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Arquivo de etiquetas: seneca

medo #5

“As coisas que nos assustam são em maior número do que as que efectivamente fazem mal, e afligimo-nos mais pelas aparências do que pelos factos reais.”

Lucius Annaeus Seneca

 
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Publicado por em 12 de Julho de 2012 em medo, seneca

 

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fuga #2

“Foges em companhia de ti próprio:

é de alma que precisas de mudar, não de clima.”

Seneca

Como entendo, tentei mudar o mundo e falhei, tentei mudar o meu mundo e falhei, tentei fugir do mundo e isolei-me mas tudo me perseguia, todo o sofrimento me acompanhou, tentei fugir de mim mas não é possível, só me resta… mudar a minha alma, o meu ser, a minha essência.

 
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Publicado por em 20 de Fevereiro de 2012 em eu, fuga, seneca

 

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destino #6

“Quando se navega sem destino, nenhum vento é favorável.”

Seneca

 
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Publicado por em 20 de Outubro de 2011 em destino, seneca, vida

 

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dor #9

“Aquilo que foi doloroso suportar torna-se agradável depois de suportado; é natural sentir prazer no final do próprio sofrimento.”

Seneca

 
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Publicado por em 20 de Outubro de 2011 em dor, seneca, vida

 

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o valor do tempo

O Valor do Tempo

Fico sempre surpreendido quando vejo algumas pessoas a exigir o tempo dos outros e a conseguir uma resposta tão servil. Ambos os lados têm em vista a razão pela qual o tempo é solicitado e nenhum encara o tempo em si – como se nada estivesse a ser pedido e nada a ser dado. Estão a esbanjar o mais precioso bem da vida, sendo enganados por ser uma coisa intangível, não aberta à inspecção, e, portanto, considerada muito barata – de facto, quase sem qualquer valor. As pessoas ficam encantadas por aceitar pensões e favores, pelos quais empenham o seu labor, apoio ou serviços. Mas ninguém percebe o valor do tempo; os homens usam-no descontraidamente como se nada custasse.

Mas se a morte ameaça estas mesmas pessoas, vê-las-ás a recorrer aos seus médicos; se estiverem com medo do castigo capital, vê-las-ás preparadas para gastarem tudo o que têm para se manterem vivas. Tão inconsistentes são nos seus sentimentos! Mas se cada um de nós pudesse ter um vislumbre dos seus anos futuros, como podemos fazer em relação aos anos passados, como ficariam alarmados os que só podem ver com alguns anos de antecedência e como seriam cuidadosos a utilizá-los! E, no entanto, é fácil organizar uma quantidade, por pequena que seja, daquilo que nos está garantido; temos de ser mais cautelosos a preservar o que cessará num ponto desconhecido. 

Mas não deves pensar que tais pessoas não sabem como é precioso o tempo. Dizem com regularidade àqueles de quem são particularmente chegados que estão dispostos a dar-lhe alguns dos seus anos. E dão-lhos sem estarem conscientes dele; mas a dádiva é tal que eles próprios perdem sem acrescentar nada aos outros. Mas o que de facto não sabem é que estão a perder; assim, podem suportar a perda do que não sabem que se foi. 

Séneca, in ‘Da Brevidade da Vida’

o tempo é a vida, cada instante que passa é um instante a menos que vamos viver, mesmo assim, não consigo aproveitar todos os instantes que vão passando.

 
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Publicado por em 15 de Setembro de 2011 em seneca, tempo, vida

 

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ansiedade II

Só Sente Ansiedade pelo Futuro aquele cujo Presente é Vazio

O principal defeito da vida é ela estar sempre por completar, haver sempre algo a prolongar. Quem, todavia, quotidianamente der à própria vida “os últimos retoques” nunca se queixará de falta de tempo; em contrapartida, é da falta de tempo que provém o temor e o desejo do futuro, o que só serve para corroer a alma. Não há mais miserável situação do que vir a esta vida sem se saber qual o rumo a seguir nela; o espírito inquieto debate-se com o inelutável receio de saber quanto e como ainda nos resta para viver. Qual o modo de escapar a uma tal ansiedade? Há um apenas: que a nossa vida não se projecte para o futuro, mas se concentre em si mesma. Só sente ansiedade pelo futuro aquele cujo presente é vazio. Quando eu tiver pago tudo quanto devo a mim mesmo, quando o meu espírito, em perfeito equilíbrio, souber que me é indiferente viver um dia ou viver um século, então poderei olhar sobranceiramente todos os dias, todos os acontecimentos que me sobrevierem e pensar sorridentemente na longa passagem do tempo! Que espécie de perturbação nos poderá causar a variedade e instabilidade da vida humana se nós estivermos firmes perante a instabilidade? Apressa-te a viver, caro Lucílio, imagina que cada dia é uma vida completa. Quem formou assim o seu carácter, quem quotidianamente viveu uma vida completa, pode gozar de segurança; para quem vive de esperanças, pelo contrário, mesmo o dia seguinte lhe escapa, e depois vem a avidez de viver e o medo de morrer, medo desgraçado, e que mais não faz do que desgraçar tudo.

