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cansaço #4

Sinto cada vez mais este cansaço
De tanta batalha travada e perdida
Sinto cada vez menos um abraço
Nesta existência chamada de vida
.
Sinto cada vez menos que sou forte
Cansado do meu corpo e da mente
Sinto cada vez mais perto a morte
Espero por ela muito serenamente
.
E meu coração nem à noite sossega
E as horas passam numa escuridão
Sem me teres dado a tua total entrega
Descanso-me aqui na maior solidão
.
Tento entender porque não te esqueço
E odeio-me por não deixar de te amar
Na memória deste amor me aqueço
Sem o calor da beleza do teu olhar
.
 
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Publicado por em 21 de Maio de 2012 in cansaço, eu, vida

 

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memórias #5

hoje fui ver o mar

e olhava as suas ondas

que iam e vinham

levavam-me numa viagem

para tempos e espaços

para momentos e lugares

em que vivia a felicidade

recordei cada momento

recordei cada lugar

recordei cada palavra

recordei cada silêncio

recordei cada olhar

recordei cada beijo

recordei cada abraço

recordei cada surpresa

recordei-te no meu tempo

recordei-te no meu espaço

recordei-te como a felicidade

porque a felicidade eras tu…

 
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Publicado por em 20 de Maio de 2012 in amor, memória

 

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o que é a esperança?

O que é para vocês a esperança? Será a esperança bom ou mau para nós? Termos esperança e lutarmos pode ser a nossa perdição? Tenho pensado muito nisto e já não sei o que acho certo ou não. Parece-me que tive muita esperança, o que me fez não desistir, o que me fez lutar, mas, no fim, penso que foi o que me fez entrar numa espiral de auto destruição.

Esta foi a minha definição de esperança…

http://jorgemiguelcs.wordpress.com/2011/08/19/esperanca-ii/

Qual é a vossa?

 
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Publicado por em 20 de Maio de 2012 in dúvida, esperança

 

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um pouco de paz…

Algo de que tanto preciso, de alguma paz…

Black Lab – This Night

There are things
I have done
There’s a place
I have gone
There’s a beast
And I let it run
Now it’s running away
There are things
I regret
But you can’t forgive
You can’t forget
There’s a gift
That you send
You send it my way
So take this night
Wrap it around me like a shield
I know I’m not forgiven
And I need a place to sleep
So take this night
And lay me down on the street
I know I’m not forgiven
But I hope that I’ll be given some peace
There’s a game
That I play
There are rules
I had to break
There’s mistakes
That I made
But I made them my way
So take this night
Wrap it around me like a shield
I know I’m not forgiven
But I need a place to sleep
So take this night
And lay me down on the street
I know I’m not forgiven
But I hope that I’ll be given some peace
Some peace
Some peace
 
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Publicado por em 17 de Maio de 2012 in alma, música, paz

 

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carta… à minha alma

Vai alma, vai, percorre dolorosamente essa via sacra que é a tua vida. Percorre cada palmo, cada centímetro penoso desse caminho errante na mais solitária das solidões. Bem tentas encontrar outra sombra que faça companhia à tua mas não, não encontras nenhuma sombra que queira a companhia da tua. Tudo te dói, tudo te fere, tudo te magoa nesse longo percurso. Cada vez que tentas levantar-te algo ou alguém te desfaz, te desfragmenta mais ainda essa alma. Para ti minha alma, que tanto sofres, que tanto mereces, embora nem sempre o aches, para ti, desejo que te levantes, que faças esse percurso de uma só vez pois, no fim, lá estará à tua espera esse arco-íris da felicidade. Deixarás de ver todo esse cinzento e preto com que pintas e te pintam a vida para veres todas essas cores desse arco-íris que te parece tão utópico, tão irreal, tão longínquo… Mas quero que saibas que existe, que está ao teu alcance, que és capaz de lá chegar. Desejo-te que lá chegues pois alma, tu és eu e eu sou tu. Eu sou o corpo e mente a quem dás vida, mas tens de estar bem minha alma, para que eu também o esteja.

 
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Publicado por em 16 de Maio de 2012 in alma, dor, eu, vida

 

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piano…

Embora eu seja apaixonado por muitos géneros de música, adoro o som do piano. Deixo mais uma instrumental, espero que gostem…

Joe Harnell – The Lonely Man

 
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Publicado por em 14 de Maio de 2012 in música

 

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mais uma despedida…

É com muita pena que decidi despedir-me deste espaço, já o fiz uma vez e voltei. Gostei de interagir com algumas pessoas a quem desejo a maior das felicidades, especialmente a uma pessoa que penso que  saberá quem é. Aprendi muito aqui, tanto nos desabafos, meus ou não, como nos conselhos ou opiniões que me deram. Penso não ter ofendido ninguém com as minhas palavras, se o fiz, peço desculpa. Obrigado a todos os que me leram e fizeram parte do mundo virtual que é este blog.

Desejos de muitas felicidades para todos.

Fiquem bem.

Abraço.

 
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Publicado por em 4 de Maio de 2012 in tempo

 

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vida #68

Não são as Circunstâncias que Decidem a Nossa Vida

A nossa vida, como repertório de possibilidades, é magnífica, exuberante, superior a todas as históricamente conhecidas. Mas assim como o seu formato é maior, transbordou todos os caminhos, princípios, normas e ideais legados pela tradição. É mais vida que todas as vidas, e por isso mesmo mais problemática. Não pode orientar-se no pretérito. Tem de inventar o seu próprio destino.

