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Arquivo de etiquetas: sofrimento

vida XLI

“…And I’ve been facing this alone for much too long
Oh, I feel like no-one ever told the truth to me
About growing up and what a struggle it would be
In my tangled state of mind
I’ve been looking back to find where I went wrong…

Brian May – Too Much Love Will Kill You

And I've been facing this alone for much too long...


 
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Publicado por em 11 de Setembro de 2011 em alma, dor, eu, luta, sofrimento, solidão, vida

 

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vida XL

“Sofrer e chorar significa viver.”

Fiodor Dostoievski

 
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Publicado por em 11 de Setembro de 2011 em Fiodor Dostoievski, sofrimento, vida

 

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depressão IV

Faz quase uma semana desde que comecei a reduzir a medicação antidepressiva e já me sinto bem pior. Tudo me parece bem mais negro, se já o era, está pior, agora vejo mais o escuro da escuridão. Sinto-me mais perdido ainda, perdido na imensidão do vazio que me preenche, náufrago sem ver uma ilha, sem ver sequer um farol de esperança. Mais calado ainda, sento-me com o olhar perdido no infinito do tempo, sem vislumbrar nada, por mais que nade na imensidão deste mar de sofrimento não chego a lado nenhum, continuo, assim, sem bóia de salvação, a nadar até que perca as forças que me restam. Morrerei assim, afogado neste mar de lágrimas minhas? Serei resgatado e salvo por ti? Só o tempo o dirá, o tempo ou a morte… Salva-me… Resgata-me… Lança-me a bóia dos teus braços e recebe-me na segurança do teu abraço.

alma naufragada no mar das minha lágrimas...

 
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Publicado por em 8 de Setembro de 2011 em alma, amor, depressão, eu, sofrimento, solidão

 

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solidão XII

Esta música recorda-me aqueles momentos infindáveis em que a única coisa que precisava era de ti, do teu carinho, do teu abraço, do teu toque, dos teus beijos, da tua voz, do teu calor, de ti… Momentos em que te mendiguei qualquer coisinha que me pudesses dar, quando o que eu queria tudo. Momentos em que o desespero tomava conta da minha alma e os meus olhos derramavam lágrimas intensas de pura dor…

Lady Antebellum – Need You Now

Picture perfect memories,
Scattered all around the floor.
Reaching for the phone ‘cause
I can’t fight it anymore.
And I wonder if I ever crossed your mind
For me it happens all the time.
It’s a quarter after one,
I’m all alone and I need you now.
Said I wouldn’t call
but I lost all control and I need you now.
And I don’t know how I can do without,
I just need you now.
Another shot of whisky,
can’t stop looking at the door.
Wishing you’d come sweeping
in the way you did before.
And I wonder if I ever crossed your mind.
For me it happens all the time.
It’s a quarter after one,
I’m a little drunk,
And I need you now.
Said I wouldn’t call
but I lost all control and I need you now.
And I don’t know how I can do without,
I just need you now.
oh ohh…
Yes, I’d rather hurt than feel nothing at all.
It’s a quarter after one,
I’m all alone and I need you now.
And I said I wouldn’t call
but I’m a little drunk and I need you now.
And I don’t know how I can do without,
I just need you now,
I just need you now.
Oh, baby I need you now.
 
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Publicado por em 2 de Setembro de 2011 em alma, amor, dor, Lady Antebellum, música, sofrimento, solidão

 

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ser ou não ser…

“Ser ou não ser – eis a questão.

Será mais nobre sofrer na alma

Pedradas e flechadas do destino feroz

Ou pegar em armas contra o mar de angústias –

E, combatendo-o, dar-lhe fim?

William ShakespeareHamlet

sofrer na alma ou combater as angústias? a resposta é óbvia mas difícil de concretizar...

 
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Publicado por em 6 de Agosto de 2011 em alma, sofrimento, vida, william shakespeare

 

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sofrimento II

“Quem é capaz de sofrer intensamente, também pode ser capaz de intensa alegria.”

Clarice Lispector

Eu sou assim, acho que sinto muito as coisas. Tanto as boas como as más. Tem a desvantagem de sofrer muito com as coisas más mas, quando a vida lá me permite um bocadinho de felicidade, também sinto muito essa felicidade. É bom ser assim quando somos felizes, é muito, muito mau quando somos infelizes…

 
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Publicado por em 4 de Agosto de 2011 em Clarice Lispector, dor, sofrimento

 

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eu XXII

“As noites em branco
O negro do dia
Desejo ardente
A cama fria”

Império dos sentados – Longe de ti

Parece a minha vida transformada em música…

 
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Publicado por em 29 de Julho de 2011 em alma, amor, dor, eu, sofrimento, solidão

 

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vida XXX

Sofro, logo existo?

ou…

Existo, logo sofro?

 
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Publicado por em 26 de Julho de 2011 em alma, amor, dor, sofrimento, vida

 

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amor XXXIII

Sofro de não te Ver

Sofro 
de não te ver, 
de perder 
os teus gestos 
leves, lestos, 
a tua fala 
que o sorriso embala, 
a tua alma 
límpida, tão calma… 

Sofro 
de te perder, 
durante dias que parecem meses, 
durante meses que parecem anos… 

Quem vem regar o meu jardim de enganos, 
tratar das árvores de tenrinhos ramos? 

Saúl Dias, in “Sangue (Inéditos)”

 
 

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mar III

Hoje fui ouvir o mar, acalma-me. Tentar perceber nas ondas um conselho, das muitas mágoas que o mar já ouviu deve saber consolar a minha alma. Tento deixar lá algumas dores, mas o que ficam são apenas lágrimas na imensidão daquelas águas. Lágrimas que se juntam à infinidade de lágrimas e dores que o mar já sentiu. Acalmas-me mas não me curas, não me limpas as feridas infeccionadas com dor e sofrimento, não cicatrizas os cortes. Fazes-me companhia mas não preenches o vazio da solidão que sinto. Apaziguas-me mas não apagas o fogo da guerra que me tortura. As tuas ondas não levam toda esta dor, trazem mais melancolia à minha alma. Recordas-me o amor mas não trazes a sereia dos meus sonhos. Mesmo assim, adoro a tua companhia mar, adoro o som das tuas ondas, adoro a calma temporária que me transmites, adoro…

praia de aver-o-mar

 
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Publicado por em 15 de Julho de 2011 em alma, angústia, dor, mar, sofrimento, solidão

 

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sofrimento

A Virtude do Sofrimento

O sofrimento! Que divino desconhecido! Devemos-lhe tudo o que é bom em nós, tudo o que dá valor à vida; devemos-lhe a compaixão, devemos-lhe a coragem, devemos-lhe todas as virtudes. A terra não passa de um grão de areia no deserto infinito dos mundos. Mas, se o sofrimento se limita à terra, ela é maior que todo o resto do universo. 

Anatole France, in ‘O Jardim de Epicuro’

sofrimento...

Não deixa de ter razão, mas o sofrimento não é assim tão linear como faz parecer. Concordo que o que obtemos através de luta e sofrimento tem mais valor, mas tudo tem um limite. Por vezes vencemos nós. por vezes vence o sofrimento. Tudo depende dessa linha muito ténue e cada vez mais difusa que é a sanidade. Alguma coisa tem de ceder, ou vencemos ou continuamos a lutar e no sofrimento, até…

 
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Publicado por em 14 de Julho de 2011 em adversidade, Anatole France, dor, sofrimento

 

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triste olhar…

A ti, que vejo quase todos os dias. A ti, que não tens voz mas tens olhar. A ti, que só tens a companhia da solidão dos teus pensamentos. O teu olhar fala comigo, mostra a essência da tua alma, e, apesar de não falares, adivinho os teus sentimentos. Revejo o teu olhar no meu, cada vez que olho o espelho. Adivinho o que alma mostra através dos teus olhos. Embora não chores, consigo ver as lágrimas que te escorrem pela face marcada pela tristeza. Vejo no teu olhar uma angústia enorme, uma tristeza cortante, uma solidão agoniante, uma dor dominante. Vejo no teu olhar uma alma dilacerada por desilusões, pela falta de fé em tudo. Vejo um único desejo, o desejo da morte. Custa-me sentir o teu olhar, reviver cada sentimento, cada emoção que nos teus olhos transparece. Dói-me a alma cada vez que sinto a morte no teu olhar. Sinto que, tal como eu, te privas de contacto com os outros, vê-se o medo que tens atrás dessa concha. É incrível conseguir “ouvir” os pedidos de ajuda silenciosos, mas oiço-os num silencio ensurdecedor que domina o teu redor. Vejo, em ti, a alma sofredora, os fantasmas todos que me assombram. Vivemos numa paz exterior e fictícia rodeado de guerras internas. A ti, que não conheço, te desejo a paz que qualquer ser merece…

