RSS

Arquivo da Categoria: erro

erros #2

Todos erramos nas nossas vidas, é um factor quase inerente à simples condição de sermos humanos, de não sermos perfeitos. Errar, sabendo-o e persistindo no erro é um erro ainda maior. Para as pessoas com consciência ética do erro o maior castigo é o que fazem a elas próprias, sofrendo pelo erro que fizeram e sabendo que tudo poderia ser diferente, é a consciência que os castiga, castigo e sofrimento muito maior do que qualquer outro ser podia lhe infligir. A este sentimento de sofrimento devido à consciência do erro chamamos de culpa. Tem um lado positivo, aprende-se…

Nós devíamos ser o nosso próprio juiz e, diariamente, num exercício de introspecção percebermos os nossos erros, corrigi-los e não os fazermos novamente, claro que isso implica termos noção e consciência do errado, termos noção dos valores que deviam conduzir toda e qualquer sociedade…

Anúncios
 
Deixe o seu comentário

Publicado por em 13 de Outubro de 2011 em erro, vida

 

Etiquetas: ,

erros

Os Mesmos Erros

Mesmo um exame superficial da história revela que nós, seres humanos, temos uma triste tendência para cometer os mesmos erros repetidas vezes. Temos medo dos desconhecidos ou de qualquer pessoa que seja um pouco diferente de nós. Quando ficamos assustados, começamos a ser agressivos para as pessoas que nos rodeiam. Temos botões de fácil acesso que, quando carregamos neles, libertam emoções poderosas. Podemos ser manipulados até extremos de insensatez por políticos espertos. Dêem-nos o tipo de chefe certo e, tal como o mais sugestionável paciente do terapeuta pela hipnose, faremos de bom grado quase tudo o que ele quer – mesmo coisas que sabemos serem erradas.

Carl Sagan, in “O Mundo Infestado de Demónios”

http://pt.wikipedia.org/wiki/Carl_Sagan

O erro é uma parte inevitável da vida de todos nós, todos cometemos erros, mais ou menos graves. As consequências dos erros não podem ser simplesmente apagadas com uma borracha, por vezes estas consequências são tão nefastas quanto eternas. Os erros apresentam uma única vantagem, a oportunidade de aprender com eles, a oportunidade de tirar ilações. Muito importante é não voltar a fazer o mesmo erro. O erro é um conceito algo vago, porque o que é ou não erro varia de pessoa para pessoa, pode variar, na mesma pessoa dependendo da idade, da experiência ou até do estado de espírito. Hoje vi muitos erros que cometi, que na altura não achava que fosse um erro. A verdade é que cometi erros infinitos nos mais variados campos da minha vida, muitos erros mesmo. Alguns por mais que diga que não vou repeti-los, acabo por repeti-los. Algo que já aprendi desta vida é a não dizer nunca que não cometerei certos erros porque ninguém sabe como reage em determinadas situações que propiciam a esses erros. Há quem diga que a melhor aprendizagem é quando erramos, quando sofremos com as consequências dos nossos próprios actos e erros. Errar é humano, aprender com os erros é algo que nos dignifica…

 
Deixe o seu comentário

Publicado por em 1 de Agosto de 2011 em Carl Sagan, erro, Homem

 

Etiquetas: , ,

culpa

Culpabilidade

O estado de pecado no homem não é um facto, senão apenas a interpretação de um facto, a saber: de um mal-estar fisiológico, considerado sob o ponto de vista moral e religioso. O sentir-se alguém «culpado» e «pecador», não prova que na realidade o esteja, como sentir-se alguém bem não prova que na realidade esteja bem. Recordem-se os famosos processos de bruxaria; naquela época os juízes mais humanos acreditavam que havia culpabilidade; as bruxas também acreditavam; contudo, a culpabilidade não existia.

Friedrich Nietzsche, in ‘Genealogia da Moral’

Culpa… A culpa implica consciência, implica termos noção do bem e do mal, implica acharmos que fizemos mal. Como ateu, não acredito em pecado, acredito em boas e más acções, acredito em crime e acções eticamente ou moralmente erradas, mas não no pecado. O pecado é o equivalente religioso ao crime, ao eticamente errado. A culpa torna-se ambígua visto que o conceito do bem e do mal pode variar de individuo para individuo e porque implica consciência de termos feito algo errado. Podemos ter culpa e não a sentir, tal como podemos não ter culpa e sentirmos que somos culpados. Quando me sinto culpado (mesmo não tendo culpa) sinto-me mal, triste e desiludido comigo, não fico bem, massacro-me mentalmente, não durmo e não consigo mesmo nem sorrir. Cada um de nós reage de modo diferente, alguns não transparecem este sentimento de culpa e outros, nem a sentem. A culpa é como um fantasma, como uma vozinha que nos recorda permanentemente do errado, não nos poupa, consome a nossa paz, corrói a nossa alma e ensombra o nosso coração. Quando olho para trás, para a minha vida toda, num exercício retroinspectivo, vejo muitos erros que cometi, vejo muita coisa que podia e devia ter feito diferente, assim como vejo erros que fizeram para comigo. Mas não odeio ninguém, encontro sempre factores abonatórios e perdoo sempre, não está na natureza do meu ser guardar rancor de alguém. Mas tenho o defeito de quando odeio alguém, é mesmo ódio, raiva. Já me estou a desviar do assunto, que era culpa. Comecei a pensar em culpa e como se reage perante a culpa e, acho que a culpa depende da mentalidade de cada um, do que cada um vê como certo ou como errado, ou, mesmo que a pessoa ache errado, pode não sentir culpabilidade enquanto não for descoberto. Há pessoas que não revelam culpa até que se saiba os erros e, algumas, mesmo depois de desmascarados continuam alheios a este sentimento. O que despoletou esta divagação sobre culpa foi uma conversa que tive com um amigo que, mesmo depois de ter sido desmascarado continuou a viver como se nada fosse, alheio ao que fez outras pessoas sofrerem e, isto está mesmo longe do que eu penso ou sinto sobre o assunto… Mesmo que eu fosse capaz de fazer o que ele fez, não conseguia viver com a paz e felicidade com que ele vive… Sinto inveja de não ser assim, já o escrevi antes, agora preferia ser uma besta insensível…

 
Deixe o seu comentário

Publicado por em 21 de Julho de 2011 em culpa, erro, Friedrich Nietzsche

 

Etiquetas: , ,

 
%d bloggers like this: