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Arquivo de etiquetas: luta

solidão #15

Há dias tristes, quero dizer, mais tristes. Pareceu-me tão insuportável a solidão hoje, solidão é não te ter a meu lado mesmo na companhia do resto do mundo. Como o paraíso é ter-te a meu lado, sinto-me no inferno. Não entendo como ainda tenho dias assim se o que eu preciso é estar sozinho para recuperar das mágoas que me deste, das feridas que me abriste, das cicatrizes que ainda não fecharam. Não entendo como parte de mim ainda te deseja, ainda te ama, ainda te quer… Dia em que não consigo ser positivo, não consigo acreditar nas minhas próprias palavras quando me digo que vou ficar bem, mesmo sem ti. Duvido de mim mesmo, luto comigo e não venço nunca. Nunca me venço, nunca te venço. Parece que não ganho, nem perco, tudo parece imutável à passagem do tempo, especialmente esta dor que me vence hoje…

System Of A Down – Lonely Day

Such a lonely day
And it’s mine
The most loneliest day in my life

Such a lonely day
Should be banned
It’s a day that I can’t stand

The most loneliest day in my life
The most loneliest day in my life

Such a lonely day
Shouldn’t exist
It’s a day that I’ll never miss

Such a lonely day
And it’s mine
The most loneliest day in my life

And if you go
I wanna go with you
And if you die
I wanna die with you

Take your hand
And walk away

The most loneliest day in my life
The most loneliest day in my life
The most loneliest day in my life

Such a lonely day
And it’s mine
It’s a day that I’m glad I survived

 
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Publicado por em 19 de Abril de 2012 em amor, luta, sofrimento, vida

 

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noites

And I’m talking to myself at night
Because I can’t forget
Back and forth through my mind
Behind a cigarrette.

And the message coming from my eyes
Says leave it alone.

The White Stripes – Seven Nation Army

E é à noite quando vou para casa, sozinho, que vejo o quanto a minha vida está errada. Revejo na minha casa a minha alma, fria, solitária, amarga, silenciosa, oca de sentimentos, vazia de emoções, escura e, com tudo, embora sem nada. Penso e relembro cada momento de silêncio ensurdecedor que podia ter sido preenchido pelo amor do timbre da tua voz, cada momento de frieza solitária que podia ter sido preenchida pelo calor do teu corpo, cada momento amargo que podia ter sido preenchido pela doçura da tua alma, cada momento vazio que podia ter sido preenchido por ti… Penso como tudo poderia ter sido diferente, como tudo deveria ter sido diferente, em como lutei em vão por algo que me destruiu. Penso em me reconstruir para recomeçar a lutar por algo que dê significado de vida à minha própria vida. E sim, são nestas noites solitárias na companhia do meu cigarro que tudo se torna mais difícil mas sei que vencerei, um dia…

 
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Publicado por em 15 de Abril de 2012 em amor, luta, vida

 

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against all odds??

Há momentos em que ainda acredito que vencerei, nem que tenha de lutar contra tudo, contra todos, contra o mundo…

 
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Publicado por em 9 de Fevereiro de 2012 em eu, luta

 

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luta #5

“Não venci todas as vezes que lutei.

Mas perdi todas as vezes que deixei de lutar…”

(??????????)

 
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Publicado por em 6 de Fevereiro de 2012 em luta, vida

 

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razão e paz

Termos razão dá-nos alguma paz de espírito? Dizem-me que sim, que o facto de algo ter acabado e eu ter razão que não me devia doer tanto. A verdade é que dói, dói tanto como se tivesse sido eu a errar. E não, não é o facto de ter razão que me proporciona alguma paz de espírito. De que me vale ter razão se perdi na mesma? De que me vale a razão de sou infeliz? De que me vale a razão se não estou como quero? É-me indiferente ter ou não razão porque estou infeliz na mesma… Quando falo das infinitas derrotas da minha vida, custa-me aceitar muitas delas porque tenho a noção que fiz o correcto e que, talvez até tenha feito mais do que podia ou devia. Se já custa perder, custa mais termos a noção de tudo o que fizemos ter sido infrutífero, mas faria tudo outra vez, mesmo que voltasse a perder. Custa mais perder sem tentar do que tentar a perder. A vida até consegue ser bela, perder tanto escurece-nos a alma e impede-nos de ver a beleza em tudo. Mas continuar é preciso e tentar é inevitável, apesar de tanta derrota alguma vez a vitória será minha… e de alguém…

 
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Publicado por em 13 de Dezembro de 2011 em alma, luta, paz, vida

 

