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luta

Ontem vi um filme, que me deixou mais triste. O filme era o “Eyes wide shut”, há uma situação no filme muito semelhante a algo que se passou no meu passado, algo que deveria ter mudado a minha vida, mas não mudou. Fiquei a repensar no filme e no meu passado, fiquei triste. Fui tomar um café e estava caladinho, cabisbaixo quando alguém me disse que devia lutar pelo que queria, que eu sabia o que devia fazer, lutar. Eu lutei durante dois anos, lutei e perdi constantemente, lutei até ultrapassar o limite da minha capacidade psicológica. Mesmo assim continuei a lutar, nunca desisti, até lutei contra aquilo porque lutava, o que é um paradoxo mas é a realidade. Fiquei algo chateado quando alguém que não faz ideia do que passei me disse que devia lutar, se pelo menos soubesse o que já lutei. Agora não luto por ninguém, tenho lutado por mim, pela minha sanidade, por voltar a ser eu, para acabar com todos estes fantasmas que me atormentam constantemente. Ainda não há muita força no meu ser, pois a perdi quase toda na luta que travei, mas vou vivendo, dia após dia. Claro que há dias em que fico pior, é normal, algo acontece que faz reviver muitos sentimentos e deixo-me cair na profundeza da minha alma escura, afundo nas minhas lágrimas mas não me afogo, ponho a cabeça de fora e vou nadando devagarinho para fora dali, à velocidade do que as minhas forças me permitem. Apesar de tudo não me arrependo do que lutei, está na natureza do meu ser, quando quero algo luto por isso. É melhor ter lutado e ter perdido do que nunca ter lutado…Eu entendo que os meus amigos não gostem de me ver assim, mas por vezes falam sem saber. Há coisas que eu detesto ouvir e muita gente o diz, prefiro que digam que devo lutar por mim e não por alguém. Enfim, por isso é que tenho andado na companhia da minha solidão, por isso é que ando muito mais calado, por isso é que prefiro não interagir com ninguém…

Eyes Wide Shut (1999)

 
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Publicado por em 3 de Julho de 2011 em eu, filmes, luta, tristeza

 

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loucura III

Queria…

Queria que tudo fosse bem mais simples

Queria que esta loucura me deixasse

Queria que fosse possível curar esta depressão

Queria que esta raiva passasse

Queria que esta solidão acabasse

Queria que este ódio de mim mesmo terminasse

Queria gostar de mim outra vez

Queria curar-me

Queria amar

Queria ser feliz

Queria…

queria que fosse possível curar-me assim...

 
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Publicado por em 29 de Junho de 2011 em angústia, depressão, eu, loucura, tristeza, vida

 

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música VI

Uma música a combinar com o meu estado de espírito de hoje, melancólica, nostálgica, triste…

Oh, can’t anybody see,
We’ve got a war to fight,
Never found our way,
Regardless of what they say.

How can it feel, this wrong,
From this moment,
How can it feel, this wrong.

Storm,
In the morning light,
I feel,
No more can I say,
Frozen to myself.

I got nobody on my side,
And surely that ain’t right,
Surely that ain’t right.

Oh, can’t anybody see,
We’ve got a war to fight,
Never found our way,
Regardless of what they say.

How can it feel, this wrong,
From this moment,
How can it feel, this wrong.

How can it feel this wrong,
From this moment,
How can it feel, this wrong.

Oh, can’t anybody see,
We’ve got a war to fight,
Never found our way,
Regardless of what they say.

How can it feel, this wrong,
From this moment,
How can it feel, this wrong.

 
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Publicado por em 18 de Maio de 2011 em eu, música, melancolia, nostalgia, portishead, tristeza

 

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amor VII

Morto por um Sentimento

 Nada a dizer

Apenas vá,

Sem olhar o que deixou

Não olhe pra trás

Pois não deixastes nada

Apenas o meu corpo,

Sem vida,

Frio,

Vazio,

Pálido,

Morto.

Não há mais vida,

Portanto, vá.

Não lembre de mim,

Não sofras assim

Também me deixe ir

Já é hora de eu partir

Agora nada resta

Além do meu corpo

Ao chão jogado

Pelos lobos, sendo arrastado;

Nessa noite fria e sombria

Aos poucos vejo

Anjos, todos eles negros…

Abraçam-me forte

Levam-me à morte

De hoje e do passado,

Aos braços dos tais anjos eu vou

Anjos frios

Cheios de pensamentos e amores vazios…

Ainda está ai?

