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Arquivo da Categoria: Homem

verdades?

As Chamadas Verdades Essenciais do Homem

As chamadas verdades essenciais do homem lembram-me às vezes números de um grande programa que os tambores anunciam pelas ruas fora que vai ser deslumbrante e cumprido à risca, e que os pobres actores, à noite, realizam sabe Deus como, a passar em claro cenas inteiras. A afirmar e a prometer, nenhum bicho leva a palma ao colega antropóide. Mas é vê-lo em plena representação, ou depois dela, no camarim, nu e lavado. Que miséria! A justiça imanente que pregou e demonstrou, acrescenta-lhe, por segurança, o ergástulo e o carrasco; ao pecado, junta-lhe a confissão; à predestinação, o livre arbítrio; à morte, a ressurreição. Lembra-me sempre a velha história dos castelos de heroísmo e fidelidade, com a portinha da traição disfarçada nas muralhas…

Miguel Torga, in “Diário (1943)”

Nós só vemos o espectáculo que os outros mostram para as câmaras, o mais importante da vida, o real, fica nos bastidores deste teatro que é a nossa vida…

 
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Publicado por em 3 de Fevereiro de 2012 em Homem, mentira, miguel torga, verdade

 

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tempo #11

“Os dias talvez sejam iguais para um relógio, mas não para um homem.”

Marcel Proust

 
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Publicado por em 23 de Janeiro de 2012 em Homem, Marcel Proust, tempo

 

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sensibilidade…

O Mundo é de Quem não Sente

O mundo é de quem não sente. A condição essencial para se ser um homem prático é a ausência de sensibilidade. A qualidade principal na prática da vida é aquela qualidade que conduz à acção, isto é, a vontade. Ora há duas coisas que estorvam a acção – a sensibilidade e o pensamento analítico, que não é, afinal, mais que o pensamento com sensibilidade. Toda a acção é, por sua natureza, a projecção da personalidade sobre o mundo externo, e como o mundo externo é em grande e principal parte composto por entes humanos, segue que essa projecção da personalidade é essencialmente o atravessarmo-nos no caminho alhieo, o estorvar, ferir e esmagar os outros, conforme o nosso modo de agir. Para agir é, pois, preciso que nos não figuremos com facilidade as personalidades alheias, as suas dores e alegrias. Quem simpatiza pára. O homem de acção considera o mundo externo como composto exclusivamente de matéria inerte – ou inerte em si mesma, como uma pedra sobre que passa ou que afasta do caminho; ou inerte como um ente humano que, porque não lhe pôde resistir, tanto faz que fosse homem como pedra, pois, como à pedra, ou se afastou ou se passou por cima.

Fernando Pessoa, in ‘O Livro do Desassossego’

Por vezes desejo ser assim, sem sentimentos, sem pensar em mais ninguém, apenas continuar o caminho sem me importar com nada nem ninguém. Como já o referi antes, neste momento seria bem mais fácil se eu fosse uma besta insensível… Mas não o consigo… Pessoas não são pedras, mesmo aquelas que nos tratam como se fôssemos, não consigo deixar de me importar, deixar de sentir, sou assim, morrerei assim :(.

 
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Publicado por em 28 de Agosto de 2011 em fernando pessoa, Homem, mundo, sociedade

 