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vida #58

Cada vez tenho pensado mais na vida, tento impedir que o passado influencie negativamente o presente e o futuro. Tenho medo, medo que o futuro seja algo de que eu não goste e nem queira. Sinto o tempo a fugir-me e os objectivos estagnados, já não os persigo. Não tenho, ainda, vontade de alcançar sonhos, objectivos e desejos. Tudo me parece cada vez mais longe, mais inverosímil, mais impossível… Tento, em vão, curar-me… Tento, em vão, sarar todas as dores, todas as mágoas e todos estes desgostos que me atormentam, pois só depois de curado saberei o que quero, como quero e que futuro desejo para mim. Por vezes anseio pelo abraço gélido da morte e, ao mesmo tempo, receio esse dia. Receio chegar às portas da morte e aperceber-me que não vivi, aperceber-me de todos os sonhos que me roubaram, de todos os desejos que me impediram de os concretizar, de todos os objectivos pelos quais lutei e perdi… É difícil aceitar tanta derrota, mesmo sabendo que fiz o que tinha a fazer e, talvez, até mais do que podia. É difícil aceitar o tanto que lutei em detrimento da minha própria sanidade e não ter vencido. Hoje estou mais positivo, mais lúcido, sei que terei um caminho árduo para recuperar a minha mente e sarar a minha alma, sei que, após a cura, terei de recomeçar tudo para tentar atingir esse objectivo comum a todos nós que é o desejo de ser feliz. Estou disposto a conseguir a felicidade após me sentir bem, após me sentir curado. As forças são poucas, mas estou a reuni-las para lutar outra vez pelo direito universal à felicidade…

 
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Publicado por em 12 de Dezembro de 2011 em felicidade, luta, vida

 

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luta IV

“…No there’s no making sense of it
Every way I go I have to lose…”

Brian May – Too Much Love Will Kill You

derrota constante...

 
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Publicado por em 11 de Setembro de 2011 em eu, luta, vida

 

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vida XLI

“…And I’ve been facing this alone for much too long
Oh, I feel like no-one ever told the truth to me
About growing up and what a struggle it would be
In my tangled state of mind
I’ve been looking back to find where I went wrong…

Brian May – Too Much Love Will Kill You

And I've been facing this alone for much too long...


 
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Publicado por em 11 de Setembro de 2011 em alma, dor, eu, luta, sofrimento, solidão, vida

 

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vida XXXVIII

Porque é a vida uma constante batalha para uns enquanto, para outros, tudo parece serem dadívas ou ofertas? Cada vez me custa mais aceitar a injustiça deste mundo. Se deus existe, o que não acredito, é um ser injusto por natureza. Estou farto de me sentir derrotado, estou farto de batalhar, de lutar e de perder constantemente e injustamente. Estou cansado de perder, vendo outros a vencer sem esforço e, mesmo sem mérito, sem o merecerem. Estou cansado de testemunhar a vida oferecida a pessoas que não aproveitam as dádivas enquanto outros lutam e morrem sem nunca terem essas oportunidades. A vida assim cansa e, por vezes, a vontade de desistir apodera-se do meu ser. Nestes momentos tudo parece uma batalha por vencer, uma causa perdida, uma rebeldia sem causa. De tanta batalha perdida, como saber se já perdi a guerra? Perco a guerra quando desistir? Perco a guerra quando morrer? E quando vivemos uma vida morta e sem sentido, já perdemos a guerra? Duma coisa tenho certeza, sozinho não vencerei esta guerra, a guerra para ser feliz nesta existência que apenas se assemelha a uma vida… Serei salvo pelo teu amor? Não gosto de desistir mas como lutar quando cada batalha parece perdida à partida? O que fazer? Como o fazer? Primeiro preciso de recuperar energia, para recomeçar a tentar, a lutar e, quem sabe, um dia vencer uma batalha…

descanso do guerreiro

 
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Publicado por em 9 de Setembro de 2011 em alma, amor, luta, vida

 