 

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dor IV

“Agora, neste momento em que olho o rio e estou só, sinto de novo o vento, uma espécia de delírio de sentir toma conta do meu corpo, sou eu a dor, tantas vezes sinto que sou eu a dor e que o ruído do coração se perde no meu peito, a morte é o abismo e ao mesmo tempo o paraíso.”

Daniel Sampaio – Lições do abismo

Lonely River by kk 94

 
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Publicado por em 9 de Julho de 2011 em alma, daniel sampaio, dor, morte, sofrimento, solidão

 

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refém de mim mesmo

Sinto que comecei a reconstruir a minha concha. E, nesta concha, refém de mim mesmo, me protejo do exterior. Me isolo do mundo, na solidão do meu mundo. Vou expulsando aos poucos os que ainda vão tendo acesso. Renasço outro, frio e amargo, no meu próprio universo. Universo solitário, sem ninguém, aonde vivo sem contacto. Apesar da solidão da minha concha, sofro pela tua ausência. Morro a cada palavra que não digo, a cada gesto que não faço, a cada beijo ou abraço que não dou. Mundo triste e escuro nesta concha em que não me desiludo, não desiludo ninguém, mas não sinto tudo de bom que a vida pode oferecer. Não sinto o cheiro, a cor ou o calor do exterior, mas também não sinto a frieza ou o escuro que há lá fora. Triste, esta existência a que me forço, a que me obrigo. Eu sou… refém de mim mesmo…

O meu dilema é que te quero na minha concha, no meu mundo, no meu universo…

 
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Publicado por em 13 de Junho de 2011 em eu, sofrimento, solidão

 

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ansiedade

Controlar a Ansiedade

Quando receamos algum mal, o próprio facto de o recearmos atormenta-nos enquanto o aguardamos: teme-se vir a sofrer alguma coisa e sofre-se com o medo que se sente! Tal como nas doenças físicas há certos sintomas que pressagiam a moléstia – incapacidade de movimento, lassidão completa mesmo quando se não faz nenhum esforço, sonolência, calafrios por todo o corpo -, também um espírito débil se sente abalado, mesmo antes de qualquer mal se abater sobre ele: como que adivinha o mal futuro, e deixa-se vencer antes do tempo. Há coisa mais insensata do que nos angustiarmos com o futuro em vez de deixarmos chegar a hora da aflição, e atrairmos sobre nós todo um cúmulo de tormentos? Quando não é possível livrarmo-nos por completo da angústia, pelo menos adiemo-la tanto quanto pudermos. Queres ver como é verdade que ninguém deve atormentar-se com o futuro? Imagina um homem a quem tenha sido dito que depois dos cinquenta anos será submetido a graves suplícios: ele permanece imperturbável enquanto não passa a metade desse espaço de tempo, altura em que começa a aproximar-se da angústia prometida para a segunda metade da sua vida. Por um processo semelhante sucede também que certos espíritos doentes sempre em busca de motivos para sofrer se deixam tomar de tristeza por factos já remotos e esquecidos. A verdade é que nem o passado nem o futuro estão presentes, pelo que não podemos sentir qualquer deles. Ora a dor somente pode resultar de algo que se sente!

Séneca, in ‘Cartas a Lucílio’

Quantas vezes sofremos por antecipação. Quantas vezes as mágoas passadas nos atormentam? O passado e o futuro fazem-nos sofrer no presente. O passado e o futuro unem-se numa dor incontrolável no presente… Detesto o meu passado, não quero o meu futuro e sofro neste momento que é o presente actual…

 
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Publicado por em 3 de Junho de 2011 em angústia, ansiedade, seneca, sofrimento

 

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