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Arquivo de etiquetas: resposta

indecisões…

Vai alma, vai, percorre dolorosamente essa via sacra que é a tua vida. Percorre cada palmo, cada centímetro penoso desse caminho errante na mais solitária das solidões. Bem tentas encontrar outra sombra que faça companhia à tua mas não, não encontras nenhuma sombra que queira a companhia da tua. Tudo te dói, tudo te fere, tudo te magoa nesse longo percurso. Cada vez que tentas levantar-te algo ou alguém te desfaz, te desfragmenta mais ainda essa alma. Para ti minha alma, que tanto sofres, que tanto mereces, embora nem sempre o aches, para ti, desejo que te levantes, que faças esse percurso de uma só vez pois, no fim, lá estará à tua espera esse arco-íris da felicidade. Deixarás de ver todo esse cinzento e preto com que pintas e te pintam a vida para veres todas essas cores desse arco-íris que te parece tão utópico, tão irreal, tão longínquo… Mas quero que saibas que existe, que está ao teu alcance, que és capaz de lá chegar. Desejo-te que lá chegues pois alma, tu és eu e eu sou tu. Eu sou o corpo e mente a quem dás vida, mas tens de estar bem minha alma, para que eu também o esteja. Entendo que este caminho tenha de ser solitário pois as respostas às tuas dúvidas, questões e indecisões estão dentro de ti, estão em ti, estão na tua essência, minha alma. Só tens de as revelar a ti, a mim. Tens de descobrir que queres realizar para, assim, caminharmos rumo a esse utópico arco-íris…

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Publicado por em 16 de Dezembro de 2011 em dúvida, questão, resposta, solidão, vida

 

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tempo IX

Eu já afirmei antes que a morte era a resposta, a solução para todos os problemas com que nos deparássemos. Realmente é, disso não tenho dúvidas, é a derradeira resposta. Após algumas “discussões” sobre o tema dizem-me que o tempo é a solução para tudo, e não morte. O tempo passa e tudo se resolve, dizem-me. O tempo pode fazer com que nos esqueçamos, com que a dor que nos atormenta se atenue ou mesmo desapareça. O tempo pode alterar os nossos desejos, fazendo com que o desejo da causa do problema se altere para outro desejo. Mas, não esquecendo, não ficando indiferente ao desejo da causa da nossa dor, vai atenuando, é verdade, mas não desaparece. Em última análise, o tempo não é a morte? O tempo, a cada instante que passa, estamos um instante mais perto da morte. Se dermos tempo a algo que nunca vai passar, não estamos apenas a prolongar o sofrimento? Não estamos a escolher apenas uma prisão perpétua em detrimento da pena capital? Não estamos apenas a escolher uma morte lenta e penosa em vez de uma morte rápida e sem dor? Afinal, em alguns casos, darmos tempo para que algo “cure” é apenas darmos tempo para a morte após doença prolongada da alma, é um deambular do corpo presente no mundo mas sem alma, é um corpo sem alma. É uma vida morta sem saber se vamos ou não renascer. Adorava não pensar assim, mas não consigo, ainda.

é triste quando é o tempo que nos conduz a vida... quando apenas nos deixamos arrastar através do tempo, sem a alegria que devíamos sentir apenas por estarmos vivos...

 
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Publicado por em 7 de Setembro de 2011 em eu, morte, resposta, tempo, vida

 

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meaning of life?

lol...

 
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Publicado por em 1 de Julho de 2011 em lol, questão, resposta, vida

 

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A lâmina de occam

A lâmina de occam é um princípio que aponta para a simplicidade da resposta a uma questão. A solução mais simples a qualquer questão é, normalmente, a mais correcta…

“As entidades não devem ser multiplicadas além do necessário”

(Non sum multiplicanda entia praeter necessitatem)

William of Ockham

Nem tudo na vida tem uma explicação ou uma solução simples, bem tento aplicá-lo a situações reais da vida, mas não consigo. Na verdade, até encontro soluções simples mas não consigo segui-las porque são contra natura à minha essência, ao meu ser. Vão contra os meus princípios e, embora saiba que seria atitude a seguir, provocam-me conflitos internos, lutas comigo mesmo. Uma coisa é a simplicidade de uma resposta, de uma solução, outra coisa é sermos pró ou contra essa solução. Infelizmente adicionamos muitas derivações, muitas hipóteses colaterais à equação dos problemas da vida. Na verdade, somos nós que complicamos a vida, que a fazemos muito mais difícil do que ela realmente é… A complexidade é inerente aos indivíduos, não à vida, simplifiquem… ou sim ou não, independentemente do resto dos factores…

 
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Publicado por em 23 de Junho de 2011 em lâmina de occam, questão, resposta

 

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futuro…

Que caminho percorrer?

Se eu não sei o que fazer…

Se não sei que futuro quero…

Qual caminho escolho?

 
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Publicado por em 22 de Junho de 2011 em questão, resposta, tempo, vida

 

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morte

Por vezes parece a única solução de ter paz interior…

por momentos parece a única resposta, a única saída...

 

Mas sei que não é… sei que não é a única saída… sei que não é a resposta…

 
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Publicado por em 4 de Junho de 2011 em morte, resposta, suicídio

 

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amor IV

 

Errante

 

Meu coração da cor dos rubros vinhos
Rasga a mortalha do meu peito brando
E vai fugindo, e tonto vai andando
A perder-se nas brumas dos caminhos.

Meu coração o místico profeta,
O paladino audaz da desventura,
Que sonha ser um santo e um poeta,
Vai procurar o Paço da Ventura…

Meu coração não chega lá decerto…
Não conhece o caminho nem o trilho,
Nem há memória desse sítio incerto…

Eu tecerei uns sonhos irreais…
Como essa mãe que viu partir o filho,
Como esse filho que não voltou mais!

Florbela Espanca, in “A Mensageira das Violetas”

 

 

A pergunta à qual preciso saber a resposta nem é que caminho deixo a minha alma errante percorrer, mas sim que caminho quer a minha alma errante percorrer? Espero saber em breve… muito em breve…

 


 
2 Comentários

Publicado por em 17 de Março de 2011 em alma, amor, dúvida, eu, florbela espanca, questão, resposta

 

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