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Arquivos mensais: Dezembro 2011

O Amor é Mais Forte

O Amor é Mais Forte

Os amantes de hoje preferem a droga mais leve, o tabaco mais light ou o café descafeinado. Já ninguém quer ficar pedrado de amor ou sofrer de uma overdose de paixão. As emoções fortes são fracas e as próprias fraquezas revelam-se mais fortes. Os amantes, esses, são igualmente namorados da monotonia e amigos íntimos da disciplina. O que está fora de controlo causa-lhes confusão, e afecta-lhes uma certa zona do cérebro, mas quase nunca lhes toca o coração. O amor devia ser sonhado e devia fazê-los voar; em vez disso é planeado, e quanto muito, fá-los pensar. Sobre o amor não se tem controlo. É um sentimento que nos domina, que nos sufoca e que nos mata. Depois dá-nos um pouco vida. No amor queremos viver, mas pouco nos importa morrer e estamos sempre dispostos a ir mais além. Deixamo-nos cair em tentação, e não nos livramos do mal, embora procuremos o bem. No amor também se tem fé, mas não se conhecem orações: amamos porque cremos, porque desejamos e porque sabemos que o amor existe. Amamos sem saber se somos amados, e por isso podemos acabar desolados, isolados e deprimidos. Que se lixe! O amor não é justo, não é perfeito; no amor não se declaram sentenças nem se proferem comunicados. O amor prefere ser imprevisível, cheio de riscos e de fogo cruzado. No amor os braços não se cruzam, as palavras não se gastam e os gestos servem para o demonstrar. Amar também é lutar, e enfrentar monstros fabulosos com cabeça de leão, corpo de cabra e cauda de dragão. É uma ilusão, um sonho, um absurdo e uma fantasia. O amor não se entende, não se interpreta, não se discerne nem se traduz. Quem ama acredita, mas não sabe bem porquê, não sabe bem o quê, nem percebe bem como.

Rogério Fernandes, in ‘Alterne Activo’

 
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Publicado por em 29 de Dezembro de 2011 em amor, Rogério Fernandes

 

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tempo #10

Explicação da Eternidade

devagar, o tempo transforma tudo em tempo.
o ódio transforma-se em tempo, o amor
transforma-se em tempo, a dor transforma-se
em tempo.

os assuntos que julgámos mais profundos,
mais impossíveis, mais permanentes e imutáveis,
transformam-se devagar em tempo.

por si só, o tempo não é nada.
a idade de nada é nada.
a eternidade não existe.
no entanto, a eternidade existe.

os instantes dos teus olhos parados sobre mim eram eternos.
os instantes do teu sorriso eram eternos.
os instantes do teu corpo de luz eram eternos.

foste eterna até ao fim.

José Luís Peixoto, in “A Casa, A Escuridão”

 
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Publicado por em 29 de Dezembro de 2011 em amor, José Luís Peixoto, poesia, tempo

 

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Poema do Silêncio

Poema do Silêncio

Sim, foi por mim que gritei.
Declamei,
Atirei frases em volta.
Cego de angústia e de revolta.

Foi em meu nome que fiz,
A carvão, a sangue, a giz,
Sátiras e epigramas nas paredes
Que não vi serem necessárias e vós vedes.

Foi quando compreendi
Que nada me dariam do infinito que pedi,
– Que ergui mais alto o meu grito
E pedi mais infinito!

Eu, o meu eu rico de baixas e grandezas,
Eis a razão das épi trági-cómicas empresas
Que, sem rumo,
Levantei com sarcasmo, sonho, fumo…

O que buscava
Era, como qualquer, ter o que desejava.
Febres de Mais. ânsias de Altura e Abismo,
Tinham raízes banalíssimas de egoísmo.

Que só por me ser vedado
Sair deste meu ser formal e condenado,
Erigi contra os céus o meu imenso Engano
De tentar o ultra-humano, eu que sou tão humano!

Senhor meu Deus em que não creio!
Nu a teus pés, abro o meu seio
Procurei fugir de mim,
Mas sei que sou meu exclusivo fim.

Sofro, assim, pelo que sou,
Sofro por este chão que aos pés se me pegou,
Sofro por não poder fugir.
Sofro por ter prazer em me acusar e me exibir!

Senhor meu Deus em que não creio, porque és minha criação!
(Deus, para mim, sou eu chegado à perfeição…)
Senhor dá-me o poder de estar calado,
Quieto, maniatado, iluminado.

Se os gestos e as palavras que sonhei,
Nunca os usei nem usarei,
Se nada do que levo a efeito vale,
Que eu me não mova! que eu não fale!

Ah! também sei que, trabalhando só por mim,
Era por um de nós. E assim,
Neste meu vão assalto a nem sei que felicidade,
Lutava um homem pela humanidade.

Mas o meu sonho megalómano é maior
Do que a própria imensa dor
De compreender como é egoísta
A minha máxima conquista…

Senhor! que nunca mais meus versos ávidos e impuros
Me rasguem! e meus lábios cerrarão como dois muros,
E o meu Silêncio, como incenso, atingir-te-á,
E sobre mim de novo descerá…

Sim, descerá da tua mão compadecida,
Meu Deus em que não creio! e porá fim à minha vida.
E uma terra sem flor e uma pedra sem nome
Saciarão a minha fome.

