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Arquivo da Categoria: José Luís Peixoto

tempo #10

Explicação da Eternidade

devagar, o tempo transforma tudo em tempo.
o ódio transforma-se em tempo, o amor
transforma-se em tempo, a dor transforma-se
em tempo.

os assuntos que julgámos mais profundos,
mais impossíveis, mais permanentes e imutáveis,
transformam-se devagar em tempo.

por si só, o tempo não é nada.
a idade de nada é nada.
a eternidade não existe.
no entanto, a eternidade existe.

os instantes dos teus olhos parados sobre mim eram eternos.
os instantes do teu sorriso eram eternos.
os instantes do teu corpo de luz eram eternos.

foste eterna até ao fim.

José Luís Peixoto, in “A Casa, A Escuridão”

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Publicado por em 29 de Dezembro de 2011 em amor, José Luís Peixoto, poesia, tempo

 

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tempo V

Explicação da Eternidade

devagar, o tempo transforma tudo em tempo.
o ódio transforma-se em tempo, o amor
transforma-se em tempo, a dor transforma-se
em tempo.

os assuntos que julgámos mais profundos,
mais impossíveis, mais permanentes e imutáveis,
transformam-se devagar em tempo.

por si só, o tempo não é nada.
a idade de nada é nada.
a eternidade não existe.
no entanto, a eternidade existe.

os instantes dos teus olhos parados sobre mim eram eternos.
os instantes do teu sorriso eram eternos.
os instantes do teu corpo de luz eram eternos.

foste eterna até ao fim.

José Luís Peixoto, in “A Casa, A Escuridão”

http://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Lu%C3%ADs_Peixoto


 
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Publicado por em 8 de Julho de 2011 em amor, José Luís Peixoto, tempo

 

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medo

O medo é muitas vezes o muro que impede as pessoas de fazerem uma série de coisas. Claro que o medo também pode ser positivo, em certa medida ajuda a que se equilibrem alguns elementos e se tenham certas coisas em consideração, mas na maior parte dos casos é negativo, é algo que nos faz mal. (…) O pior medo é o medo de nós próprios e a pior opressão é a auto-opressão. Antes de se tentar lutar contra qualquer outra coisa, penso que é importante lutarmos contra ela e conquistarmos a liberdade de não termos medo de nós próprios.

José Luís Peixoto, in ‘Diário de Notícias (2003)’

O medo impede-nos de vivermos em pleno, impede-nos de ter experiências totalmente reais porque não nos entregamos ou empenhamos a cem por cento. Quando o medo é de nós próprios é ainda pior, temos de vence-los primeiro antes de vencer os outros medos, os externos. Tenho vencido os meus medos aos poucos e avançando a pequenos passos para o futuro. Por vezes dou passos bem grandes, o que provoca medo nos outros. Viver é difícil, acreditem. Para viver plenamente é necessário vencer todos os medos… O medo apaga a chama da vida aos poucos e poucos, acabando por extingui-la. Deixem a chama da vida acesa e bem forte… O medo é um fantasma que nos prende ao presente impedindo-nos de atingirmos o futuro como o queremos.

o medo é um vento que apaga a chama da vida...

 
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Publicado por em 15 de Março de 2011 em José Luís Peixoto, medo, vida

 

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