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Arquivo da Categoria: angústia

amor #61

“É certo, afinal de contas, que neste mundo nada nos torna necessários a não ser o amor.”

Johann Wolfgang von Goethe

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Publicado por em 13 de Julho de 2012 em amor, angústia, solidão

 

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mar III

Hoje fui ouvir o mar, acalma-me. Tentar perceber nas ondas um conselho, das muitas mágoas que o mar já ouviu deve saber consolar a minha alma. Tento deixar lá algumas dores, mas o que ficam são apenas lágrimas na imensidão daquelas águas. Lágrimas que se juntam à infinidade de lágrimas e dores que o mar já sentiu. Acalmas-me mas não me curas, não me limpas as feridas infeccionadas com dor e sofrimento, não cicatrizas os cortes. Fazes-me companhia mas não preenches o vazio da solidão que sinto. Apaziguas-me mas não apagas o fogo da guerra que me tortura. As tuas ondas não levam toda esta dor, trazem mais melancolia à minha alma. Recordas-me o amor mas não trazes a sereia dos meus sonhos. Mesmo assim, adoro a tua companhia mar, adoro o som das tuas ondas, adoro a calma temporária que me transmites, adoro…

praia de aver-o-mar

 
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Publicado por em 15 de Julho de 2011 em alma, angústia, dor, mar, sofrimento, solidão

 

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triste olhar…

A ti, que vejo quase todos os dias. A ti, que não tens voz mas tens olhar. A ti, que só tens a companhia da solidão dos teus pensamentos. O teu olhar fala comigo, mostra a essência da tua alma, e, apesar de não falares, adivinho os teus sentimentos. Revejo o teu olhar no meu, cada vez que olho o espelho. Adivinho o que alma mostra através dos teus olhos. Embora não chores, consigo ver as lágrimas que te escorrem pela face marcada pela tristeza. Vejo no teu olhar uma angústia enorme, uma tristeza cortante, uma solidão agoniante, uma dor dominante. Vejo no teu olhar uma alma dilacerada por desilusões, pela falta de fé em tudo. Vejo um único desejo, o desejo da morte. Custa-me sentir o teu olhar, reviver cada sentimento, cada emoção que nos teus olhos transparece. Dói-me a alma cada vez que sinto a morte no teu olhar. Sinto que, tal como eu, te privas de contacto com os outros, vê-se o medo que tens atrás dessa concha. É incrível conseguir “ouvir” os pedidos de ajuda silenciosos, mas oiço-os num silencio ensurdecedor que domina o teu redor. Vejo, em ti, a alma sofredora, os fantasmas todos que me assombram. Vivemos numa paz exterior e fictícia rodeado de guerras internas. A ti, que não conheço, te desejo a paz que qualquer ser merece…

 

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amor XXII

Estou farto de ser um fantasma, estou farto de não fazer o que me apetece, estou farto de ser impedido de agir, estou farto de reprimir os meus desejos, estou farto de pensar sempre nos outros. Todas estas vontades reprimidas e desejos recalcados enchem a minha alma com um vazio oco, sugando toda a minha vida, drenando toda a minha força, esgotando toda a minha vida. Morte, abraça-me no teu colo gélido, acaba com a minha tortura, termina com este meu sofrer que não tem fim. Leva-me para o teu ninho eterno sem sofrimento… Recebe-me calorosamente no calor da tua frieza.

 
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Publicado por em 29 de Junho de 2011 em amor, angústia, morte

 

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loucura III

Queria…

Queria que tudo fosse bem mais simples

Queria que esta loucura me deixasse

Queria que fosse possível curar esta depressão

Queria que esta raiva passasse

Queria que esta solidão acabasse

Queria que este ódio de mim mesmo terminasse

Queria gostar de mim outra vez

Queria curar-me

Queria amar

Queria ser feliz

Queria…

queria que fosse possível curar-me assim...