José Régio, in ‘As Encruzilhadas de Deus’

 
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Publicado por em 28 de Dezembro de 2011 em josé régio, poesia, silêncio

 

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Oleg Shuplyak

Espero que gostem…

 

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Publicado por em 28 de Dezembro de 2011 em arte, Oleg Shuplyak

 

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amor #55

Há gestos que são quase automáticos quando amamos verdadeiramente alguém, espontâneos para com quem amamos. São nesses pequenos gestos que vemos a grandeza de um amor,gestos esses que são contínuos na presença do ser amado. Nunca se vê a grandeza de um amor naqueles gestos grandiosos e esporádicos, que inúmeras vezes servem para compensar negligências e erros…

 
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Publicado por em 28 de Dezembro de 2011 em amor

 

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amor #54

“A representação do amor vai muito além dos sentimentos ardentes de pessoas apaixonadas. O Verdadeiro e puro amor é representado através de pequenos atos de carinho e demonstrações de preucupação com algo ou alguém. A Amabilidade é enfim, a arte de amar e ser amado.”

Fábio Gabriel Capua

São todas as pequenas coisas que fazemos por amor, todos os pequenos gestos, todas as pequenas palavras que fazem um amor grande. Não são as grandes coisas que fazemos, mas sim todas as pequenas coisas que fazemos continuamente que mostram o tamanho do nosso amor, a importância que a pessoa amada tem para nós. E, decididamente, um grande acto não compensa tempos de negligência para com a pessoa que se ama.

o amor grande está nas pequenas coisas...

 
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Publicado por em 27 de Dezembro de 2011 em amor

 

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felicidade #12

“Não devemos permitir que alguém saia da nossa presença sem se sentir melhor e mais feliz.”

Madre Teresa de Calcutá

 
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Publicado por em 25 de Dezembro de 2011 em felicidade, Madre Teresa de Calcutá, vida

 

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vida #59

Segue o Teu Coração

Lembrar-me que inevitavelmente terei que morrer é a mais importante ferramenta que eu alguma vez encontrei para me ajudar a fazer as grandes escolhas na vida. Porque praticamente tudo – todas as nossas expectativas externas, todo o nosso orgulho, todo o nosso medo do embaraço ou fracasso – todas estas coisas simplesmente caem em face da morte, deixando apenas aquilo que é realmente importante. Lembrares-te que mais cedo ou mais tarde vais morrer é a melhor forma que eu conheço de evitar a armadilha de que temos alguma coisa a perder. Nós já estamos nús. Não existe nenhuma razão para não seguirmos o nosso coração.

Steve Jobs

Crumbling Heart-Hourglass by ~scribble14

 

Bem verdade, se há algo que nos devia fazer perder os medos e realizar tudo o que queremos é mesmo o facto do nosso tempo de vida ser limitado. Nada deveria fazer com que vivêssemos ao máximo como termos noção da nossa própria mortalidade… Mesmo assim não o fazemos…

 
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Publicado por em 24 de Dezembro de 2011 em morte, Steve Jobs, tempo, vida

 

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feliz natal

Desejos de um feliz natal a todos

e que a felicidade não se fique só pelo natal…

 

 

Não se esqueçam que o natal devia ser todos os dias, é sempre que fazemos alguém se sentir bem ou melhor com ela própria, é sempre que proporcionamos um bocado de felicidade a alguém, é sempre que ajudámos alguém, é sempre que pomos o nosso egocentrismo e egoísmo de lado, é sempre que fazemos alguém sorrir…

Devia ser assim todos os dias…

 
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Publicado por em 24 de Dezembro de 2011 em natal

 

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mágoas…

Tell me why are we so blind to see
That the ones we hurt are you and me
Tell me why are we so blind to see
That the ones we hurt are you and me … 

Coolio – Gangster’s Paradise

 
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Publicado por em 24 de Dezembro de 2011 em amor, dor

 

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a iminência da morte

As I walk through the valley of the shadow of death 
I take a look at my life and realize there’s not much left

Coolio – Gangster’s Paradise

Valley Of The Shadow Of Death by *rEyeD33

imagem: http://reyed33.deviantart.com/art/Valley-Of-The-Shadow-Of-Death-180346536

 
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Publicado por em 24 de Dezembro de 2011 em morte, tempo, vida

 

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novas taxas moderadoras

Portaria n.º 306-A/2011:
Aprova os valores das taxas moderadoras do Serviço Nacional de Saúde, bem como as respectivas regras de apuramento e cobrança.

 

novas taxas moderadoras

 

 
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Publicado por em 23 de Dezembro de 2011 em crise, política, portugal

 

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palavras #4

SOU RESPONSÁVEL PELO QUE DIGO, NÃO PELO QUE VOCÊ ENTENDE

 
Sim, o que eu digo é o que eu digo, o que as pessoas possam interpretar é da responsabilidade delas.Por vezes é melhor interpretarem do modo que lhes dê mais jeito, que mais justifiquem os seus propósitos. Tento ser o mais objectivo possível, menos vago e mesmo assim ocorrem estes mal entendidos, não pelo que eu digo mas pelo que querem interpretar das minhas palavras…
 
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Publicado por em 21 de Dezembro de 2011 em palavras

 

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A mentira da aparência #3

“Preocupe-se mais com a sua consciência do que com sua reputação. Porqe sua consciência é o que você é,e a sua reputação é o que os outros pensam de você. E o que os outros pensam, é problema deles”

Bob Marley ???

 

Não podia estar mais de acordo…

 
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Publicado por em 21 de Dezembro de 2011 em mascara, mentira

 

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luz da vida…

“Uma vela não perde nada quando acende uma outra vela.”

Ás vezes é tão fácil acendermos a vela da vida a alguém, não nos mata e damos mais vida a alguém… Somos muito egoístas e egocêntricas para ajudar os outros quando precisam. Felizmente ainda conheço quem, num acto altruísta ainda consiga ajudar, mesmo quem não merece, a esses um muito obrigado.

 
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Publicado por em 18 de Dezembro de 2011 em vida

 

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