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Arquivo da Categoria: Homem

ociosidade

“A ociosidade é a mãe da filosofia.”

Thomas Hobbes

O pensador – Auguste Rodin

Sem dúvida que tempo livre ajuda a “filosofar”, sempre é melhor que deixarmos a nossa mente massacrar a nossa existência com fantasmas e agonias desta vida, o que, infelizmente acontece muito comigo. Pensar faz bem, exercita o cérebro. Raciocinarmos sobre questões metafísicas do universo, da existência, da vida e sobre muitos mais temas que abrangem inúmeros quadrantes da nossa própria existência pode ser fútil e não ter nenhuma utilidade mas desenvolve as nossas capacidades e, muito importante, podemos pensar por nós próprios e formarmos as nossas próprias opiniões.

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Publicado por em 12 de Agosto de 2011 em Homem, tempo, Thomas Hobbes

 

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especialista versus generalista

O especialista tem a vantagem de ser bem mais competitivo na sua especialidade, disso não há dúvidas nenhumas. O generalista, porém, tem mais facilidade de adaptação a outras “funções”. Estas denominações podem ser observadas em várias áreas, por exemplo:

  • Natureza; um animal caçador que seja especialista em caçar uma determinada presa tem o futuro comprometido caso a espécie de presa seja extinta ou quase, ou apenas na sua ausência. Um generalista tem um leque maior de presas como alimento, na ausência de uma, mesmo sendo a predilecta, pode optar e alimentar-se por outras.
  • Vida profissional; um especialista numa área, como se está a ver, tem a vantagem de ser fenomenal apenas na sua área, o que pode não ser nada bom caso esse tipo de especialidade se torne obsoleta e se não souber fazer mais nada. Por outro lado, o generalista é mais maleável e se não poder fazer uma função, faz outra, sobrevive. Numa época em que a polivalência se tornou quase num requisito para o trabalhador, ser generalista é vantajoso.
  • Vida social; posso considerar um especialista aquele que se relaciona com muitas poucas pessoas e um generalista aquele que se relaciona com toda a gente. O especialista tem muita mais hipótese de sofrimento e solidão porque o grupo restrito pode se desfazer com separações, zangas ou até morte dentro do grupo de relacionamento. O generalista tem “infinitas” pessoas no seu círculo pelo que as hipóteses de solidão ou sofrimento são infinitamente mais reduzidas.
  • Vida sentimental; neste campo sou um especialista porque quando me apaixono apenas quero essa alma gémea e, se por qualquer motivo, se for “impossível” essa união, os efeitos são simplesmente devastadores. A luta é até à exaustão total ou, mesmo, até à morte, em alguns especialistas. Os generalistas parecem encontrar a felicidade noutro ser que não a sua alma gémea. Fica ao vosso critério qual é o mais vantajoso neste campo, para mim continua a ser o especialista, ao contrário do que considero nos outros campos todos…

generalista ou especialista?

 
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Publicado por em 11 de Agosto de 2011 em Homem, mundo, sociedade

 

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O Orgulho e a Vaidade

O Orgulho e a Vaidade

O orgulho é a consciência (certa ou errada) do nosso próprio mérito, a vaidade, a consciência (certa ou errada) da evidência do nosso próprio mérito para os outros. Um homem pode ser orgulhoso sem ser vaidoso, pode ser ambas as coisas, vaidoso e orgulhoso, pode ser — pois tal é a natureza humana — vaidoso sem ser orgulhoso. É difícil à primeira vista compreender como podemos ter consciência da evidência do nosso mérito para os outros, sem a consciência do nosso próprio mérito. Se a natureza humana fosse racional, não haveria explicação alguma. Contudo, o homem vive a princípio uma vida exterior, e mais tarde uma interior; a noção de efeito precede, na evolução da mente, a noção de causa interior desse mesmo efeito. O homem prefere ser exaltado por aquilo que não é, a ser tido em menor conta por aquilo que é. É a vaidade em acção.

Fernando Pessoa, in “Da Literatura Européia”

É como sempre digo, é mais importante parecer algo do que sê-lo realmente…

 
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Publicado por em 11 de Agosto de 2011 em fernando pessoa, Homem, sociedade

 

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loucura IV

Loucura Subjectiva

Às vezes não tenho tanto a certeza de quem tem o direito de dizer quando um homem é louco e quando não é. Às vezes penso que não há ninguém completamente louco tal como não há ninguém completamente são até a opinião geral o considerar assim ou assado. É como se não fosse tanto o que um tipo faz, mas o modo como a maioria das pessoas o encara quando o faz. 

William Faulkner, in ‘Na Minha Morte’

 
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Publicado por em 10 de Agosto de 2011 em Homem, loucura, sociedade

 

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a grandeza das almas

“(Uma grande alma) é muito sofisticada, reconhece as diferenças, estuda possibilidades, e descreve o mundo tendo em conta factores pessoais, externos, úteis ou de acaso. Numa grande alma há espaço para perceber os outros. Só uma grande alma é capaz de perdoar.”