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o impossível

Houve um comentário que me fez aprofundar o conceito de impossibilidade. Durante muito tempo acreditei que o impossível era apenas o que violasse as leis da física porque somos regidos na macro escala da realidade da nossa existência. As leis da física explicam todas essas impossibilidades como, por exemplo, voarmos, viajarmos no tempo (pelo menos para o passado da nossa realidade), saltarmos até à lua, sei lá, tanta coisa que é impossível e há a explicação cientifica para esses factos. Agora junto a estas “impossibilidades físicas” as “impossibilidades sociais”. Impossibilidades, que embora tenham probabilidades infinitamente mínimas de aconteceram, não nos é possível porque não dependem apenas de nós, mas também de outros factores sociais, de outros seres sociais. Isto não impede a tentativa, o tentar realizar o sonho ou o desejo, mesmo que seja praticamente impossível. Creio que os sonhadores tentam mais realizar os sonhos, acreditam menos na qualidade do impossível, talvez os sonhadores sofram mais por isso, por tentarem, por lutarem por um sonho… Como escreveu a visitante Sél, querer não é poder e a teoria não é a prática. As pessoas mudam, tal como as suas opiniões vão mudando com a sua experiência de vida, alterando o modo como olham o mundo. Nisto eu também mudei, cresci, cada vez menos vejo o mundo com os olhos de um sonhador para ver com os olhos de um conformado, algo que nunca gostei, de conformismo perante a vida. Aceitar a impossibilidade de algo é o primeiro passo para acreditar que um sonho é isso mesmo, um sonho… Tem as suas vantagens e as suas desvantagens… Lutar por algo que desejamos é acreditar na possibilidade de realização do sonho. Gostava de poder dizer aos outros que se querem algo que lutem mas, já não consigo. Já não sou capaz nem eu de lutar quanto mais dizer aos outros que lutem. Enfim, tudo se resume a se algo vale a pena a nossa luta. O muito que lutei, por mais desgastante que tenha sido, lutei pelo que queria, pelo que desejava, pelo que, ainda hoje, acredito ser a minha alma gémea. Apesar de tudo o que mudei, eu sei que lutaria outra vez… Para terminar, acrescento que somos nós que delineamos a linha do impossível, cabe a nós fazer a nossa parte para a possibilidade do impossível, nada acontece apenas porque o desejámos…

 
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Publicado por em 3 de Setembro de 2011 em luta, sonho, vida

 

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luta III

“Trying is the first step towards failure”

Homer SimpsonThe Simpsons

Nada é impossível?

 
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Publicado por em 18 de Julho de 2011 em luta, simpsons

 

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luta II

Guerra Civil

É contra mim que luto
Não tenho outro inimigo.
O que penso
O que sinto
O que digo
E o que faço
É que pede castigo
E desespera a lança no meu braço

Absurda aliança
De criança
E de adulto.
O que sou é um insulto
Ao que não sou
E combato esse vulto
Que à traição me invadiu e me ocupou

Infeliz com loucura e sem loucura,
Peço à vida outra vida, outra aventura,
Outro incerto destino.
Não me dou por vencido
Nem convencido
E agrido em mim o homem e o menino.

Miguel Torga

A minha guerra, ainda é comigo mesmo...

 
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Publicado por em 17 de Julho de 2011 em eu, luta, miguel torga, poesia

 

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luta

Ontem vi um filme, que me deixou mais triste. O filme era o “Eyes wide shut”, há uma situação no filme muito semelhante a algo que se passou no meu passado, algo que deveria ter mudado a minha vida, mas não mudou. Fiquei a repensar no filme e no meu passado, fiquei triste. Fui tomar um café e estava caladinho, cabisbaixo quando alguém me disse que devia lutar pelo que queria, que eu sabia o que devia fazer, lutar. Eu lutei durante dois anos, lutei e perdi constantemente, lutei até ultrapassar o limite da minha capacidade psicológica. Mesmo assim continuei a lutar, nunca desisti, até lutei contra aquilo porque lutava, o que é um paradoxo mas é a realidade. Fiquei algo chateado quando alguém que não faz ideia do que passei me disse que devia lutar, se pelo menos soubesse o que já lutei. Agora não luto por ninguém, tenho lutado por mim, pela minha sanidade, por voltar a ser eu, para acabar com todos estes fantasmas que me atormentam constantemente. Ainda não há muita força no meu ser, pois a perdi quase toda na luta que travei, mas vou vivendo, dia após dia. Claro que há dias em que fico pior, é normal, algo acontece que faz reviver muitos sentimentos e deixo-me cair na profundeza da minha alma escura, afundo nas minhas lágrimas mas não me afogo, ponho a cabeça de fora e vou nadando devagarinho para fora dali, à velocidade do que as minhas forças me permitem. Apesar de tudo não me arrependo do que lutei, está na natureza do meu ser, quando quero algo luto por isso. É melhor ter lutado e ter perdido do que nunca ter lutado…Eu entendo que os meus amigos não gostem de me ver assim, mas por vezes falam sem saber. Há coisas que eu detesto ouvir e muita gente o diz, prefiro que digam que devo lutar por mim e não por alguém. Enfim, por isso é que tenho andado na companhia da minha solidão, por isso é que ando muito mais calado, por isso é que prefiro não interagir com ninguém…

Eyes Wide Shut (1999)

 
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Publicado por em 3 de Julho de 2011 em eu, filmes, luta, tristeza

 

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