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Arquivo da Categoria: medo

medo #5

“As coisas que nos assustam são em maior número do que as que efectivamente fazem mal, e afligimo-nos mais pelas aparências do que pelos factos reais.”

Lucius Annaeus Seneca

 
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Publicado por em 12 de Julho de 2012 em medo, seneca

 

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a gaiola dourada

Quantas vezes trocamos a nossa própria liberdade por uma gaiola dourada e, vivendo lá, na gaiola, chamamos de livre à vida que vivemos presos. Abdicamos dos nossos desejos, vontades, amores e incertezas pelo conforto das certezas da gaiola , mas aonde não vivemos o que queremos nem como queremos. É o medo da incerteza, do desconhecido e do risco que nos proíbe que darmos um passo, mas, a vida, é sempre um risco, o futuro é sempre desconhecido e incerto. Quem não arrisca não petisca… A liberdade é um dos nossos direitos na vida, a liberdade de podermos optar no que é melhor para nós, de optar pelo que nos fará felizes…

golden_cage_by_hoatrangan

 
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Publicado por em 30 de Outubro de 2011 em liberdade, medo, vida

 

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medo #4

Por maior ou por mais infinito que o amor possa ser, o medo pode ser infinitamente maior, minando ou, mesmo, matando algo tão divinamente grandioso e infinito como o amor pode e deve ser. Já o disse antes, o medo é uma brisa que apaga a chama da vida, mas também do amor… e quando essa brisa não é brisa, é um vento forte ou uma tempestade… O medo pode ser nosso aliado, prevenindo-nos de tudo o que há de mau, pode ser a nossa vida mas, pode ser a nossa morte em vida.

 
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Publicado por em 13 de Outubro de 2011 em amor, medo

 

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vida XXXVII

“A vida, para os desconfiados e os temerosos, não é vida, mas uma morte constante.”

Juan Luis Vives

 
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Publicado por em 8 de Setembro de 2011 em Juan Luis Vives, medo, morte, vida

 

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medo III

O medo é uma resposta natural na nossa mente e no nosso corpo. Evita que nos magoemos, impede-nos de elementos nocivos ao nosso ser, mas em demasia, impede-nos de viver, bloqueia-nos, isola-nos. O medo em demasia transforma-nos em seres solitários. Vive-se quase num forte protegido de tudo e mais alguma coisa, mas não nos protege do nosso pior inimigo, que somos nós mesmos. Vive-se à luz da vela, com medo permanente da escuridão da vida. A luz da vela é fraca demais para nos deixar sentir a vida como ela é…

 
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Publicado por em 22 de Julho de 2011 em eu, medo

 

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medo II

Não Somos Capazes de Distinguir o que é Bom e o que é Mau
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Quantas vezes um pretenso desastre não foi a causa inicial de uma grande felicidade! Quantas vezes, também, uma conjuntura saudada com entusiasmo não constituiu apenas um passo em direcção ao abismo — elevando um pouco mais ainda alguém em posição eminente, como se em tal posição pudesse estar certo de cair dela sem risco! A própria queda, aliás, não tem em si mesma nada de mal se tomares em consideração o limite para lá do qual a natureza não pode precipitar ninguém. Está bem perto de nós o termo de tudo quanto há, está bem perto, garanto-te, o limite desta existência donde o venturoso se julga expulso e o desgraçado liberto; nós é que, ou por esperanças ou por receios desmesurados, a fazemos mais extensa do que realmente é. Se agires com sabedoria, medirás tudo em função da condição humana, e assim limitarás o espaço tanto das alegrias como dos receios. Vale bem a pena privarmo-nos de duradouras alegrias a troco de não sentirmos duradouros receios! Por que motivo procuro eu restringir este mal que é o medo? É que não há razão válida para temeres o que quer que seja; nós, isso sim, deixamo-nos abalar e atormentar apenas por vãs aparências. Nunca ninguém analisou o que há de verdade no que nos aflige, mas cada um vai incutindo medo nos outros; nunca ninguém se atreveu a aproximar-se do que lhe perturba o espírito e a averiguar a natureza real e fundamentada do seu medo. Daqui resulta o crédito que se dá a um perigo inexistente, que mantém a sua aparência porque ninguém o contesta a sério. Basta que nos decidamos a abrir bem os olhos para verificarmos como é diminuto, incerto e inofensivo aquilo que receamos. A confusão dos nossos espíritos corresponde perfeitamente à descrição de Lucrécio: «tal como as crianças no meio da escuridão tremem com medo de tudo, assim nós tememos em plena luz!». Pois bem, não seremos nós mais insensatos do que as crianças, nós que tememos em plena luz? A verdade, porém, Lucrécio, é que nós não tememos em plena luz, criamos, sim, trevas a toda a nossa volta! Não somos capazes de distinguir o que é bom e o que é mau; passamos toda a vida a correr, a tropeçar às cegas, e nem por isso somos capazes de parar ou de tomar atenção onde pomos os pés. Estás a imaginar como é coisa de loucos andar a correr no escuro! Valham-me os deuses! Não conseguimos mais nada senão termos de regressar de mais longe; sem saber para onde nos dirigimos, continuamos teimosamente a caminhar para onde o instinto nos leva. No entanto, se o quisermos, poderá fazer-se luz em nós. De um único modo: adquirirmos o conhecimento das coisas divinas e humanas, um conhecimento interiorizado, e não meramente superficial; meditarmos nessas ideias já adquiridas, comprovarmos a sua validade pela nossa própria experiência; investigarmos o que é bom e o que é mau, e a que coisas se atribui falsamente um ou outro destes adjectivos; averiguarmos em que consiste o bem e o mal éticos — e, finalmente, o que é a providência.
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Séneca, in ‘Cartas a Lucílio’
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Publicado por em 21 de Julho de 2011 em Homem, medo, seneca

 

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eu XVII

Durante a minha vida, já venci muitos medos, muitas fobias. Já subi muitas montanhas, e já caí de lá de cima. Penso que a cada montanha que consegui vencer a queda foi inevitável, mas continuei a subir, a vencer, a lutar. Agora, depois destas quedas voltei ao princípio das minhas conquistas, com um abismo enorme para transpor, eu mesmo, a minha mente, o meu medo de mim próprio, a minha vontade de me proteger no meu casulo, na minha concha. É o meu pior inimigo, eu mesmo. Sair da concha aonde, agora, me protejo. Sair da concha aonde me sinto miserável mas seguro, talvez imune a sofrimentos. Esse enorme abismo entre o meu ser e a humanidade é, sem dúvida, o meu maior desafio neste momento. Sentir-me capaz de enfrentar este mundo e os seus habitantes, em que em cada ser vejo uma ameaça à minha integridade psicológica, à minha pouca sanidade. É um grande passo para mim, neste momento, mas vou conseguir, tenho de ser capaz…

 
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Publicado por em 6 de Julho de 2011 em eu, medo

 

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