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O tamanho das pessoas…

As pessoas têm o tamanho da importância que lhes damos. Se não gostamos de alguém para quê discutir? Isso é dar-lhes mais valor do que merecem, desprezo por outro lado diz-lhes a relevância que tem para nós, ou seja, nenhuma. No caso oposto, quando amamos alguém devemos mostrar-lhe todos os dias a importância que tem para nós, a diferença que faz estar na nossa vida. As palavras só não bastam. Palavras são ditas e podem ou não ser sentidas. Os pequenos gestos, os pequenos momentos, as pequenas lembranças falam muito mais do que um “amo-te”. As palavras correm mais o risco de serem esquecidas. Os gestos gravam-se-nos na memória, bem mais profundamente. A alma é mais importante que o corpo, por isso sente mais que o corpo. tantas coisas que podemos fazer para a alma. Um passeio pela praia à beira mar, acordá-la com um beijo, uma rosa e um “amo-te”, uma surpresa no trabalho, uma noite ao luar, enfim tanto por onde escolher. O pior é entrar na rotina, mau é quando já não conseguem falar. Fazermos o nosso alguém especial é partilharmos dessa mesma felicidade, é a nossa felicidade. É importante sentirmos que somos especiais para quem amamos assim como temos de a fazer sentir especial e importantes. As pessoas tem o tamanho da importância que lhes damos, que as fazemos sentir…

 
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Publicado por em 22 de Agosto de 2011 em amor, Homem, vida

 

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sociedade V

“Guia-te sempre pela decisão que produza menor soma de prejuízos a ti mesmo e ao teu próximo. Antes de assumires compromissos, reflexiona a respeito dos possíveis resultados, e mais facilmente saberás eleger aqueles que te proporcionarão melhores frutos para o futuro. Sempre que algumas vantagens para ti ofereçam danos para outrem, recusa-as, porquanto ninguém poderá ser feliz erguendo a sua alegria sobre o infortúnio do seu próximo. Isto equivale a dizer: “Não faças ao outro aquilo que não gostarias que ele te fizesse.” O que hoje percas a favor de alguém, amanhã receberás sem prejuízo de ninguém.”

Joanna de Ângelis

 
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Publicado por em 16 de Agosto de 2011 em desilusão, Homem, sociedade

 

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prata do melhor estanho

Desilusões são desvios de comportamento nos outros em relação ao que nós achamos correcto. Quer queiramos quer não projectamos o nosso eu nos outros e esperamos deles o mesmo que nós faríamos ou diríamos. Nós esperamos que os outros sejam como nós, que ajam como nós, que respondam como nós. Não somos todos iguais, nem todos temos consciência dos outros e quando nos fazem algo que não faríamos a ninguém lá vem a desilusão, a decepção. Afinal de quem é o erro? Dos outros que fazem algo que seríamos incapazes? Nossa por esperarmos que os outros pensem em nós e não façam algo que nós achamos incorrecto? Não sei. Talvez o melhor seja esperar sempre o pior dos outros, assim não nos decepcionam e algo de bom que nos façam faz-nos sentir bem… Por isso digo: as pessoas são feitas de prata do melhor estanho…

“Não faças aos outros aquilo que não gostarias que te fizessem”

respeito...

 
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Publicado por em 16 de Agosto de 2011 em desilusão, Homem, sociedade

 

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dessa água não beberei…

De tudo o que esta vida fez questão de me ensinar o que mais aprendi foi que nunca podemos dizer que nunca faremos algo na nossa vida. Tanta vez eu afirmei “se fosse eu, não era assim” ou “se fosse comigo, era diferente” e, quando me deparei com a mesma situação, fiz exactamente o mesmo que disse que nunca faria. Nenhum de nós pode afirmar que nunca fará algo numa situação até que se depare com essa mesma situação. Lembro-me de “criticar” um colega meu por algo que ele estava a fazer e, no fim, aconteceu o mesmo comigo e fiz exactamente o mesmo. Há momentos em que apenas reagimos, fazemos tudo menos o que esperávamos que fizéssemos. Portanto, meus amigos, nunca digam que dessa água não beberão até passar por algo que potencie essa acção. Por exemplo, quantos de nós afirmámos que somos incapazes de matar? Eu acho que sou incapaz. Se estivermos numa situação de vida ou de morte o que fazemos? não sabemos até vivermos a experiência…

nunca farei isso... prometo...

 
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Publicado por em 16 de Agosto de 2011 em eu, Homem, sociedade, vida

 

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ociosidade

“A ociosidade é a mãe da filosofia.”