“Uma alma pequena alberga naturalmente pouco. Haverá espaço para o ego e seja o que for que lhe esteja relacionado mas nada mais. A alma pequena não permite uma boa compreensão do mundo porque a exagerada concentração em si mesmo exclui necessariamente todo o resto.”

Carla Quevedo

Este mundo está infestado destas almas pequenas, aonde só cabe o egocentrismo enorme em que se baseiam para serem alguém na sociedade. São mentes fúteis e vazias, que não pensam por elas, seguem apenas as maiorias e o que está “na moda”. Só lhes interessa elas próprias, não se importando minimamente com os outros, a não ser para serem de modo fútil “melhores”, mas apenas aparentemente… Grandes almas são uma pequena minoria, almas que dão mais do que possuem aos outros, arranjam sempre um tempo para serem socialmente activos em prol de outras almas que, muitas vezes, nem o merecem. É a sociedade…

 
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Publicado por em 7 de Agosto de 2011 em alma, Homem, mundo, sociedade

 

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realidade

Afinal o que é a realidade? A realidade é a nossa percepção do meio, e a nossa interpretação da mesma. Existem tantas realidades quanto seres, visto que a realidade de cada um é a sua realidade pessoal. O nosso cérebro processa toda a informação sensorial que obtemos do mundo exterior, é a realidade aparente. Como “deciframos” essa informação varia de inúmeros factores internos a cada um de nós. Alguns dos factores que condicionam a realidade que vemos:

  • Doença Mental, esta é a mais óbvia, claro. Problemas mentais alteram a nossa percepção do mundo. O que os loucos interpretam do que observam é muito peculiar, mas é uma doença, alterações químicas nos seus cérebros mudam a realidade. Para eles a fantasia que tem na mente é a única realidade que conhecem
  • Aparência, como eu já referi antes num artigo deste blog, estamos num tempo em que é mais importante parecer do que ser pelo que as pessoas criam “personagens” para a sociedade e não revelam como são realmente, alterando assim a realidade que os outros observam, por serem informações “falsas”, são erradamente interpretadas pelo observador. É a mentira da aparência.
  • Auto ilusão, por vezes necessitamos de “distorcer” a realidade a nosso favor para diminuir o sofrimento e a dor duma realidade torturante, e o nosso cérebro entra em modo de “auto protecção” para nos aliviar, fazendo-nos ver apenas o que desejamos ou o que gostaríamos de ver mas, não é a realidade que observamos mas uma projecção dos nossos desejos nessa mesma realidade.
  • Substâncias químicas, tais como álcool, drogas e muitos químicos também alteram a nossa percepção.
  • Experiência de vida, o facto de aprendermos com as situações que a vida nos impõe pode ter dois efeitos sobre a nossa percepção. Pode ser bom pois já sabemos interpretar melhor circunstâncias repetidas mas, também, pode ser mau se a vivência anterior dessa circunstância de vida nos começar a causar fobia a essa mesma situação, normalmente quando algo foi tão forte que nos causou um trauma, essa realidade é multiplicada, assim como o medo passa a ser irracional.
  • Personalidade, a personalidade pode estar junta com a experiência de vida, mas a nossa essência não muda, e essa essência faz com que encaremos a realidade de modo diferente, uma personalidade optimista vê e interpreta a realidade de modo diferente duma personalidade pessimista.
  • Estado de espírito, o modo como vemos ou reagimos a uma realidade pode variar com o nosso estado de espírito no momento em que essa mesma realidade ocorre.

Estes são apenas alguns dos factores que, penso, subjectivam o que é a realidade. Cada um de nós tem a sua realidade, quantas vezes a mesma realidade observada por seres diferentes tem interpretações diferentes. É isto que faz a realidade ser única e inerente ao ser que a observa. Até o modo como nos vemos a nós próprios é variável e dependente destes mesmos factores. Portanto, a realidade é a verdade que assumimos do que vemos, do que sentimos e do que experimentamos e do que pensamos e, como não há verdades absolutas (excepto a certeza da morte) existem tantas realidades como verdades e como indivíduos…

 
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Publicado por em 5 de Agosto de 2011 em Homem, realidade

 

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religião

“Tenho de proclamar a minha incredulidade. Para mim não há nada de mais elevado que a ideia da inexistência de Deus. O Homem inventou Deus para poder viver sem se matar.”

Fiodor Dostoievski

https://jorgemiguelcs.wordpress.com/2011/06/28/vida-morte-e-o-homem/

 
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Publicado por em 1 de Agosto de 2011 em Fiodor Dostoievski, Homem, mundo, religião

 

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