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Arquivo de etiquetas: paradoxo

amor e ódio

“Como é duro odiar os que se gostaria de amar.”

Voltaire, pseud. de François-Marie Arouet

 
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Publicado por em 5 de Dezembro de 2011 em amor, paradoxo, Voltaire

 

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o paradoxo de amar…

O Amor é…

O amor é o início. O amor é o meio. O amor é o fim. O amor faz-te pensar, faz-te sofrer, faz-te agarrar o tempo, faz-te esquecer o tempo. O amor obriga-te a escolher, a separar, a rejeitar. O amor castiga-te. O amor compensa-te. O amor é um prémio e um castigo. O amor fere-te, o amor salva-te, o amor é um farol e um naufrágio. O amor é alegria. O amor é tristeza. É ciúme, orgasmo, êxtase. O nós, o outro, a ciência da vida. 
O amor é um pássaro. Uma armadilha. Uma fraqueza e uma força. O amor é uma inquietação, uma esperança, uma certeza, uma dúvida. O amor dá-te asas, o amor derruba-te, o amor assusta-te, o amor promete-te, o amor vinga-te, o amor faz-te feliz. O amor é um caos, o amor é uma ordem. O amor é um mágico. E um palhaço. E uma criança. O amor é um prisioneiro. E um guarda. Uma sentença. O amor é um guerrilheiro. O amor comanda-te. O amor ordena-te. O amor rouba-te. O amor mata-te. O amor lembra-te. O amor esquece-te. O amor respira-te. O amor sufoca-te. O amor é um sucesso. E um fracasso. Uma obsessão. Uma doença. O rasto de um cometa. Um buraco negro. Uma estrela. Um dia azul. Um dia de paz. O amor é um pobre. Um pedinte. O amor é um rico. Um hipócrita, um santo. Um herói e um débil. O amor é um nome. É um corpo. Uma luz. Uma cruz. Uma dor. Uma cor. É a pele de um sorriso. 

Joaquim Pessoa, in ‘Ano Comum’ 

life_vs_death_by_trehee

Como já escrevi antes, o amor pode ser vida e pode ser morte…

 
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Publicado por em 8 de Novembro de 2011 em amor, Joaquim Pessoa, paradoxo

 

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amor LI

Só há uma condição tão forte
Tão profunda que se contraria
Tão paradoxal que os extremos
São contraditoriamente possíveis
Essa condição é o amor incondicional
Apenas o amor é capaz de, sendo amor
Nos proporcionar tão intensamente
A vida ou a morte
O paraíso ou o inferno
O sonho ou o pesadelo
A salvação ou a condenação
A realização ou a frustração
A construção ou a destruição
A felicidade ou a infelicidade
O prazer ou a dor
A euforia ou a depressão
O tudo ou o nada
A ilusão ou a desilusão
O gosto ou o desgosto
O anjo ou o demónio
A paz ou a guerra
Só o amor é assim, incondicionalmente
Condicional à condição de ser amor…
Só o amor consegue devolver a vida
Assim como pode condenar à morte
Mas, contrariamente, ao que se conclui
Amor pode ser morte, mas…
Vida sem amor já é morte

 
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Publicado por em 13 de Setembro de 2011 em amor, paradoxo

 

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vida XXIII

É estranho eu ter noção que não deveria sentir o que sinto e, mesmo assim, ser inundado por estas emoções constantemente. Como, tendo eu noção que não as deveria sentir, as sinto? Como, se luto incessantemente contra estas emoções? É nisto que baseio a minha loucura, nestas emoções injustificadas. Injustificadas porque sempre achei que se aceitasse tudo, teria  paz e deixaria de sentir todo este turbilhão de emoções e sentimentos, por vezes contraditórios entre si. A verdade é que não, continuo a senti-las vivamente na minha alma. Pensei que as feridas de tornassem cicatrizes, mas ainda sangram, sem eu vislumbrar uma cura. Os fantasmas estão tão presentes e vivos como se tudo acontecesse ontem. Odeio-me por não derrotar estes fantasmas, por não neutralizar estes sentimentos, por não conseguir viver, por não ter um brilho de esperança nos olhos que, por vezes, ainda derramam lágrimas de angústia. Odeio-me por ser incapaz de imaginar um futuro diferente daquele que sonhei (contigo). Odeio-me por não ter força, por estar fraco, por tudo, pela minha vida que não é um sonho mas um pesadelo, que não é um paraíso mas um inferno psicológico constante e sem fim. Por mais que tente, não me liberto, permaneço, apenas estou, aonde não quero e como não quero…

 
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Publicado por em 9 de Julho de 2011 em alma, amor, loucura, vida

 

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paradoxo III

liberdade?

 
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Publicado por em 12 de Abril de 2011 em paradoxo

 

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paradoxo II

 
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Publicado por em 9 de Março de 2011 em paradoxo

 

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Felicidade

Cada vez mais acho que não me conheço, tenho tido algumas epifanias sobre eu mesmo ultimamente, Já me começo a conhecer melhor, bem melhor. Algumas auto-descobertas foram na psicoterapia que tenho nas conversas com a minha psicóloga. Hoje não, hoje tive uma epifania enquanto via um episódio do Dr. House… Revi-me neste episódio e percebi algumas coisas sobre mim. Eu não mostro a quase ninguém como sou realmente, mostro-me sempre uma coisa má e a maior parte das pessoas afasta-se, isso eu já sabia. O que eu percebi foi que dou demasiado valor quando falho e esqueço ou não dou importância nenhuma às coisas boas que tenho ou que consigo, apenas me foco e me massacro com as coisas más que me acontecem. Numa tentativa de fuga ou de evitar mais coisas más apenas afasto-me e afasto as pessoas. A verdade é que tenho muita coisa boa em mim que não dou e, se não dou, também não recebo o que provoca um desequilibro emocional em mim, uma carência. É um paradoxo estarmos carentes e afastar-mos os outros, é um paradoxo sentir na pele solidão e afastar-me de todos refugiando-me num mundo meu em que ninguém me magoa nem magoo ninguém. É-me difícil lidar com mais perdas, com mais sonhos desfeitos e desilusões mas tenho de o fazer, um dia hei-de conseguir ser feliz… Sonho… Espero…

 
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Publicado por em 2 de Março de 2011 em depressão, eu, felicidade, paradoxo, solidão, sonho, vida

 

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