Vá agora!

Não insistas em ficar,

Pois a culpa poderá levar

Pela minha morte,

Jaz que não foste tu

Que minha vida tirou

E sim, o que me desesperava a cada instante…

Aquele louco, insano, e desgraçado amor

 Daniely Melo



 
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Publicado por em 2 de Maio de 2011 em amor, dor, loucura, morte, poesia, sofrimento, tristeza

 

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triste…

Hoje acordei mais sozinho que nunca,

mais sedento de um abraço que nunca.

Apenas porque te vislumbrei no meu sonho.

A vontade latente de um beijo doce teu aflorou,

a vontade de te ter nos meus braços acordou.

Que vou fazer para suportar esta vontade?

Como amenizar este desejo do meu corpo?

Como preencher este vazio da minha alma?

Como ouvir a tua voz no teu silêncio?

Como sentir a tua presença na tua ausência?

Como viver esta existência  sem sentido?

Como dar um sentido à vida sem ti?

Como mascarar a tua ausência presente?

abraça o meu abraço...beija o meu beijo...aquece o meu calor...


 
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Publicado por em 27 de Abril de 2011 em alma, amor, eu, nostalgia, sofrimento, solidão, sonho, tristeza

 

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nostalgia

Nostalgia

A pequena flor 
só que além nasceu 
sonhou ser maior: 
nada lhe valeu… 

Na cova esquecida, 
sol que desejou 
não a bafejou, 
bastarda da vida… 

E era flor ou gente? 
Esquecida imperfeita 
numa dor silente 
ali jaz desfeita! 

António Salvado, in “Tropos”


Mera existência nostálgica, foi nisso que te transformaste, vida. Nostalgia por momentos e sentimentos que vivi e que não consigo reviver. Nostalgia por momentos e sentimentos que não viverei mais. Momentos que vivo sem os sentimentos, que me provocam toda a nostalgia que carrego nesta alma errante. Nostalgia que se transforma em agonia sempre que não afasto esses pensamentos da minha mente. Agonia que me mata, que me perturba, que me corrompe, que me destrói. Deixa-me viver, deixa-me sentir, deixa-me reviver, deixa-me nostalgia que me anestesia e que me adormece… Existência nostálgica e dormente, deixa-me viver, acordado…



 
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Publicado por em 21 de Abril de 2011 em antónio salvado, nostalgia, poesia, solidão, tristeza

 

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depressão

 

Houve tempos em que pensei que era fraco por ter entrado numa espiral de auto destruição devido à depressão. Hoje não, hoje percebi que não fui fraco, percebi que fui forte durante muito tempo.

 

 

Durante muito tempo me deixei sujeitar a uma intensa tortura psicológica. Perdi o norte, perdi as forças, nada mais fazia sentido, tudo me ia destruindo aos poucos, tudo me matava lentamente. Até que cedi, até que me fui abaixo e caí no consultório de psiquiatria. Tento levantar-me aos poucos mas ainda caio, ainda não sou eu neste corpo, a minha mente vai-se tornando cada vez mais lúcida, menos louca, mais sã. Caminho duro e lento este que percorro na sombra de mim mesmo, na sombra do que já fui e na sombra do que espero ainda ser…

 

 
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Publicado por em 12 de Abril de 2011 em depressão, desânimo, dor, eu, sofrimento, tristeza, vida

 

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vida V

 

Hora que Passa

 

Vejo-me triste, abandonada e só
Bem como um cão sem dono e que o procura
Mais pobre e desprezada do que Job
A caminhar na via da amargura!

Judeu Errante que a ninguém faz dó!
Minh’alma triste, dolorida, escura,
Minh’alma sem amor é cinza, é pó,
Vaga roubada ao Mar da Desventura!

Que tragédia tão funda no meu peito!…
Quanta ilusão morrendo que esvoaça!
Quanto sonho a nascer e já desfeito!

Deus! Como é triste a hora quando morre…
O instante que foge, voa, e passa…
Fiozinho d’água triste… a vida corre…

Florbela Espanca, in “Livro de Sóror Saudade”

Sinto-me um cão abandonado que não sabe se tem dono nem sabe se o dono o procura. Um cão que apenas percorre o tempo de vida numa existência à espera que alguém o deseje ou queira e que o tome num abraço carinhoso e cheio de amor, envolto num abraço protector do resto do mundo que parece tão mau, tão negro, tão injusto, tão… assimétrico… Espero… Espero… Sonho… Sonho… E a vida vai passando, lentamente, esvaindo-se por entre os minutos infinitamente vazios e ocos desta triste existência a que alguns chamam de vida… 😦

 


 
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Publicado por em 17 de Março de 2011 em morte, mundo, poesia, sofrimento, solidão, tempo, tristeza, vida

 

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Ária às Almas

auto destruição

 

Ária às Almas

 

 

Eu venho aqui cantar para as almas,

Arranhar a lira soturna dos lamentos.