 
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Publicado por em 29 de Junho de 2011 em angústia, depressão, eu, loucura, tristeza, vida

 

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música X

Hoje vou deixar esta música que adoro, e quero dedicá-la ao meu pai. Obrigado pai pelo teu abandono, que me leva a sentir muita coisa que não devia, que transformou nisto que sou hoje, que me faz sentir muito mais a rejeição dos outros. Mais uma vez, muito obrigado meu pai, mas não esqueço que, pai, para mim, nunca foste.

System Of A Down – Chop Suey!

Wake up (Wake up)
Grab a brush and put a little makeup
Hide the scars to fade away the shake up
(Hide the scars to fade away the)
Why’d you leave the keys upon the table?
Here you go create another fable

You wanted to
Grab a brush and put a little makeup
You wanted to
Hide the scars to fade away the shake up
You wanted to
Why’d you leave the keys upon the table?
You wanted to

I don’t think you trust
In my self righteous suicide
I cry when angels deserve to DIE!!
(Ahh)

Wake up (Wake up)
Grab a brush and put a little makeup
Hide the scars to fade away the
(Hide the scars to fade away the shake up)
Why’d you leave the keys upon the table?
Here you go create another fable

You wanted to,
Grab a brush and put a little makeup
You wanted to,
Hide the scars to fade away the shake up
You wanted to,
Why’d you leave the keys upon the table?
You wanted to

I don’t think you trust
In my self righteous suicide
I cry when angels deserve to die
In my self righteous suicide
I cry when angels deserve to die!

Father! (Father!)
Father! (Mother!)
Father! (Fuck You!)
Father!

Father, into your hands,
I commend my spirit!
Father into your hands,

Why have you forsaken me?
In your eyes, forsaken me
In your thoughts, forsaken me
In your heart, forsaken me

Trust in my self righteous suicide
I cry when angels deserve to die
In my self righteous suicide
I cry when angels deserve to die.

 
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Publicado por em 5 de Junho de 2011 em angústia, música, System Of A Down, vida

 

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ansiedade

Controlar a Ansiedade

Quando receamos algum mal, o próprio facto de o recearmos atormenta-nos enquanto o aguardamos: teme-se vir a sofrer alguma coisa e sofre-se com o medo que se sente! Tal como nas doenças físicas há certos sintomas que pressagiam a moléstia – incapacidade de movimento, lassidão completa mesmo quando se não faz nenhum esforço, sonolência, calafrios por todo o corpo -, também um espírito débil se sente abalado, mesmo antes de qualquer mal se abater sobre ele: como que adivinha o mal futuro, e deixa-se vencer antes do tempo. Há coisa mais insensata do que nos angustiarmos com o futuro em vez de deixarmos chegar a hora da aflição, e atrairmos sobre nós todo um cúmulo de tormentos? Quando não é possível livrarmo-nos por completo da angústia, pelo menos adiemo-la tanto quanto pudermos. Queres ver como é verdade que ninguém deve atormentar-se com o futuro? Imagina um homem a quem tenha sido dito que depois dos cinquenta anos será submetido a graves suplícios: ele permanece imperturbável enquanto não passa a metade desse espaço de tempo, altura em que começa a aproximar-se da angústia prometida para a segunda metade da sua vida. Por um processo semelhante sucede também que certos espíritos doentes sempre em busca de motivos para sofrer se deixam tomar de tristeza por factos já remotos e esquecidos. A verdade é que nem o passado nem o futuro estão presentes, pelo que não podemos sentir qualquer deles. Ora a dor somente pode resultar de algo que se sente!

Séneca, in ‘Cartas a Lucílio’

Quantas vezes sofremos por antecipação. Quantas vezes as mágoas passadas nos atormentam? O passado e o futuro fazem-nos sofrer no presente. O passado e o futuro unem-se numa dor incontrolável no presente… Detesto o meu passado, não quero o meu futuro e sofro neste momento que é o presente actual…

 
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Publicado por em 3 de Junho de 2011 em angústia, ansiedade, seneca, sofrimento

 

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