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Arquivos mensais: Novembro 2011

mais uma vez

Mais uma tentativa, mais um falhanço na minha vida. Mais uma desilusão, mais uma decepção a fragmentar mais a minha alma. Mais uma perda na minha vida que, de tanto perder, tem cada vez menos significado. Foi mais uma tentativa de viver que, ironicamente, me matou ainda mais. Para quê tentar se vou falhar? Porque continuar a tentar se voltarei a falhar? Para quê viver se já me mataram infinitas vezes? Estou fraco, quase desintegrado entre os fragmentos da minha alma. A vontade e o desejo de morrer é cada vez maior, ou, pelo menos, o desejo de deixar de sofrer. Cada vez me custa mais entrar em casa, a minha casa é como a minha alma, vazia, fria, solitária e sombria. Consumido pelo fracasso de não conseguir quebrar a barreira desta solidão, sinto-me dividido pela vontade de partilhar a minha vida e pelo medo de tentar fazê-lo. Não, não quero mais lamentar-me, não quero mais queixar-me da vida ser injusta, quando na realidade o não é. Injustas são as pessoas que encontrámos na nossa vida e que nos vão matando, que nos roubam a vontade de viver, que nos ferem a alma como se nada fosse. Pessoas que, friamente, nos matam e continuam a viver impunemente, na frieza dos seus actos, na inconsciência da consequência das suas opções. Pessoas que esperamos que nos proporcionem vida e só nos conseguem matar a cada momento que passa. Para que vou continuar a perseguir um sonho de uma vida partilhada quando, no fundo, me parece que vou acabar sozinho, com a solidão como companheira?

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Publicado por em 22 de Novembro de 2011 em desgosto, desilusão, solidão

 

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o desejo de morrer

The Student Counseling Virtual Pamphlet Collection, http://counseling.uchicago.edu/vpc/, adaptado por Carolina
Ferreira, Psicóloga Estagiária no GAPsi – FCUL

Desmitifica algumas ideias erradas sobre o suicídio e sobre quem pode ou não vir a cometê-lo…

 
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Publicado por em 21 de Novembro de 2011 em morte, suicídio

 

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ter-te

“É tão bom ter-te, que tudo o resto se torna secundário. E é esse o problema.”

Joaquim Pessoa

 
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Publicado por em 8 de Novembro de 2011 em amor, Joaquim Pessoa

 

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beijar…

“Beijar-te é a forma mais doce de sorrir.”

Joaquim Pessoa

 
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Publicado por em 8 de Novembro de 2011 em amor, Joaquim Pessoa

 

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a razão de amar

Amo-te Por Todas as Razões e Mais Uma

Por todas as razões e mais uma. Esta é a resposta que costumo dar-te quando me perguntas por que razão te amo. Porque nunca existe apenas uma razão para amar alguém. Porque não pode haver nem há só uma razão para te amar. Amo-te porque me fascinas e porque me libertas e porque fazes sentir-me bem. E porque me surpreendes e porque me sufocas e porque enches a minha alma de mar e o meu espírito de sol e o meu corpo de fadiga. E porque me confundes e porque me enfureces e porque me iluminas e porque me deslumbras. Amo-te porque quero amar-te e porque tenho necessidade de te amar e porque amar-te é uma aventura. Amo-te porque sim mas também porque não e, quem sabe, porque talvez. E por todas as razões que sei e pelas que não sei e por aquelas que nunca virei a conhecer. E porque te conheço e porque me conheço. E porque te adivinho. Estas são todas as razões. Mas há mais uma: porque não pode existir outra como tu.

Joaquim Pessoa, in ‘Ano Comum’ 

“Mas há mais uma: porque não pode existir outra como tu.”

 
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Publicado por em 8 de Novembro de 2011 em amor, Joaquim Pessoa

 

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o paradoxo de amar…

O Amor é…

O amor é o início. O amor é o meio. O amor é o fim. O amor faz-te pensar, faz-te sofrer, faz-te agarrar o tempo, faz-te esquecer o tempo. O amor obriga-te a escolher, a separar, a rejeitar. O amor castiga-te. O amor compensa-te. O amor é um prémio e um castigo. O amor fere-te, o amor salva-te, o amor é um farol e um naufrágio. O amor é alegria. O amor é tristeza. É ciúme, orgasmo, êxtase. O nós, o outro, a ciência da vida. 
O amor é um pássaro. Uma armadilha. Uma fraqueza e uma força. O amor é uma inquietação, uma esperança, uma certeza, uma dúvida. O amor dá-te asas, o amor derruba-te, o amor assusta-te, o amor promete-te, o amor vinga-te, o amor faz-te feliz. O amor é um caos, o amor é uma ordem. O amor é um mágico. E um palhaço. E uma criança. O amor é um prisioneiro. E um guarda. Uma sentença. O amor é um guerrilheiro. O amor comanda-te. O amor ordena-te. O amor rouba-te. O amor mata-te. O amor lembra-te. O amor esquece-te. O amor respira-te. O amor sufoca-te. O amor é um sucesso. E um fracasso. Uma obsessão. Uma doença. O rasto de um cometa. Um buraco negro. Uma estrela. Um dia azul. Um dia de paz. O amor é um pobre. Um pedinte. O amor é um rico. Um hipócrita, um santo. Um herói e um débil. O amor é um nome. É um corpo. Uma luz. Uma cruz. Uma dor. Uma cor. É a pele de um sorriso. 

Joaquim Pessoa, in ‘Ano Comum’ 

life_vs_death_by_trehee

Como já escrevi antes, o amor pode ser vida e pode ser morte…

 
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Publicado por em 8 de Novembro de 2011 em amor, Joaquim Pessoa, paradoxo

 

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