É nesta hora nefasta que a dor em mim preside,

Assim como vermes sobre a carne podre.

 

Esses espectros que semeiam minhas angústias,

Abafadas pelo silente desespero de quem busca a morte,

São a vil personificação de meus demônios.

Que me devoram a cada instante com iniqüidade.

 

Fatidicamente vilipendiado, nasci do gene dos seres sofredores.

Vítima do atavismo medonho de minha estirpe,

Sucumbi-me ao jugo da solidão perene.

 

Escutem, infaustas almas, meu canto de agonia:

Quis eu, a ventura de Endimião,

Passar a vida sob sono perpétuo…

 

 

Bruno Ribeiro

 

desânimo

 

http://www.spectrumgothic.com.br/literatura/poemas/visitantes/galeria01/aria.htm

 
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Publicado por em 16 de Março de 2011 em alma, bruno ribeiro, dor, morte, poesia, spectrumgothic, vida

 

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mais um dia… não

Evanescence – Hello

 

Hoje o meu olhar não disfarça toda a melancolia que está no meu ser. Os olhos transformam em lágrimas de água e sal todas as cicatrizes e feridas abertas da alma. A alma sangra, o coração morre, os olhos choram, o corpo treme ansiando por um abraço teu. Enquanto isso o tempo passa e a vida fica trás, vida e tempo que já não voltam mais mas. Volta para mim e transforma em felicidade toda este sofrimento da minha alma…

 

 

 
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Publicado por em 9 de Março de 2011 em alma, eu, evanescence, hello, lágrima, tristeza, vida

 

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longe de ti

Longe de ti – Império dos sentados

Trocamos lágrimas e paixão
como foi que te perdi?
Um momento de ilusão
fiquei longe de ti

As noites em branco
O negro do dia
Desejo ardente
A cama fria

Longe de ti
Já não posso viver assim
O vazio que há em mim
Sinto que estou perto, do fim

A tristeza no olhar
A dor dentro de mim
A vontade de chorar
Ninguém sofre assim

As noites em branco
O negro do dia
Desejo ardente
A cama fria

Longe de ti
Já não posso viver assim
O vazio que há em mim
Sinto que estou perto…

Longe de ti
Já não posso viver assim
O vazio que há em mim
Sinto que estou perto, do fim

Longe de ti (15x)

 
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Publicado por em 6 de Março de 2011 em amor, distância, música, tristeza

 

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Rockwell – knife

You touched my life
With your softness in the night
My wish was your command
Until you ran out of love

I tell myself I’m free
Got the chance of livin’ just for me
No need to hurry home
Now that you’re gone

CHORUS:
Knife
Cuts like a knife
How will I ever heal
I’m so deeply wounded
Knife
Cuts like a knife
You cut away the heart of my life

When I pretend
Wear a smile to fool my dearest friends
I wonder if they know
It’s just a show

I’m on a stage
Day and night I go through my charades
But how can I disguise
What’s in my eyes

CHORUS

Oh, oh
Oh, oh, oh, oh
Oh, oh, oh, oh
Oh…

I’ve tried and tried
Blocking out the pain I feel inside
The pain of wanting you
Wanting you

Knife
Cuts like a knife
How will I ever heal
I’m so deeply wounded
[2X]

You cut away the heart
Of my life

Porque gosto e porque entendo.

 
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Publicado por em 5 de Março de 2011 em amor, eu, knife, música, rockwell, solidão, tristeza

 

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o espelho

Pensei que hoje ia acordar melhor, mas nem por isso. Mal olhei para o espelho senti-me mal, não gostei do que vi, a tua ausência não me faz bem, o teu silêncio corrói-me, a tua distância mata-me. Vejo-me um monstro, que não faz nada certo, que por mais que tente aproximar quem ama, apenas as afasta…

 
 

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e eu?

Porque não eu também?

 
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Publicado por em 4 de Março de 2011 em depressão, desânimo, eu, felicidade, tristeza

 

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