Thomas Hobbes

O pensador – Auguste Rodin

Sem dúvida que tempo livre ajuda a “filosofar”, sempre é melhor que deixarmos a nossa mente massacrar a nossa existência com fantasmas e agonias desta vida, o que, infelizmente acontece muito comigo. Pensar faz bem, exercita o cérebro. Raciocinarmos sobre questões metafísicas do universo, da existência, da vida e sobre muitos mais temas que abrangem inúmeros quadrantes da nossa própria existência pode ser fútil e não ter nenhuma utilidade mas desenvolve as nossas capacidades e, muito importante, podemos pensar por nós próprios e formarmos as nossas próprias opiniões.

 
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Publicado por em 12 de Agosto de 2011 em Homem, tempo, Thomas Hobbes

 

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especialista versus generalista

O especialista tem a vantagem de ser bem mais competitivo na sua especialidade, disso não há dúvidas nenhumas. O generalista, porém, tem mais facilidade de adaptação a outras “funções”. Estas denominações podem ser observadas em várias áreas, por exemplo:

  • Natureza; um animal caçador que seja especialista em caçar uma determinada presa tem o futuro comprometido caso a espécie de presa seja extinta ou quase, ou apenas na sua ausência. Um generalista tem um leque maior de presas como alimento, na ausência de uma, mesmo sendo a predilecta, pode optar e alimentar-se por outras.
  • Vida profissional; um especialista numa área, como se está a ver, tem a vantagem de ser fenomenal apenas na sua área, o que pode não ser nada bom caso esse tipo de especialidade se torne obsoleta e se não souber fazer mais nada. Por outro lado, o generalista é mais maleável e se não poder fazer uma função, faz outra, sobrevive. Numa época em que a polivalência se tornou quase num requisito para o trabalhador, ser generalista é vantajoso.
  • Vida social; posso considerar um especialista aquele que se relaciona com muitas poucas pessoas e um generalista aquele que se relaciona com toda a gente. O especialista tem muita mais hipótese de sofrimento e solidão porque o grupo restrito pode se desfazer com separações, zangas ou até morte dentro do grupo de relacionamento. O generalista tem “infinitas” pessoas no seu círculo pelo que as hipóteses de solidão ou sofrimento são infinitamente mais reduzidas.
  • Vida sentimental; neste campo sou um especialista porque quando me apaixono apenas quero essa alma gémea e, se por qualquer motivo, se for “impossível” essa união, os efeitos são simplesmente devastadores. A luta é até à exaustão total ou, mesmo, até à morte, em alguns especialistas. Os generalistas parecem encontrar a felicidade noutro ser que não a sua alma gémea. Fica ao vosso critério qual é o mais vantajoso neste campo, para mim continua a ser o especialista, ao contrário do que considero nos outros campos todos…

generalista ou especialista?

 
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Publicado por em 11 de Agosto de 2011 em Homem, mundo, sociedade

 

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O Orgulho e a Vaidade

O Orgulho e a Vaidade

O orgulho é a consciência (certa ou errada) do nosso próprio mérito, a vaidade, a consciência (certa ou errada) da evidência do nosso próprio mérito para os outros. Um homem pode ser orgulhoso sem ser vaidoso, pode ser ambas as coisas, vaidoso e orgulhoso, pode ser — pois tal é a natureza humana — vaidoso sem ser orgulhoso. É difícil à primeira vista compreender como podemos ter consciência da evidência do nosso mérito para os outros, sem a consciência do nosso próprio mérito. Se a natureza humana fosse racional, não haveria explicação alguma. Contudo, o homem vive a princípio uma vida exterior, e mais tarde uma interior; a noção de efeito precede, na evolução da mente, a noção de causa interior desse mesmo efeito. O homem prefere ser exaltado por aquilo que não é, a ser tido em menor conta por aquilo que é. É a vaidade em acção.

Fernando Pessoa, in “Da Literatura Européia”

É como sempre digo, é mais importante parecer algo do que sê-lo realmente…

 
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Publicado por em 11 de Agosto de 2011 em fernando pessoa, Homem, sociedade

 

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loucura IV

Loucura Subjectiva

Às vezes não tenho tanto a certeza de quem tem o direito de dizer quando um homem é louco e quando não é. Às vezes penso que não há ninguém completamente louco tal como não há ninguém completamente são até a opinião geral o considerar assim ou assado. É como se não fosse tanto o que um tipo faz, mas o modo como a maioria das pessoas o encara quando o faz. 

William Faulkner, in ‘Na Minha Morte’

 
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Publicado por em 10 de Agosto de 2011 em Homem, loucura, sociedade

 

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a grandeza das almas

“(Uma grande alma) é muito sofisticada, reconhece as diferenças, estuda possibilidades, e descreve o mundo tendo em conta factores pessoais, externos, úteis ou de acaso. Numa grande alma há espaço para perceber os outros. Só uma grande alma é capaz de perdoar.”

“Uma alma pequena alberga naturalmente pouco. Haverá espaço para o ego e seja o que for que lhe esteja relacionado mas nada mais. A alma pequena não permite uma boa compreensão do mundo porque a exagerada concentração em si mesmo exclui necessariamente todo o resto.”

Carla Quevedo

Este mundo está infestado destas almas pequenas, aonde só cabe o egocentrismo enorme em que se baseiam para serem alguém na sociedade. São mentes fúteis e vazias, que não pensam por elas, seguem apenas as maiorias e o que está “na moda”. Só lhes interessa elas próprias, não se importando minimamente com os outros, a não ser para serem de modo fútil “melhores”, mas apenas aparentemente… Grandes almas são uma pequena minoria, almas que dão mais do que possuem aos outros, arranjam sempre um tempo para serem socialmente activos em prol de outras almas que, muitas vezes, nem o merecem. É a sociedade…

 
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Publicado por em 7 de Agosto de 2011 em alma, Homem, mundo, sociedade

 

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realidade

Afinal o que é a realidade? A realidade é a nossa percepção do meio, e a nossa interpretação da mesma. Existem tantas realidades quanto seres, visto que a realidade de cada um é a sua realidade pessoal. O nosso cérebro processa toda a informação sensorial que obtemos do mundo exterior, é a realidade aparente. Como “deciframos” essa informação varia de inúmeros factores internos a cada um de nós. Alguns dos factores que condicionam a realidade que vemos:

  • Doença Mental, esta é a mais óbvia, claro. Problemas mentais alteram a nossa percepção do mundo. O que os loucos interpretam do que observam é muito peculiar, mas é uma doença, alterações químicas nos seus cérebros mudam a realidade. Para eles a fantasia que tem na mente é a única realidade que conhecem
  • Aparência, como eu já referi antes num artigo deste blog, estamos num tempo em que é mais importante parecer do que ser pelo que as pessoas criam “personagens” para a sociedade e não revelam como são realmente, alterando assim a realidade que os outros observam, por serem informações “falsas”, são erradamente interpretadas pelo observador. É a mentira da aparência.
  • Auto ilusão, por vezes necessitamos de “distorcer” a realidade a nosso favor para diminuir o sofrimento e a dor duma realidade torturante, e o nosso cérebro entra em modo de “auto protecção” para nos aliviar, fazendo-nos ver apenas o que desejamos ou o que gostaríamos de ver mas, não é a realidade que observamos mas uma projecção dos nossos desejos nessa mesma realidade.
  • Substâncias químicas, tais como álcool, drogas e muitos químicos também alteram a nossa percepção.
  • Experiência de vida, o facto de aprendermos com as situações que a vida nos impõe pode ter dois efeitos sobre a nossa percepção. Pode ser bom pois já sabemos interpretar melhor circunstâncias repetidas mas, também, pode ser mau se a vivência anterior dessa circunstância de vida nos começar a causar fobia a essa mesma situação, normalmente quando algo foi tão forte que nos causou um trauma, essa realidade é multiplicada, assim como o medo passa a ser irracional.
  • Personalidade, a personalidade pode estar junta com a experiência de vida, mas a nossa essência não muda, e essa essência faz com que encaremos a realidade de modo diferente, uma personalidade optimista vê e interpreta a realidade de modo diferente duma personalidade pessimista.
  • Estado de espírito, o modo como vemos ou reagimos a uma realidade pode variar com o nosso estado de espírito no momento em que essa mesma realidade ocorre.