Séneca, in ‘Cartas a Lucílio’

Como eu entendo… “Só sente ansiedade pelo futuro aquele cujo presente é vazio. “

 
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Publicado por em 12 de Setembro de 2011 em ansiedade, futuro, seneca, tempo, vida

 

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silêncio III

“Os desgostos da vida ensinam a arte do silêncio.”

Seneca

Talvez porque nada altera o desgosto perante o mundo, por mais que falemos, gritemos ou berremos tudo permanece imutável à nossa passagem, nada altera o desgosto ou a causa desse desgosto. Então, um dia, desistimos de sequer tentar e o silêncio torna-se numa arte, na arte de passar o tempo sem falarmos, sem gritarmos. Os gritos ficam mudos, a alma grita por uma ajuda, por socorro mas o cérebro não permite que estes pedidos cheguem à boca e não o dizemos e, em silêncio, morremos a cada instante que passa, em silêncio somos corroídos por um desgosto ácido e azedo que, embora não transpareça, está lá bem dentro de nós, bem fundo na alma, atingindo toda a profundidade do nosso ser…

 
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Publicado por em 16 de Agosto de 2011 em desgosto, seneca, silêncio, vida

 

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amor XXXVIII

“O amor não se define; sente-se.”

Seneca
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Publicado por em 12 de Agosto de 2011 em amor, seneca

 

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esperança

Sem Medo nem Esperança

Li no nosso Hecatão que pôr termo aos desejos é proveitoso como remédio aos nossos temores. Diz ele: «deixarás de ter medo quando deixares de ter esperança». Perguntarás tu como é possível conciliar duas coisas tão diversas. Mas é assim mesmo, amigo Lucílio: embora pareçam dissociadas, elas estão interligadas. Assim como uma mesma cadeia acorrenta o guarda e o prisioneiro, assim aquelas, embora parecendo dissemelhantes, caminham lado a lado: à esperança segue-se sempre o medo. Nem é de admirar que assim seja: ambos caracterizam um espírito hesitante, preocupado na expectativa do futuro. A causa principal de ambos é que não nos ligamos ao momento presente antes dirigimos o nosso pensamento para um momento distante e assim é que a capacidade de prever, o melhor bem da condição humana, se vem a transformar num mal. As feras fogem aos perigos que vêem mas assim que fugiram recobram a segurança. Nós tanto nos torturamos com o futuro como com o passado. Muitos dos nossos bens acabam por ser nocivos: a memória reactualiza a tortura do medo, a previsão antecipa-a; apenas com o presente ninguém pode ser infeliz!

Séneca, in ‘Cartas a Lucílio’

A esperança é acreditar que algo irá acontecer, apesar das probabilidades, sejam elas quais forem. A esperança implica tempo, durante o qual temos de ser perseverantes, ou teimosos, como lhes queiram chamar. Quando temos esperança, nada é impossível, acreditámos simplesmente que vai acontecer. A resposta a que estou a tentar chegar é se esperança é algo de bom ou mau para nós. Termos esperança em algo que nunca venha a acontecer, apesar de toda a luta que travámos, pode ter efeitos devastadores no nosso ser mas, por outro lado, se acontecer é algo maravilhoso e recompensador, faz-nos sentir tão bem. Para as pessoas que tem por tendência ter esperança e lutar por algo, só o facto de desistirem já é uma derrota, algo que não suportam. Aqueles que simplesmente não lutam, não se pode dizer que desistiram porque ou querem ali, naquele tempo e naquele espaço, ou já não querem, não é uma desistência, é uma transição. Quem tem mais hipótese de sofrer? Obviamente aquele que tem esperança mas, por outro lado, se atingirem o objectivo são bem mais felizes, tem uma sensação de realização bem maior do que os outros, os que não esperança. Penso que tudo se resume a uma questão: o quanto eu quero algo e, se estou disposto a lutar, a acreditar a esperar por esse algo, o quanto quero esse algo incluído no meu futuro. O sofrimento inerente à esperança é o medo do futuro, de não acontecer, de não ser conforme os nossos desejos. Apesar de tudo, não me arrependo de ser assim, de ter esperança, por mais doloroso que possa vir a ser e, muito menos, nunca me arrependi de ter lutado por um objectivo, independentemente de o ter atingido ou não. nunca é tempo perdido, conforme a opinião dos que não lutam. O meu objectivo é, meramente, ser feliz, o que se revela quase impossível :(.

