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Arquivo da Categoria: sofrimento

desejo

Há dias tão tristes,

em que o único desejo

já nem é ser feliz…

mas sim… não ser infeliz…

Pearl Jam – Wishlist

I wish I was a neutron bomb, for once I could go off
I wish I was a sacrifice but somehow still lived on
I wish I was a sentimental ornament you hung on
The Christmas tree, I wish I was the star that went on top
I wish I was the evidence, I wish I was the grounds
For 50 million hands upraised and open toward the sky

I wish I was a sailor with someone who waited for me
I wish I was as fortunate, as fortunate as me
I wish I was a messenger and all the news was good
I wish I was the full moon shining off a Camaro’s hood

I wish I was an alien at home behind the sun
I wish I was the souvenir you kept your house key on
I wish I was the pedal brake that you depended on
I wish I was the verb ‘to trust’ and never let you down

I wish I was a radio song, the one that you turned up
I wish…
I wish…

 
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Publicado por em 20 de Abril de 2012 em sofrimento, vida

 

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de que vale #2

Sinto-me assim outra vez, espero que só hoje…

just an earth bound misfit... i

De que vale…

De que vale…
o meu olhar?
Se vivo na cegueira de não te ver…

De que vale…
o meu coração bater?
Se não bate em sincronia com o teu…

De que vale…
o calor do meu corpo?
Se vive na frieza da tua distância…

De que vale…
o meu reino?
Se vivo na ausência da minha rainha…

De que vale…
o mundo ser um jardim?
Se não te posso oferecer uma rosa…

De que vale…
a minha vida?
Se vivo na morte de não te ter…

De que vale…
a minha alma?
Se não está entrelaçada com a tua…

De que vale…
tudo?
Se tenho o nada…

De que vale…
a felicidade?
Se vivo na tristeza da tua distância…

De que vale…
todo o mundo?
Se vivo na solidão da tua ausência…

De que vale…
o sorriso?
Se me caem lágrimas…

De que vale…
a liberdade?
Se…

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Publicado por em 19 de Abril de 2012 em sofrimento, solidão

 

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solidão #15

Há dias tristes, quero dizer, mais tristes. Pareceu-me tão insuportável a solidão hoje, solidão é não te ter a meu lado mesmo na companhia do resto do mundo. Como o paraíso é ter-te a meu lado, sinto-me no inferno. Não entendo como ainda tenho dias assim se o que eu preciso é estar sozinho para recuperar das mágoas que me deste, das feridas que me abriste, das cicatrizes que ainda não fecharam. Não entendo como parte de mim ainda te deseja, ainda te ama, ainda te quer… Dia em que não consigo ser positivo, não consigo acreditar nas minhas próprias palavras quando me digo que vou ficar bem, mesmo sem ti. Duvido de mim mesmo, luto comigo e não venço nunca. Nunca me venço, nunca te venço. Parece que não ganho, nem perco, tudo parece imutável à passagem do tempo, especialmente esta dor que me vence hoje…

System Of A Down – Lonely Day

Such a lonely day
And it’s mine
The most loneliest day in my life

Such a lonely day
Should be banned
It’s a day that I can’t stand

The most loneliest day in my life
The most loneliest day in my life

Such a lonely day
Shouldn’t exist
It’s a day that I’ll never miss

Such a lonely day
And it’s mine
The most loneliest day in my life

And if you go
I wanna go with you
And if you die
I wanna die with you

Take your hand
And walk away

The most loneliest day in my life
The most loneliest day in my life
The most loneliest day in my life

Such a lonely day
And it’s mine
It’s a day that I’m glad I survived

 
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Publicado por em 19 de Abril de 2012 em amor, luta, sofrimento, vida

 

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lágrimas #11

Ainda tenho muitos destes dias em que tudo é saudade, cada gesto, cada aroma, cada cor me transporta para o que já foi, para o que já acabou. E esta saudade mata-me, este desejo constante de ti, do teu amor, do teu toque, do teu abraço, do teu calor, do teu corpo, do teu aroma, de tudo o que eras para mim transforma-se em sofrimento, em dor e angústia. E tudo dentro de mim cresce, intensifica-se e este sofrimento toma conta de meu ser, transborda em lágrimas que derramam incontroláveis dos meus olhos mortos, sem vida nem brilho. Se, pelo menos, cada lágrima levasse definitivamente cada mágoa, cada dor, cada sofrimento…

 

 
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Publicado por em 6 de Abril de 2012 em amor, lágrima, saudade, sofrimento, tristeza

 

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(in)felicidade #3

Desejava ser possível

juntar toda esta tristeza

pintá-la numa tela

contá-la num conto

cantá-la numa melodia

escrevê-la numa prosa

rimá-la numa poesia

chorá-la numa lágrima

dissolvê-la no mar

e, que ela simplesmente

passasse…

 
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Publicado por em 20 de Março de 2012 em dor, eu, lágrima, sofrimento, tristeza

 

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dia do pai :(

Hoje é dia do pai… Dia que me deixa duplamente infeliz. Por um lado o desgosto de ter tido um pai que só o foi de nome, de resto, nunca foi verdadeiramente meu pai, muito pelo contrário… eu nunca faria o que ele me fez a ninguém, muito menos a um filho. Por outro lado, o desgosto de não ter filhos, algo que evito desejar mas que me massacra a mente todos os dias. O dia já se adivinhava infeliz e desgostoso, não precisava do bónus que tive, ter de rever quem mais me feriu nesta vida, alguém que desejei para fazer feliz, para ser a mãe dos meus filhos e que, tal como o meu pai, me deixou nesta estrada da vida ferido e a sangrar da alma, quase morto e a desejar um abraço gélido e eterno da morte. Está difícil de aguentar este dia, a cada lágrima que cai, um passo para essa intemporal morte que teima em não me abraçar, que teima em não me receber de braços abertos. Tento sobreviver mas cada vez aguento menos estes dias de angústia em que tenho de “fingir” que está tudo bem, custou-me tanto trabalhar com isto na mente hoje… Mas a vida vai continuando castigada por estes castigos contínuos que me fazem sangrar da alma, que reabrem todas as feridas passadas que ainda não cicatrizaram. Resta-me deitar e encostar a cabeça, tentar descansar a mente de todos estes fantasmas e tentar adormecer com estas lágrimas todas a fugir dos olhos já sem brilho pela vida, por estes olhos mortos e inertes que reflectem uma alma tão… tão… sei lá…

 
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Publicado por em 19 de Março de 2012 em amor, desgosto, dor, eu, lágrima, morte, sofrimento

 

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sofrimento #3

Essas Coisas

«Você não está mais na idade
de sofrer por essas coisas.»

Há então a idade de sofrer
e a de não sofrer mais
por essas, essas coisas?

As coisas só deviam acontecer
para fazer sofrer
na idade própria de sofrer?

Ou não se devia sofrer
pelas coisas que causam sofrimento
pois vieram fora de hora, e a hora é calma?

E se não estou mais na idade de sofrer
é porque estou morto, e morto
é a idade de não sentir as coisas, essas coisas?

Carlos Drummond de Andrade, in ‘As Impurezas do Branco’

Em qualquer idade há a possibilidade de felicidade como de sofrimento. Não há uma idade para se ser feliz assim como não há uma idade para se sofrer. Talvez possamos viver os sofrimentos e dores de modo diferente quando formos mais velhos, mas o que nos faz sofrer quando somos novos também nos fará sofrer quando formos idosos. Não há idade para o sofrimento, se a causa existir haverá a dor…

 
 

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