Estes são apenas alguns dos factores que, penso, subjectivam o que é a realidade. Cada um de nós tem a sua realidade, quantas vezes a mesma realidade observada por seres diferentes tem interpretações diferentes. É isto que faz a realidade ser única e inerente ao ser que a observa. Até o modo como nos vemos a nós próprios é variável e dependente destes mesmos factores. Portanto, a realidade é a verdade que assumimos do que vemos, do que sentimos e do que experimentamos e do que pensamos e, como não há verdades absolutas (excepto a certeza da morte) existem tantas realidades como verdades e como indivíduos…

 
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Publicado por em 5 de Agosto de 2011 em Homem, realidade

 

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religião

“Tenho de proclamar a minha incredulidade. Para mim não há nada de mais elevado que a ideia da inexistência de Deus. O Homem inventou Deus para poder viver sem se matar.”

Fiodor Dostoievski

https://jorgemiguelcs.wordpress.com/2011/06/28/vida-morte-e-o-homem/

 
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Publicado por em 1 de Agosto de 2011 em Fiodor Dostoievski, Homem, mundo, religião

 

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erros

Os Mesmos Erros

Mesmo um exame superficial da história revela que nós, seres humanos, temos uma triste tendência para cometer os mesmos erros repetidas vezes. Temos medo dos desconhecidos ou de qualquer pessoa que seja um pouco diferente de nós. Quando ficamos assustados, começamos a ser agressivos para as pessoas que nos rodeiam. Temos botões de fácil acesso que, quando carregamos neles, libertam emoções poderosas. Podemos ser manipulados até extremos de insensatez por políticos espertos. Dêem-nos o tipo de chefe certo e, tal como o mais sugestionável paciente do terapeuta pela hipnose, faremos de bom grado quase tudo o que ele quer – mesmo coisas que sabemos serem erradas.

Carl Sagan, in “O Mundo Infestado de Demónios”

http://pt.wikipedia.org/wiki/Carl_Sagan

O erro é uma parte inevitável da vida de todos nós, todos cometemos erros, mais ou menos graves. As consequências dos erros não podem ser simplesmente apagadas com uma borracha, por vezes estas consequências são tão nefastas quanto eternas. Os erros apresentam uma única vantagem, a oportunidade de aprender com eles, a oportunidade de tirar ilações. Muito importante é não voltar a fazer o mesmo erro. O erro é um conceito algo vago, porque o que é ou não erro varia de pessoa para pessoa, pode variar, na mesma pessoa dependendo da idade, da experiência ou até do estado de espírito. Hoje vi muitos erros que cometi, que na altura não achava que fosse um erro. A verdade é que cometi erros infinitos nos mais variados campos da minha vida, muitos erros mesmo. Alguns por mais que diga que não vou repeti-los, acabo por repeti-los. Algo que já aprendi desta vida é a não dizer nunca que não cometerei certos erros porque ninguém sabe como reage em determinadas situações que propiciam a esses erros. Há quem diga que a melhor aprendizagem é quando erramos, quando sofremos com as consequências dos nossos próprios actos e erros. Errar é humano, aprender com os erros é algo que nos dignifica…

 
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Publicado por em 1 de Agosto de 2011 em Carl Sagan, erro, Homem

 

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