RSS

Arquivo da Categoria: mudança

imutabilidade…

“So little time

Try to understand that I’m

Trying to make a move

just to stay in the game

I try to stay awake

and remember my name

But everybody’s changing

And I don’t feel the same”

Keane – Everybody’s Changing

Anúncios
 
Deixe o seu comentário

Publicado por em 1 de Maio de 2012 em mudança, vida

 

Etiquetas: ,

mudança II

O meu ser…

Aonde já houve cosmos, agora há caos…

Aonde já houve paz, agora há guerra…

Aonde já houve certeza, agora há dúvidas…

Aonde já houve resposta, agora há perguntas…

Aonde já houve luz, agora há escuridão…

Aonde já houve companhia, agora há solidão…

Aonde já houve presença, agora há ausência…

Aonde já houve proximidade, agora há distância…

Aonde já houve tudo, agora há nada…

Aonde já houve euforia, agora há depressão

Aonde já houve vontade, agora há apatia

Aonde já houve ânimo, agora há desânimo

Aonde já houve empatia, agora há apatia

Aonde já houve felicidade, agora há infelicidade…

Aonde já houve alegria, agora há tristeza…

Aonde já houve realidade, agora há fantasia…

Aonde já houve doçura, agora há amargura…

Aonde já houve paraíso, agora há inferno…

Aonde já houve vida, agora há morte…

Este é o meu ser…

Aonde já houve alegria, agora há tristeza...

 
Deixe o seu comentário

Publicado por em 3 de Agosto de 2011 em eu, mudança, vida

 

Etiquetas: , ,

mudança

O Efeito do Tempo e a Mutabilidade das Coisas

Deveríamos ter sempre diante dos olhos o efeito do tempo e a mutabilidade das coisas, por conseguinte, em tudo o que acontece no momento presente, imaginar de imediato o contrário, portanto, evocar vivamente a infelicidade na felicidade, a inimizade na amizade, o clima ruim no bom, o ódio no amor, a traição e o arrependimento na confiança e na franqueza e vice-versa. Isso seria uma fonte inesgotável de verdadeira prudência para o mundo, na medida em que permaneceríamos sempre precavidos e não seríamos enganados tão facilmente. Na maioria das vezes, teríamos apenas antecipado a acção do tempo. Talvez para nenhum tipo de conhecimento a experiência seja tão imprescindível quanto na avaliação justa da inconstância e mudança das coisas. Ora, como cada estado, pelo tempo da sua duração, existe necessariamente e, portanto, com pleno direito, cada ano, cada mês, cada dia parecem querer conservar o direito de existir por toda a eternidade. Mas nada conserva esse direito, e só a mudança é permanente. Prudente é quem não é enganado pela estabilidade aparente das coisas e, ainda, antevê a direcção que a mudança tomará. Por outro lado, o que via de regra faz os homens tomarem o estado provisório das coisas ou a direcção do seu curso como permanente é o facto de terem os efeitos diante dos olhos, sem todavia entender as suas causas. Mas são estas que trazem o germe das mudanças futuras, enquanto os efeitos, únicos existentes para os olhos, nada contêm de parecido. Os homens apegam-se aos efeitos e pressupõem que as causas desconhecidas, que foram capazes de produzi-los, também estão na condição de mantê-los. Nesse caso, quando erram, têm a vantagem de fazê-lo sempre em uníssono. Sendo assim, a calamidade que, em decorrência desse erro, acaba por atingi-los, é sempre universal, enquanto a cabeça pensante, caso erre, ainda permanece sozinha. Diga-se de passagem que temos aqui uma confirmação do meu princípio de que o erro nasce sempre de uma conclusão da consequência para o fundamento.

Arthur Schopenhauer, in ‘Aforismos para a Sabedoria de Vida’

Salvador Dali - The Persistence of Memory

Mudança implica a existência de tempo. Talvez nada seja eterno, excepto a mudança. Ainda ontem me disseram que eu estava muito diferente. A verdade é que me sinto diferente, mas sinto a realidade igual, como se estivesse preso numa realidade imutável, aonde só eu mudo. Não há nada melhor do que dor para despoletar uma mudança num ser humano. Tornei-me (ainda mais) calado, mais azedo, mais ausente da realidade, como se estivesse num sonho muito mau à espera de despertar. Olho o mundo que me rodeia e tudo me parece igual, mau, injusto, negro e doloroso e não me encaixo, por mais que mude, a “evolução” parece me afastar ainda mais deste mundo. Eu sei que o mundo muda mas eu não noto, talvez porque me tenha afastado demais ou talvez apenas porque mude muito lentamente. Eu mudei, para pior…

 
Deixe o seu comentário

Publicado por em 29 de Julho de 2011 em eu, mudança, mundo, tempo

 

Etiquetas: , , ,

 
%d bloggers like this: