…
tudo?
Se tenho o nada…

De que vale…
a felicidade?
Se vivo na tristeza da tua distância…

De que vale…
todo o mundo?
Se vivo na solidão da tua ausência…

De que vale…
o sorriso?
Se me caem lágrimas…

De que vale…
a liberdade?
Se não posso ser feliz…

De que vale…
a luz do sol?
Se nem a escuridão da tua sombra vejo…

De que vale…
me queixar?
Se tudo continua igual…

De que vale…
o sonho?
Se vivo um pesadelo…

De que vale…
a fantasia?
Se vivo a minha realidade…

De que vale…
todo o tempo do mundo?
Se não o passo contigo…

De que vale…

tudo é nada na minha solidão


 
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Publicado por em 22 de Setembro de 2011 em alma, amor, vida

 

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Valter Hugo Mãe – O Filho de Mil Homens

“O homem que era só metade

Um homem chegou aos quarenta anos e assumiu a tristeza de não ter um filho. Chamava-se Crisóstomo.

Estava sozinho, os seus amores haviam falhado e sentia que tudo lhe faltava pela metade, como se tivesse apenas metade dos olhos, metade do peito e metade das pernas, metade da casa e dos talheres, metade dos dias, metade das palavras para se explicar às pessoas.

Via-se metade ao espelho e achava tudo demasiado breve, precipitado, como se as coisas lhe fugissem, a esconderem- se para evitar a sua companhia. Via-se metade ao espelho porque se via sem mais ninguém, carregado de ausências e de silêncios como os precipícios ou poços fundos. Para dentro do homem era um sem fim, e pouco ou nada do que continha lhe servia de felicidade.

Para dentro do homem o homem caía.”

Tenho de ler este livro, parece que sou o Crisóstomo. Pelo menos entendo o sentir as metades…

http://www.valterhugomae.com/livros/o-filho-de-mil-homens/

Podem ler o primeiro capítulo completo aqui.

 
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Publicado por em 20 de Setembro de 2011 em escrita, Valter Hugo Mãe

 

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vida XLIX

Fiz o pior que alguém pode fazer da própria vida. Não desisti de ninguém, desisti de mim mesmo, desisti de perseguir um sonho, desisti de tentar ser feliz. Eu estou aonde estou, não estou escondido, apenas isolado por opção do resto do mundo, eremita da cidade aonde moro. Desisti de tentar, desisti de lutar, desisti de perseguir a felicidade da vida. Se esta desistência é definitiva ou apenas temporária, só o tempo o dirá. Espero que sim, que seja uma questão do tempo, que seja até ter energia outra vez…

por mais inóspita que a vida se torne...

por mais inóspita que a vida se torne, é sempre possível, desde que haja força, energia ou vontade, de momento não tenho nenhuma delas…

 
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Publicado por em 19 de Setembro de 2011 em eu, tempo, vida

 

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(des)ilusão

Já escrevi sobre isto, as pessoas não nos desiludem, apenas destroem a ilusão que nós próprios criamos sobre elas. O único culpado das “desilusões” somos nós mesmos por criarmos, erradamente, estas ilusões. As pessoas são o que são, raramente ou nunca mudam, e quando o fazem é sempre para pior. Se nós não vemos a pessoa como ela é, independentemente se usam máscaras ou não, o erro é nosso de nos desiludirmos com elas. Quando as desilusões são muitas temos tendência para nos fecharmos ao mundo, para nos isolarmos das pessoas, numa auto exclusão supostamente protectora. Custa-nos a confiar em mais alguém, custa-nos deixar outro ser entrar na concha da nossa vida. Sofremos com a solidão mas o sofrimento é menor do que deixarmos mais alguém magoar o nosso ser, que já está frágil. Não podemos é deixar, como eu faço erradamente, que isso nos impeça de viver e nos impeça de sermos felizes. Desistir nunca é opção, embora eu já o tenha feito…

 
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Publicado por em 19 de Setembro de 2011 em desilusão, mundo

 

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vida XLIII

Entendermo-nos com a Vida

Como é difícil entendermo-nos com a vida. Nós a compor, ela a estragar. Nós a propor, ela a destruir. O ideal seria então não tentarmos entender-nos com ela mas apenas connosco. Simplesmente o nós com que nos entendêssemos depende infinitamente do que a vida faz dele. Assim jamais o poderemos evitar. E todavia, alguns dir-se-ia conseguirem-no. Que força de si mesmos ou importância de si mesmos eles inventam em si para a sobreporem ao mais? Jamais o conseguirei. O que há de grande em mim equilibra-se nas infinitas complacências da vida que me ameaça ou me trai. E é nesses pequenos intervalos que vou erguendo o que sou. Mas fatigada decerto de ser complacente, à medida que a paciência se lhe esgota em ser intervalarmente tolerante, ela vai-me sendo intolerante sem intervalo nenhum. E então não há coragem que chegue e toda a virtude se me esgota na resignação. É triste para quem sonhou estar um pouco acima dela. Mas o simples dizê-lo é já ser mais do que ela. A resignação total é a que vai dar ao silêncio.

Vergílio Ferreira, in ‘Conta-Corrente 4’

viver é mais do que esperar pela morte, ou devia ser...

Não é a vida que nos trama, não é o mundo que é injusto. São todos os seres que vivem no mundo que fazem desta vida e deste mundo o que ela é. Decerto que a vida por vezes nos surpreende com coisas negativas, coisas que estão fora do nosso controlo, mas a quase totalidade de todo o mal que nos acontece não é a vida em si que nos provoca, mas outras pessoas que influenciam negativamente na nossa vida. Cada vez mais creio que a vida é linda, o mundo é bonito, mas esta existência neste lugar pode ser um inferno provocado pelos outros nas nossas vidas. Resta estar bem com a vida mas é quase impossível estando mal com o mundo…

 
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Publicado por em 19 de Setembro de 2011 em Vergílio Ferreira, vida

 

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amor LIII

“Amar, é encontrar a própria felicidade na felicidade alheia”

Wilhelm Leibniz

Amar é ser feliz ao fazer alguém feliz, é sentir o que ela sente numa sintonia emocional, é ser metade da metade de alguém formando uma única alma sincronizada em tudo. Amar é ilógico na lógica do amor. Amor é a lógica da vida, é ser feliz só pela sua companhia, pela sua felicidade. Amor é o paraíso neste mundo infernal.

 
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Publicado por em 18 de Setembro de 2011 em amor, felicidade, Wilhelm Leibniz

 

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