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Arquivo da Categoria: depressão

depressão IV

Faz quase uma semana desde que comecei a reduzir a medicação antidepressiva e já me sinto bem pior. Tudo me parece bem mais negro, se já o era, está pior, agora vejo mais o escuro da escuridão. Sinto-me mais perdido ainda, perdido na imensidão do vazio que me preenche, náufrago sem ver uma ilha, sem ver sequer um farol de esperança. Mais calado ainda, sento-me com o olhar perdido no infinito do tempo, sem vislumbrar nada, por mais que nade na imensidão deste mar de sofrimento não chego a lado nenhum, continuo, assim, sem bóia de salvação, a nadar até que perca as forças que me restam. Morrerei assim, afogado neste mar de lágrimas minhas? Serei resgatado e salvo por ti? Só o tempo o dirá, o tempo ou a morte… Salva-me… Resgata-me… Lança-me a bóia dos teus braços e recebe-me na segurança do teu abraço.

alma naufragada no mar das minha lágrimas...

 
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Publicado por em 8 de Setembro de 2011 em alma, amor, depressão, eu, sofrimento, solidão

 

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depressão III

Terapias cognitivo-comportamentais da depressão, Ângela da Costa Maia, Universidade do Minho.

 
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Publicado por em 31 de Julho de 2011 em depressão

 

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depressão II

Hoje tive consulta com a minha psiquiatra, não fui totalmente honesto com ela. Embora não me sinta bem, disse-lhe que me sentia melhor. Preciso de saber o que sinto, sinto-me adormecido e não sei mesmo nada do que quero, do que sinto. Basicamente não sei o que quero para o futuro, se quero incluir alguém nesse futuro. Resumindo falei com a psiquiatra e vou começar a reduzir os antidepressivos para ver como me sinto, e para tentar reduzir a névoa que me impede de ver o futuro. Se começar a piorar, volto a tomar os medicamentos. Sentir que não sei o que quero não me faz bem, parece que vivo preso ao dia a dia e que amanhã logo se vê, detesto viver assim, sem um projecto, sem um sonho, sem um objectivo. Só quero ser feliz, assim não o sou…

 
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Publicado por em 28 de Julho de 2011 em depressão, eu

 

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triste olhar…

A ti, que vejo quase todos os dias. A ti, que não tens voz mas tens olhar. A ti, que só tens a companhia da solidão dos teus pensamentos. O teu olhar fala comigo, mostra a essência da tua alma, e, apesar de não falares, adivinho os teus sentimentos. Revejo o teu olhar no meu, cada vez que olho o espelho. Adivinho o que alma mostra através dos teus olhos. Embora não chores, consigo ver as lágrimas que te escorrem pela face marcada pela tristeza. Vejo no teu olhar uma angústia enorme, uma tristeza cortante, uma solidão agoniante, uma dor dominante. Vejo no teu olhar uma alma dilacerada por desilusões, pela falta de fé em tudo. Vejo um único desejo, o desejo da morte. Custa-me sentir o teu olhar, reviver cada sentimento, cada emoção que nos teus olhos transparece. Dói-me a alma cada vez que sinto a morte no teu olhar. Sinto que, tal como eu, te privas de contacto com os outros, vê-se o medo que tens atrás dessa concha. É incrível conseguir “ouvir” os pedidos de ajuda silenciosos, mas oiço-os num silencio ensurdecedor que domina o teu redor. Vejo, em ti, a alma sofredora, os fantasmas todos que me assombram. Vivemos numa paz exterior e fictícia rodeado de guerras internas. A ti, que não conheço, te desejo a paz que qualquer ser merece…

 

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lições do abismo III

Já vou mais ou menos a meio do livro (Daniel Sampaio – Lições do abismo), começo a entender melhor o sofrimento das pessoas que convivem com quem sofre, por exemplo, de uma depressão. Ver ali alguém de quem gostamos a sofrer e não sabermos o que fazer, o que dizer, ou simplesmente como ajudar. Muitas vezes é impossível ajudarmos, só a pessoa é que se pode auto ajudar. Mas, estarmos ali, impotentes, a ver alguém sofrer também é doloroso. Falo por mim quando digo que houve momentos em que não havia nada que ninguém pudesse dizer que me fizesse sentir melhor. Só a causa da depressão, se acabasse, me faria sentir melhor. E, agora, penso nas pessoas que me amavam e que sofreram porque eu não estava bem. O que dizer quando não se sabe o que dizer? O que fazer quando não se sabe o que fazer? Como ajudar, se não se sabe como? Será que o silêncio é melhor? Será que dizer algo errado é melhor do que não dizer nada? Sei que não foi justo para as pessoas que conviviam comigo mas, a culpa também não era minha de estar com depressão, eu não controlo isso. Se controlasse nunca optaria por passar por uma depressão. Era eu a tentar afastar-me e eles a sofrer com o meu afastamento. Arrastamos os outros para o nosso vortex de sofrimento. É difícil para mim e para quem comigo convive, desgastante até mas a cura é possível, apesar de lenta e penosa… Este abismo que a depressão causa entre o nosso ser e o mundo é enorme…

 
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Publicado por em 7 de Julho de 2011 em daniel sampaio, depressão, eu, fuga

 

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loucura III

Queria…

Queria que tudo fosse bem mais simples

Queria que esta loucura me deixasse

Queria que fosse possível curar esta depressão

Queria que esta raiva passasse

Queria que esta solidão acabasse

Queria que este ódio de mim mesmo terminasse

Queria gostar de mim outra vez

Queria curar-me

Queria amar

Queria ser feliz

Queria…

queria que fosse possível curar-me assim...

 
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Publicado por em 29 de Junho de 2011 em angústia, depressão, eu, loucura, tristeza, vida

 

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receita…

RECEITA PARA UMA BOA DEPRESSÃO:

Tendo os seguintes ingredientes:

abandono;

perdas constantes;

saudades;

desilusões;

decepções;

sentimentos de inferioridade;

carência;

solidão;

Junto tudo isto num ser humano durante algum tempo e retire:

amor;

amizade;

carinho;

E voilá… uma boa depressão…

 
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Publicado por em 22 de Junho de 2011 em depressão

 

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insónias

insónias...

Insónias, outra vez… Voltei a não conseguir dormir ontem, a minha mente não parava numa auto tortura que me rouba a paz. No escuro da noite todos os fantasmas da minha mente me atormentam. Fantasmas de tudo o que não entendo, fantasma desta solidão em que me meti. Sozinho nesta ilha com os meus fantasmas tento repousar, tento acalmar a alma, mas sou incapaz. Sou incapaz porque não consigo aceitar nada, esta incapacidade de aceitar tudo o que se tem passado na minha vida tira-me a sanidade, não durmo, enlouqueço, penso e massacro-me. O dia aproxima-se muito lentamente e lá adormeço. Mas nem aí sossego, os fantasmas entram-me no inconsciente dos sonhos e tornam-nos em pesadelos. Sonho com tudo o que não aceito. Porque não consigo eu aceitar? Porque simplesmente não esqueço? Porque não tenho paz interior?

pesadelos...

 
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Publicado por em 4 de Junho de 2011 em depressão, eu, insónias

 

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depressão

 

Houve tempos em que pensei que era fraco por ter entrado numa espiral de auto destruição devido à depressão. Hoje não, hoje percebi que não fui fraco, percebi que fui forte durante muito tempo.

 

 

Durante muito tempo me deixei sujeitar a uma intensa tortura psicológica. Perdi o norte, perdi as forças, nada mais fazia sentido, tudo me ia destruindo aos poucos, tudo me matava lentamente. Até que cedi, até que me fui abaixo e caí no consultório de psiquiatria. Tento levantar-me aos poucos mas ainda caio, ainda não sou eu neste corpo, a minha mente vai-se tornando cada vez mais lúcida, menos louca, mais sã. Caminho duro e lento este que percorro na sombra de mim mesmo, na sombra do que já fui e na sombra do que espero ainda ser…

 

 
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Publicado por em 12 de Abril de 2011 em depressão, desânimo, dor, eu, sofrimento, tristeza, vida

 

