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destino V

16 Set

Destino

à ternura pouca
me vou acostumando
enquanto me adio
servente de danos e enganos

vou perdendo morada
na súbita lentidão
de um destino
que me vai sendo escasso

conheço a minha morte
seu lugar esquivo
seu acontecer disperso

agora
que mais
me poderei vencer?

Mia Couto, in “Raiz de Orvalho e Outros Poemas”

a morte é a nossa última morada, o nosso destino final...

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Publicado por em 16 de Setembro de 2011 em destino, mia couto, morte, poesia

 

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