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Arquivo de etiquetas: mar

casa #2

Tenho a certeza que iria adorar viver nesta casinha, ao lado do mar…

Tudo é incrivelmente belo e calmo em seu redor…

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Fica em A Ver-o-Mar e pertenceu à escritora Luísa Dacosta.

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Publicado por em 1 de Junho de 2012 em eu, mar, vida

 

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mar #5

Adoro o mar, o som calmante das ondas que vão e voltam, o aroma salgado da água, o horizonte ao fundo que nos convida a voar, a imensidão daquilo que fica por ver, deixando-nos a imaginar o que não vemos… Hoje tive saudades desse mar que, junto com a lua, foram testemunhos de muitos momentos inesquecíveis. A qualidade não está muito boa mas espero que gostem…

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Para acompanhar, a minha música favorita dos Within Temptation, Somewhere, numa versão ao vivo com Sharon den Adel e Anneke van Giersbergen.

 
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Publicado por em 31 de Maio de 2012 em fotografia, mar, música, por do sol, within temptation

 

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lágrimas #8

Hoje à noite fui dar um passeio, um longo passeio a pé. A esperança de que algo mudasse na minha vida ou em mim era muita, mas que idiota me senti, como se por magia, no fim do passeio, o mundo mudasse ou, em contrapartida eu ficasse diferente, melhor… As ruas estavam estranhamente desertas, vazias como a minha alma. Ao longe a lua ilumina os meus passos mas não me guia rumo à mudança, rumo à felicidade. Oiço o mar ao longe, aproximo-me mais dele na vã esperança de nele encontrar uma solução para toda este sofrimento. Chego lá e só oiço lamentações deste mar em que tanto confio os meus mais íntimos segredos e sentimentos. De repente desejo que a chuva caia, para disfarçar estas lágrimas que me começam a cair. Sabes, meu amigo mar, muita da água que formam as tuas onda são lágrimas minhas, lágrimas que chorei a teu lado, lágrimas carregadas de dor, de sofrimento, de solidão e de carência. Mas sinto que nem tu me vales, com tantas histórias de dor que já ouviste, és incapaz de me aliviar e de me confortar deste desgosto que me corrói e que arde cá dentro, que me mata mais um bocado a cada momento que passa. Olho para a lua e sinto que até ela me abandonou, mas perdoo-te minha amiga lua, todos acabam por me abandonar. Este ciclo de abandono começou muito cedo na minha vida, com o meu pai, por vezes penso que se até o meu pai me abandonou porque alguém há-de querer-me. Talvez o mal esteja em mim e não nos outros, talvez a causa do meu sofrimento seja eu mesmo e não os outros. Não sei, sinto que já não consigo raciocinar, os meus pensamentos estão cada vez mais vagos, diluídos nas lágrimas que teimam em escorrer-me pela face. Deito-me na areia, oiço o mar e vejo a lua e penso em ti. Tento entender mas já tenho dificuldade em me entender a mim próprio. Como preciso de ti, como preciso do teu amor, como preciso do teu carinho, como preciso de estar apenas ali, deitado no colo quente e reconfortante dum abraço dos teus braços. Por momentos imagino-te ali a meu lado, mas cedo percebo que não passa duma miragem do meu desejo. Então diluis-te com as minhas lágrimas e desapareces da minha realidade. Levanto-me com os olhos vermelhos e a cara molhada de lágrimas e parto então em rumo à mesma realidade de sempre, à minha tristeza, ao ódio pela minha vida, à vontade de não viver mais um dia neste inferno, desejando que o amanhã não chegue para mim, que chegue apenas à eternidade vazia, fria e escura da morte. Morte que espero que seja a minha paz…

 
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Publicado por em 15 de Outubro de 2011 em alma, dor, eu, lágrima, lua, mar, morte, vida

 

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mar IV

Solidão

Estás todo em ti, mar, e, todavia, 
como sem ti estás, que solitário, 
que distante, sempre, de ti mesmo! 

Aberto em mil feridas, cada instante, 
qual minha fronte, 
tuas ondas, como os meus pensamentos, 
vão e vêm, vão e vêm, 
beijando-se, afastando-se, 
num eterno conhecer-se, 
mar, e desconhecer-se. 