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preso em mim

Sinto-me prisioneiro de mim mesmo, quero libertar-me de todos os maus pensamentos e dos maus sentimentos e de tudo o que me tortura e que me assombra mas não consigo. E esta alma pesada e negra que eu carrego arrasta para a desgraça o meu corpo, destruindo-o aos poucos, matando-o lentamente e dolorosamente. Eu tento sair deste estado que e corroí a parte metafísica do corpo. Quero viver sem estas tormentas invadirem o meu pensamento tornando o meu corpo uma extensão física e doente duma alma já quase morta de tantas cicatrizes e de tantas feridas a sangrar. Cada vez que dou um passo fora desta existência assombrada e triste algo acontece que me empurra de volta e me mata mais um bocado e me fere a alma já de si sofrida. Tento não morrer afogado nas minhas próprias lágrimas que teimam em cair sem fim. O que me prende a esta alma é simplesmente esta consciência que me culpa mesmo do que sei que não fiz, que me culpa do que sei que não contribui para que assim fosse. Também sei que esta auto culpabilização é um sintoma da depressão da qual não consigo sair. Depois numa tentativa fugaz de libertação saio, vou passear e tentar viver mas, a solidão logo bate e a melancolia vem, passa a nostalgia e fico logo mal, triste por não estar como quero, por sofrer, por lamentar, por apenas viver em vez de existir e todos os fantasmas voltam para me assombrar. Fantasmas que quase me levam à loucura, quase que me conduzem à demência, à tristeza de uma existência infeliz, que quase parece só aguardar uma morte do corpo à muito anunciada e profetizada pela doença da alma, essa já, quase morta, ferida quase mortalmente sem a cura que à tanto aguarda e anseia, a felicidade e a vontade de viver. Sempre me digo que amanhã é um novo dia, mas o dia seguinte é sempre tão mau ou pior que o dia que o precede. Sei que há uma cura para este estado da minha alma, ser amado, e não os antidepressivos que tomo. Os medicamentos não nos fazem sentir amados, não nos dizem que nos amam, não substituem o calor de outro alguém que nos ama, Preciso de forças para viver, reviver…

 
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Publicado por em 7 de Março de 2011 em alma, depressão, eu, liberdade, morte, solidão, vida

 

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o espelho

Pensei que hoje ia acordar melhor, mas nem por isso. Mal olhei para o espelho senti-me mal, não gostei do que vi, a tua ausência não me faz bem, o teu silêncio corrói-me, a tua distância mata-me. Vejo-me um monstro, que não faz nada certo, que por mais que tente aproximar quem ama, apenas as afasta…

 
 

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e eu?

Porque não eu também?

 
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Publicado por em 4 de Março de 2011 em depressão, desânimo, eu, felicidade, tristeza

 

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gritar

http://pt.wikipedia.org/wiki/Edvard_Munch

http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Grito_(Edvard_Munch)

Ás vezes apetece-me gritar e gritar e gritar.

Apenas pôr tudo cá para fora, esvaziar a alma.

Gritar para que todo o mal se afaste.

Gritar para que venhas para mim.

Gritar para me libertar.

Gritar para te prender a mim.

Apenas gritar.

Exorcizar a minha alma…

 
 

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desânimo

Mendiga

Na vida nada tenho e nada sou;
Eu ando a mendigar pelas estradas…
No silêncio das noites estreladas
Caminho, sem saber para onde vou!

Tinha o manto do sol… quem mo roubou?!
Quem pisou minhas rosas desfolhadas?!
Quem foi que sobre as ondas revoltadas
A minha taça de oiro espedaçou?!

Agora vou andando e mendigando,
Sem que um olhar dos mundos infinitos
Veja passar o verme, rastejando…

Ah, quem me dera ser como os chacais
Uivando os brados, rouquejando os gritos
Na solidão dos ermos matagais!…

Florbela Espanca, in “Charneca em Flor”


 
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Publicado por em 3 de Março de 2011 em depressão, desânimo, florbela espanca

 

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Hoje…

Hoje… há todo um mar de tristezas no abismo do meu olhar…

 


 
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Publicado por em 3 de Março de 2011 em depressão, eu, solidão

 

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