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Arquivo da Categoria: morte

dia do pai :(

Hoje é dia do pai… Dia que me deixa duplamente infeliz. Por um lado o desgosto de ter tido um pai que só o foi de nome, de resto, nunca foi verdadeiramente meu pai, muito pelo contrário… eu nunca faria o que ele me fez a ninguém, muito menos a um filho. Por outro lado, o desgosto de não ter filhos, algo que evito desejar mas que me massacra a mente todos os dias. O dia já se adivinhava infeliz e desgostoso, não precisava do bónus que tive, ter de rever quem mais me feriu nesta vida, alguém que desejei para fazer feliz, para ser a mãe dos meus filhos e que, tal como o meu pai, me deixou nesta estrada da vida ferido e a sangrar da alma, quase morto e a desejar um abraço gélido e eterno da morte. Está difícil de aguentar este dia, a cada lágrima que cai, um passo para essa intemporal morte que teima em não me abraçar, que teima em não me receber de braços abertos. Tento sobreviver mas cada vez aguento menos estes dias de angústia em que tenho de “fingir” que está tudo bem, custou-me tanto trabalhar com isto na mente hoje… Mas a vida vai continuando castigada por estes castigos contínuos que me fazem sangrar da alma, que reabrem todas as feridas passadas que ainda não cicatrizaram. Resta-me deitar e encostar a cabeça, tentar descansar a mente de todos estes fantasmas e tentar adormecer com estas lágrimas todas a fugir dos olhos já sem brilho pela vida, por estes olhos mortos e inertes que reflectem uma alma tão… tão… sei lá…

 
2 Comentários

Publicado por em 19 de Março de 2012 em amor, desgosto, dor, eu, lágrima, morte, sofrimento

 

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suicídio #3

É uma resposta aos que chamam ao suicídio um fim de cobardes e de fracos, quando são unicamente os fortes que se matam! Sabem lá esses pseudo-fortes o que é preciso de coragem para friamente, simplesmente, dizer um adeus à vida, à vida que é um instinto de todos nós, à vida tão amada e desejada a despeito de tudo, embora esta vida seja apenas um pântano infecto e imundo! 

“Correspondência (1916)”
Florbela Espanca

 
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Publicado por em 27 de Janeiro de 2012 em alma, florbela espanca, morte, sociedade, vida

 

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vida morta

A sign of time
I lost my life, forgot to die

Century – Lover why

 
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Publicado por em 2 de Janeiro de 2012 em alma, morte, tempo, vida

 

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vida #59

Segue o Teu Coração

Lembrar-me que inevitavelmente terei que morrer é a mais importante ferramenta que eu alguma vez encontrei para me ajudar a fazer as grandes escolhas na vida. Porque praticamente tudo – todas as nossas expectativas externas, todo o nosso orgulho, todo o nosso medo do embaraço ou fracasso – todas estas coisas simplesmente caem em face da morte, deixando apenas aquilo que é realmente importante. Lembrares-te que mais cedo ou mais tarde vais morrer é a melhor forma que eu conheço de evitar a armadilha de que temos alguma coisa a perder. Nós já estamos nús. Não existe nenhuma razão para não seguirmos o nosso coração.

Steve Jobs

Crumbling Heart-Hourglass by ~scribble14

 

Bem verdade, se há algo que nos devia fazer perder os medos e realizar tudo o que queremos é mesmo o facto do nosso tempo de vida ser limitado. Nada deveria fazer com que vivêssemos ao máximo como termos noção da nossa própria mortalidade… Mesmo assim não o fazemos…

 
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Publicado por em 24 de Dezembro de 2011 em morte, Steve Jobs, tempo, vida

 

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a iminência da morte

As I walk through the valley of the shadow of death 
I take a look at my life and realize there’s not much left

Coolio – Gangster’s Paradise

Valley Of The Shadow Of Death by *rEyeD33

imagem: http://reyed33.deviantart.com/art/Valley-Of-The-Shadow-Of-Death-180346536

 
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Publicado por em 24 de Dezembro de 2011 em morte, tempo, vida

 

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instantes #1

“Cada momento da vida é um passo para a morte.”

Pierre Corneille

 
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Publicado por em 5 de Dezembro de 2011 em morte, Pierre Corneille, tempo, vida

 

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morte #7

“Somos injustos com a morte, pintando-a como é geral costume; deveríamos representá-la como uma matrona idosa, bem conservada, alta, formosa, augusta e calma, de braços abertos para nos receber. É o emblema do repouso eterno depois da vida desgraçada, irrequieta e tempestuosa.”

Charles-Joseph Ligne

 
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Publicado por em 5 de Dezembro de 2011 em Charles-Joseph Ligne, morte, paz, vida

 

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