És tu e não o sabes, 
pulsa-te o coração e não o sente… 
Que plenitude de solidão, mar solitário! 

Juan Ramón Jiménez, in “Diario de Un Poeta Reciencasado” 
Tradução de José Bento

O mar pode aproximar, se por ele viajarmos rumo ao destino

O mar pode distanciar, se por ele não vamos para fugir

O mar, distância e aproximação

O mar, longe e perto

O mar, lágrimas e sorrisos

O mar, morte e vida

O mar, é o que quisermos que ele seja…

 
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Publicado por em 23 de Julho de 2011 em amor, Juan Ramón Jiménez, mar, poesia, solidão

 

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mar III

Hoje fui ouvir o mar, acalma-me. Tentar perceber nas ondas um conselho, das muitas mágoas que o mar já ouviu deve saber consolar a minha alma. Tento deixar lá algumas dores, mas o que ficam são apenas lágrimas na imensidão daquelas águas. Lágrimas que se juntam à infinidade de lágrimas e dores que o mar já sentiu. Acalmas-me mas não me curas, não me limpas as feridas infeccionadas com dor e sofrimento, não cicatrizas os cortes. Fazes-me companhia mas não preenches o vazio da solidão que sinto. Apaziguas-me mas não apagas o fogo da guerra que me tortura. As tuas ondas não levam toda esta dor, trazem mais melancolia à minha alma. Recordas-me o amor mas não trazes a sereia dos meus sonhos. Mesmo assim, adoro a tua companhia mar, adoro o som das tuas ondas, adoro a calma temporária que me transmites, adoro…

praia de aver-o-mar

 
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Publicado por em 15 de Julho de 2011 em alma, angústia, dor, mar, sofrimento, solidão

 

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Ofir

Hoje estou cansado, fui passear para Apúlia e Ofir, foi uma caminhada de mais de 6 Km. Mas estava a precisar, ontem a minha vontade de morrer era enorme e precisava de me abstrair um pouco da minha triste realidade. Voltando ao passeio, fui de carro até Apúlia e fui a pé pela praia até Ofir. Adoro esta zona, é um misto de praia e campo, sem esquecer o rio Cávado que por ali passa. Acalmou-me muito, pelo menos aquela vontade de não existir passou um bocado. Já estou a planear um passeio e um picnic com a família para aqueles lados. Vai ser interessante, espero que me faça bem à mente. Não quero esquecer de mencionar o almoço, adorei. Foi numa esplanada recatada no meio de um pinhal, estava mesmo bem ali. Pena que já eram horas de voltar, para a fisioterapia, que não foi nada agradável após a caminhada de hoje… Fiquem bem.

foto aérea Ofir

 
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Publicado por em 30 de Junho de 2011 em eu, mar, natureza, ofir

 

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o mar e a solidão

Solidão

Estás todo em ti, mar, e, todavia,
como sem ti estás, que solitário,
que distante, sempre, de ti mesmo!

Aberto em mil feridas, cada instante,
qual minha fronte,
tuas ondas, como os meus pensamentos,
vão e vêm, vão e vêm,
beijando-se, afastando-se,
num eterno conhecer-se,
mar, e desconhecer-se.

És tu e não o sabes,
pulsa-te o coração e não o sente…
Que plenitude de solidão, mar solitário! Estás todo em ti, mar, e, todavia,
como sem ti estás, que solitário,
que distante, sempre, de ti mesmo!

Aberto em mil feridas, cada instante,
qual minha fronte,
tuas ondas, como os meus pensamentos,
vão e vêm, vão e vêm,
beijando-se, afastando-se,
num eterno conhecer-se,
mar, e desconhecer-se.

És tu e não o sabes,
pulsa-te o coração e não o sente…
Que plenitude de solidão, mar solitário! 

Juan Ramón Jiménez, in “Diario de Un Poeta Reciencasado” 
Tradução de José Bento



 
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Publicado por em 11 de Maio de 2011 em mar, poesia, solidão

 

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