Mas agora é preciso completar o diagnóstico. A vida, que é, antes de tudo, o que podemos ser, vida possível, é também, e por isso mesmo, decidir entre as possibilidades o que em efeito vamos ser. Circunstâncias e decisão são os dois elementos radicais de que se compõe a vida. A circunstância – as possibilidades – é o que da nossa vida nos é dado e imposto. Isso constitui o que chamamos o mundo. A vida não elege o seu mundo, mas viver é encontrar-se, imediatamente, em um mundo determinado e insubstituível: neste de agora. O nosso mundo é a dimensão de fatalidade que integra a nossa vida.

Mas esta fatalidade vital não se parece à mecânica. Não somos arremessados para a existência como a bala de um fuzil, cuja trajectória está absolutamente pré-determinada. A fatalidade em que caímos ao cair neste mundo – o mundo é sempre este, este de agora – consiste em todo o contrário. Em vez de impor-nos uma trajetória, impõe-nos várias e, consequentemente, força-nos… a eleger. Surpreendente condição a da nossa vida! Viver é sentir-se fatalmente forçado a exercitar a liberdade, a decidir o que vamos ser neste mundo. Nem mum só instante se deixa descansar a nossa actividade de decisão. Inclusivé quando desesperados nos abandonamos ao que queira vir, decidimos não decidir.

É, pois, falso dizer que na vida «decidem as circunstâncias». Pelo contrário: as circunstâncias são o dilema, sempre novo, ante o qual temos de nos decidir. Mas quem decide é o nosso carácter.

Ortega y Gasset, in ‘A Rebelião das Massas’

 
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Publicado por em 1 de Maio de 2012 in Ortega y Gasset, vida

 

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imutabilidade…

“So little time

Try to understand that I’m

Trying to make a move

just to stay in the game

I try to stay awake

and remember my name

But everybody’s changing

And I don’t feel the same”

Keane – Everybody’s Changing

 
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Publicado por em 1 de Maio de 2012 in mudança, vida

 

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vida #67

Tenho Tanto Sentimento
.
Tenho tanto sentimento 
Que é frequente persuadir-me 
De que sou sentimental, 
Mas reconheço, ao medir-me, 
Que tudo isso é pensamento, 
Que não senti afinal. 
.
Temos, todos que vivemos, 
Uma vida que é vivida 
E outra vida que é pensada, 
E a única vida que temos 
É essa que é dividida 
Entre a verdadeira e a errada. 
.
Qual porém é a verdadeira 
E qual errada, ninguém 
Nos saberá explicar; 
E vivemos de maneira 
Que a vida que a gente tem 
É a que tem que pensar. 
.
Fernando Pessoa, in “Cancioneiro”


 
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Publicado por em 29 de Abril de 2012 in fernando pessoa, poesia, vida

 

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caminhos…

A vida é uma encruzilhada infinita de caminhos, um  percurso cheio de hipóteses, escolhas e opções. Quantas vezes calcamos até que se nos depara um beco sem saída, sem futuro. Por vezes esse beco sem saída é um caminho que nos fecham ou que nos impedem de percorrer e ficámos sem saber o que fazer. Por um lado é aquele caminho que queremos percorrer, é aquele futuro que queremos para a nossa vida, por outro lado somos impedidos de seguir por esse caminho. E a vida pára, nem avançamos porque já não há saída, nem voltamos para trás nem escolhemos outro caminho porque não queremos. Os passos param mas o tempo continua, implacável e insensível à nossa paragem na vida. As lutas começam, por um lado queremos viver, por outro lado, era aquele futuro que queríamos e outro caminho que não aquele não é vida nem faz sentido. Quanto tempo mais perderei neste beco sem saída para o qual conduzi a minha vida? Eu sei que já dei passos grandes para sair daqui mas sei que ainda algo me agarra, algo me faz permanecer estático e inerte nesse beco. A vida é um labirinto de oportunidades e lutei tanto por uma que não vi as outras todas que perdi, que deixei escapar… Irónico…

 
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Publicado por em 29 de Abril de 2012 in eu, vida

 

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retrospecção…

Foi um fim de semana retrospectivo, para pensar na vida. Preciso de saber respostas que sei estarem dentro de mim mas que não consigo encontrar. Sei que estas respostas ninguém mas pode dar, eu é que tenho de as descobrir. Penso que ainda não me libertei totalmente do passado, que ainda arrasto comigo essas mágoas de tempos idos mas que ainda me ferem. Anseio desesperadamente que esse passado não me afecte mais, enquanto isso ainda acontecer, sinto que não construirei nenhum futuro para mim, não há futuro que aguente apoiado em bases frágeis…

 
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Publicado por em 29 de Abril de 2012 in eu, vida

 

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amor #59

De um Amor Morto

De um amor morto fica 
Um pesado tempo quotidiano 
Onde os gestos se esbarram 
Ao longo do ano 

De um amor morto não fica 
Nenhuma memória 
O passado se rende 
O presente o devora 
E os navios do tempo 
Agudos e lentos 
O levam embora 

Pois um amor morto não deixa 
Em nós seu retrato 
De infinita demora 
É apenas um facto 
Que a eternidade ignora 

Sophia de Mello Breyner Andresen, in “Geografia”

alguns amores são como velas apagadas, não gastam mas também não dão luz nem dão calor... não evoluem, estagnam na dimensão do tempo...

 
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Publicado por em 28 de Abril de 2012 in amor, poesia, Sophia de Mello Breyner Andresen

 

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cansaço #3

“Time has come, to rest these tired eyes”

Nikolaj Grandjean – Heroes & Saints

Uma das mais lindas músicas de sempre, e cheia de significado para mim…

 
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Publicado por em 24 de Abril de 2012 in cansaço

 

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memórias #4

“A memória é o espelho onde observamos os ausentes.”

 
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Publicado por em 24 de Abril de 2012 in memória, solidão

 

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