 
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Publicado por em 30 de Julho de 2011 em esperança, felicidade, seneca, tempo, vida

 

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medo II

Não Somos Capazes de Distinguir o que é Bom e o que é Mau
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Quantas vezes um pretenso desastre não foi a causa inicial de uma grande felicidade! Quantas vezes, também, uma conjuntura saudada com entusiasmo não constituiu apenas um passo em direcção ao abismo — elevando um pouco mais ainda alguém em posição eminente, como se em tal posição pudesse estar certo de cair dela sem risco! A própria queda, aliás, não tem em si mesma nada de mal se tomares em consideração o limite para lá do qual a natureza não pode precipitar ninguém. Está bem perto de nós o termo de tudo quanto há, está bem perto, garanto-te, o limite desta existência donde o venturoso se julga expulso e o desgraçado liberto; nós é que, ou por esperanças ou por receios desmesurados, a fazemos mais extensa do que realmente é. Se agires com sabedoria, medirás tudo em função da condição humana, e assim limitarás o espaço tanto das alegrias como dos receios. Vale bem a pena privarmo-nos de duradouras alegrias a troco de não sentirmos duradouros receios! Por que motivo procuro eu restringir este mal que é o medo? É que não há razão válida para temeres o que quer que seja; nós, isso sim, deixamo-nos abalar e atormentar apenas por vãs aparências. Nunca ninguém analisou o que há de verdade no que nos aflige, mas cada um vai incutindo medo nos outros; nunca ninguém se atreveu a aproximar-se do que lhe perturba o espírito e a averiguar a natureza real e fundamentada do seu medo. Daqui resulta o crédito que se dá a um perigo inexistente, que mantém a sua aparência porque ninguém o contesta a sério. Basta que nos decidamos a abrir bem os olhos para verificarmos como é diminuto, incerto e inofensivo aquilo que receamos. A confusão dos nossos espíritos corresponde perfeitamente à descrição de Lucrécio: «tal como as crianças no meio da escuridão tremem com medo de tudo, assim nós tememos em plena luz!». Pois bem, não seremos nós mais insensatos do que as crianças, nós que tememos em plena luz? A verdade, porém, Lucrécio, é que nós não tememos em plena luz, criamos, sim, trevas a toda a nossa volta! Não somos capazes de distinguir o que é bom e o que é mau; passamos toda a vida a correr, a tropeçar às cegas, e nem por isso somos capazes de parar ou de tomar atenção onde pomos os pés. Estás a imaginar como é coisa de loucos andar a correr no escuro! Valham-me os deuses! Não conseguimos mais nada senão termos de regressar de mais longe; sem saber para onde nos dirigimos, continuamos teimosamente a caminhar para onde o instinto nos leva. No entanto, se o quisermos, poderá fazer-se luz em nós. De um único modo: adquirirmos o conhecimento das coisas divinas e humanas, um conhecimento interiorizado, e não meramente superficial; meditarmos nessas ideias já adquiridas, comprovarmos a sua validade pela nossa própria experiência; investigarmos o que é bom e o que é mau, e a que coisas se atribui falsamente um ou outro destes adjectivos; averiguarmos em que consiste o bem e o mal éticos — e, finalmente, o que é a providência.
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Séneca, in ‘Cartas a Lucílio’
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Publicado por em 21 de Julho de 2011 em Homem, medo, seneca

 

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ansiedade

Controlar a Ansiedade

Quando receamos algum mal, o próprio facto de o recearmos atormenta-nos enquanto o aguardamos: teme-se vir a sofrer alguma coisa e sofre-se com o medo que se sente! Tal como nas doenças físicas há certos sintomas que pressagiam a moléstia – incapacidade de movimento, lassidão completa mesmo quando se não faz nenhum esforço, sonolência, calafrios por todo o corpo -, também um espírito débil se sente abalado, mesmo antes de qualquer mal se abater sobre ele: como que adivinha o mal futuro, e deixa-se vencer antes do tempo. Há coisa mais insensata do que nos angustiarmos com o futuro em vez de deixarmos chegar a hora da aflição, e atrairmos sobre nós todo um cúmulo de tormentos? Quando não é possível livrarmo-nos por completo da angústia, pelo menos adiemo-la tanto quanto pudermos. Queres ver como é verdade que ninguém deve atormentar-se com o futuro? Imagina um homem a quem tenha sido dito que depois dos cinquenta anos será submetido a graves suplícios: ele permanece imperturbável enquanto não passa a metade desse espaço de tempo, altura em que começa a aproximar-se da angústia prometida para a segunda metade da sua vida. Por um processo semelhante sucede também que certos espíritos doentes sempre em busca de motivos para sofrer se deixam tomar de tristeza por factos já remotos e esquecidos. A verdade é que nem o passado nem o futuro estão presentes, pelo que não podemos sentir qualquer deles. Ora a dor somente pode resultar de algo que se sente!

Séneca, in ‘Cartas a Lucílio’

Quantas vezes sofremos por antecipação. Quantas vezes as mágoas passadas nos atormentam? O passado e o futuro fazem-nos sofrer no presente. O passado e o futuro unem-se numa dor incontrolável no presente… Detesto o meu passado, não quero o meu futuro e sofro neste momento que é o presente actual…

 
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Publicado por em 3 de Junho de 2011 em angústia, ansiedade, seneca, sofrimento

 

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